Museu Bordalo Pinheiro destacou Julieta Ferrão

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Julieta Ferrão (1899-1974) foi a primeira mulher a dirigir um museu em Portugal. Foi diretora do Museu Bordalo Pinheiro a partir de 1926, e que lhe prestou homenagem no Dia da Mulher, na passada segunda-feira, 8 de março. Foi emitida on-line uma conferência pela investigadora Sandra Leandro, docente da Universidade de Évora que percorreu a vida e obra de Julieta Ferrão, especialista em Bordalo Pinheiro e que veio algumas vezes às Caldas da Rainha para conferências não só sobre aquele multifacetado artista como também sobre vários aspetos da cerâmica caldense.
Uma das sessões decorreu em maio de 1963, onde se abordou o tema da Faiança, tendo a Gazeta das Caldas publicado um artigo de sua autoria sobre aquela temática.
A conferência encerrou a exposição de cerâmica e olaria caldense “De Maria dos Cacos a Costa Mota”. que foi organizada pelos museus de José Malhoa e de Arte Popular e que foi inaugurada no museu caldense a 6 de abril. A mostra possui o seu próprio catálogo que tem um texto de Julieta Ferrão. Posteriormente, a mesma exposição viajou até Lisboa e foi apresentada em junho desse ano no Museu de Arte Popular. A nova mostra foi enriquecida com mais peças de cerâmica oriundas de coleções particulares e que entretanto tinham sido localizadas.
Na ocasião em que Julieta Ferrão veio às Caldas, em 1963, além de diretora do Museu de Bordalo em Lisboa, a investigadora já era, na época, a primeira conservadora dos museus e das bibliotecas municipais de Lisboa. Além de Bordalo, esta investigadora ainda se dedicou a estudar o pintor José Malhoa. É autora do livro “A conquista de Lisboa por um caldense”, referindo-se ao percurso do pintor caldense. O seu estudo foi apresentado numa conferência que foi apresentada ao Grupo de Amigos de Lisboa, ao qual pertencia em maio de 1955 e repetiu a apresentação nas Caldas, no museu do pintor a 7 de agosto desse ano. ■