Revista de moda Prinçipal apresentada na ADOC nos Silos

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A revista de moda Prinçipal existe há seis anos e é dirigida por Miguel Flor. O designer de moda esteve nas Caldas, a 22 de outubro, na sede da Associação Design Ofícios e Cultura, nos Silos para apresentar esta publicação que é de distribuição gratuita e que é apoiada pelo Centro de Inteligência Têxtil (Cenit).
A revista, bilingue, aposta num design arrojado e dá também atenção aos designers, às marcas e às próprias fábricas.
A Prinçipal dedica-se à moda desde o fio, passando pelo tecido, o processo de produção, à confeção, os designers e as criações finais”, explicou o autor, sublinhando aos presentes que, nesta publicação, a moda é um fenómeno transversal e tem como objetivo a internacionalização da moda e sua indústria em Portugal.
Miguel Flor, que foi o vencedor do concurso Sangue Novo em 1996, trabalhou em Paris, teve a sua própria marca e que já lecionou em várias escolas de moda do país, explicou que a revista mensal que dirige inclui em cada número entrevistas a um ou dois designers, aos responsáveis de uma fábrica (seja de tecidos ou de acabamentos), para além dos editoriais. Cada edição tem um tema e conta com a participação de profissionais de várias áreas.

Miguel Flor é o diretor da revista de distribuição gratuita

Designers e artistas que vivem e trabalham nas Caldas já colaboraram nesta publicação, “que destaca o que é português e que é diferente do que se faz no mundo da moda”, defendeu o diretor.
As produções são originais e os conteúdos podem ser mais institucionais, como um artigo sobre o fardamento de quem está atualmente a trabalhar no Pavilhão de Portugal da Expo Dubai 2020 ou mais arrojadas onde se aposta em roupas invulgares, assim como em locais improváveis para as produções fotográficas como um cemitério.
A Prinçipal já fez trabalhos nas ilhas, onde não há agências de modelos e foi preciso contratar transeuntes. “Além de dependermos da disponibilidade das pessoas ainda temos que as convencer a vestir peças de roupa que, por norma, nada têm de convencionais”, contou o diretor, acrescentando que a revista “é diversificada e inclusiva” pois já tiveram um transsexual nos editoriais. Miguel Flor gostava também de regressar às Caldas para “captar o ambiente criativo dos Silos, dedicado ao saber-fazer”.
A ADOC vai continuar a promover ações. A próxima, em novembro, será dedicada à manutenção da bicicleta. ■