Festival Impulso continua a evidenciar grande dinâmica

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Glockenwise trouxeram uma energia contagiante às Caldas

Tó Trips levou o público numa viagem musical antes da entrada dos Glockenwise. No próximo mês, no dia 10, atuam no CCC os Sensible Soccers e Kiko Dinucci, na última noite deste semestre

A mestria de Tó Trips a dedilhar a guitarra no grande auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas abriu, na passada quinta-feira, 11 de novembro, mais uma grande noite de concertos do festival Impulso.
Em palco, apenas uma cadeira, onde o músico se sentou, e três guitarras, que foi utilizando numa atuação bastante intimista, quase como se o artista recebesse estes quase 300 amigos na sua casa ou no seu estúdio para lhes mostrar o que tem feito.
“Mais do que aprender a tocar guitarra, quero contar histórias com ela”, referiu Tó Trips, com a sua voz rouca.

No Impulso, Tó Trips deu um concerto intimista

Os temas que apresentou, instrumentais, são inspirados em momentos e acontecimentos reais e são simultanteamente uma proposta à reflexão e a uma viagem interior ao som dos ritmos mais frenéticos ou mais calmos, como os momentos da vida.
Nesta noite nas Caldas, Tó Trips tocou músicas como “Rua Escura”, “Popular Jaguar”, “Pinacoolata” e “Deus do Vento”, mas também um tema feito em tempos de pandemia que intitulou de “Amor em Tempos F*didos”.
Na atuação no Impulso, houve ainda tempo para dedicar um tema ao norte-americano Chet Baker, um músico que gosta “bastante” e que faleceu em 1988.
Depois de uma salva de palmas do público presente no grande auditório, seguiu-se um intervalo de 15 minutos antes da entrada em palco dos Glockenwis, algo que aconteceu a todo o gás, com uma energia contagiante.
“Somos uma banda de Barcelos que está pela primeira vez a atuar nas Caldas, mas conhecemos bem esta cidade, porque temos grandes amigos cá”, revelaram, contando que são amigos dos músicos da banda Cave Story.
“Costumamos vir cá e temos boas recordações! Foi nas Caldas que vimos um grande filme, o John Wick, na casa do Zina [músico dos Cave Story]!”, exclamaram as vozes dos Glockenwise.
No festival Impulso, a banda apresentou temas do álbum “Plástico”, lançado no final de 2018, mas num concerto apenas com o núcleo duro da banda.
“É o único concerto em que tocamos apenas os quatro, sem os fatos azuis”, salientaram os elementos, que tocam juntos há mais de uma década.
“Sempre assim”, “Dia Feliz” e “Plástico” foram alguns dos temas apresentados, num concerto que conseguiu animar a plateia.
No final da atuação, os jovens de Barcelos fizeram questão de referir que esperam voltar às Caldas e confessaram que pensavam que iam abrir o concerto do músico Tó Trips, que é uma referência para todos os elementos da banda, pelo que foi uma surpresa ser… ao contrário.

Um certame itinerante
Criado em 2018 para comemorar o 15º aniversário do curso de Som e Imagem da ESAD, o primeiro palco do Impulso foi o Centro da Juventude.
No ano seguinte o festival cresceu e expandiu-se para o Parque D. Carlos I e para outros espaços da cidade, como a Igreja do Espírito Santo, no Largo João de Deus.
Este ano, após a pandemia, o festival regressou, mas num formato diferente, com 24 concertos divididos ao longo de 12 noites (uma por mês), entre junho de 2021 e maio de 2022. O novo palco do Impulso passou a ser o Centro Cultural e de Congressos das Caldas. ■