Rita Manique, que vai continuar a viver e a estudar nas Caldas da Rainha, está a expôr aguarelas da cidade na restaurante Geo

Formada em Artes Plásticas na ESAD, Rita Manique tem como passatempo a aguarela. “Aprecio captar a alma das localidades através do desenho”, contou a autora que tem uma exposição sobre edifícios caldenses, patente no restaurante Geo, que fica no Hemiciclo João Paulo II. A aguarelista retrata maioritariamente vários edifícios caldenses mas há também trabalhos referentes à Praça da Fruta e seus vendedores, dando prioridade ao trabalho efectuado, directamente, nos locais que pretende retratar

“Gosto de captar o espírito de uma cidade através do desenho. Creio que se capta melhor do que qualquer fotografia”, explica Rita Manique, que é Alpiarça e completou recentemente a sua licenciatura em Artes Plásticas na ESAD. A artista, que nos tempos livres se dedica ao desenho e à aguarela, está actualmente a expor os seus trabalhos, todos feitos sobre as Caldas da Rainha, no Restaurante Geo, nas proximidades da Igreja matriz.
E que edifícios retrata esta autora? Os que estão no Largo Dr. José Barbosa, no Largo João de Deus, ou os que se situam no Largo Conselheiro José Filipe ou ainda o edifício dos antigos Paços do Concelho, além de vários momentos relacionados com o ex-libris caldense, a Praça da Fruta. Estas e outras aguarelas estão patentes na exposição de 15 propostas e que tem curadoria de Cláudia Henriques, uma das responsáveis da Loja do Sr. Jacinto.
No seu trabalho, Rita Manique dedica-se à instalação, à escultura e ao design, deixando para os tempos livres o desenho urbano e a aguarela.
Rita Manique contou à Gazeta das Caldas que cria histórias através do desenho desde pequena. Com o seu pai, fazem parte dos Urban Sketchers, um colectivo iniciado em 2007, que existe a nível global e se dedica a praticar desenho nas mais variadas vilas e cidades para as quais viajam para as retratar.
“Prefiro pintar nos locais e experimentar as sensações visuais e auditivas das localidades”, referiu a autora que também trabalha sobre fotografias que tira nos locais.
A arquitectura e o retrato de habitações são temas que gosta de se dedicar. A pedido de amigos, também faz retrato.
Esta série de trabalhos, dedicados à cidade que a acolhe foram feitos durante o confinamento e ajudaram o tempo a passar. No fundo, “os desenhos foram um refúgio durante o confinamento… não foi nada fácil”, contou a autora que terminou a sua licenciatura recorrendo ao on-line.
Além da sua terra natal – onde já fez exposições na Casa dos Patudos – e das Caldas, Rita Manique também retrata com frequência Santarém e Ericeira. A autora gostaria de compilar um livro com os seus trabalhos que tem dedicado a estas localidades. A artista, de 21 nos, vai continuar a viver nas Caldas onde quer prosseguir estudos, pois ingressou no mestrado em Design de Produto na ESAD.
Archil Shinjikashvili, o chef georgiano responsável pelo Geo, está satisfeito por poder acolher arte no seu restaurante. Diz que vai continuar a divulgar o trabalho de artistas no seu espaço dedicado à gastronomia portuguesa e à do seu país. Soma-se a vantagem dos trabalhos de Rita Manique se venderem em duas opções: originais ou cópias, com preços que variam entre os 80 e os 25 euros, respectivamente.
Segundo o responsável, esta mostra, dedicada às Caldas, poderá ser apreciada até Setembro.

O edifício que já foi Paços do Concelho e que agora é sede da União de Freguesias de N. Sra do Pópulo Coto e S. Gregório. Também o prédio do café Bocage, assim como de vendedores da Praça da Fruta podem ser apreciados na exposição do restaurante Geo, até Setembro