Alimentação deu o mote ao sarau dos mais pequenos nos Bombeiros

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A tarde de sábado representou o segundo momento do sarau do Clube de Ginástica dos Bombeiros, com a actuação dos atletas mais jovens do clube. No total das duas sessões, foram cerca de cinco horas de espectáculo e cerca de 700 pessoas a assistir.

A tarde do passado sábado começou como a noite de gala, do passado dia 27 de Maio, com a actuação das pequenas bailarinas da classe de ballet e o seu jardim encantado.
Depois, foi a vez de todos os ginastas, desde a classe dos bebés até aos 5+, num total de quatro classes, assumirem as despesas do espectáculo. Todos fizeram dois esquemas em que a ginástica de solo se cruzou com a expressão corporal promovida pela dança e também com os saltos no duplo-mini trampolim. Os mais “crescidos” puderam mostrar as suas habilidades duas vezes.

A escolha das músicas, como é hábito, promoveu um espectáculo cheio de boa disposição e as actuações dos jovens atletas foram pinceladas com muitos sorrisos. É que, se por um lado estão ali para mostrar o que aprenderam ao longo do ano, por outro o mais importante é desfrutarem de uma tarde que foi feita a pensar sobretudo neles.
É isso que nota a professora Olga Francisco. “Acho que foi um grande sarau. O mais importante é que as nossas crianças sorriam, e se repararem elas estão sempre a sorrir durante o espectáculo e isso é o que mais gostamos”.
Todos os anos há um tema diferente e este ano foi o da alimentação. Os jovens atletas foram convidados a decorar um elemento para colocar na árvore da alimentação, que tinha lugar de destaque na sala. Nas roupas também traziam elementos que faziam ligação com a música do esquema que iam interpretar.
Olga Francisco destaca a presença dos familiares nesta festa, não só com a sua presença na plateia como pelo tempo que despendem para levar as crianças aos treinos e também com a ajuda que dão na preparação do sarau. “A família é muito importante e faz parte do espírito que cultivamos no clube, que vemos como uma família grande e ter tanta gente disposta a ajudar é muito bom”, considera.
Espírito que se reflecte também na forma como os atletas olham uns pelos outros. “A nossa base é de formação, ginástica para todos. Os que têm mais dificuldade são ajudados pelos que conseguem fazer melhor, incutimos muito a base de respeito pelo outro”.

CERCA DE 270 ATLETAS

João Franco é o responsável pelo Clube de Ginástica dos Bombeiros e faz um balanço muito positivo dos dois saraus realizados no espaço de uma semana, tanto por aquilo que os atletas mostraram, como pela adesão do público.
Este foi mais um ano de afirmação para o clube, que já atingiu os 270 ginastas em actividade. Além disso, a época 2016/17 trouxe de volta o ballet, disciplina que já tinha estado no seio do clube mas tinha desaparecido. Nas apresentações nos saraus estiveram presentes 16 bailarinas, que trabalham divididas em duas classes, até aos seis anos e com mais de 6 anos. “Estamos satisfeitos e esperamos que continue e que cresça, é uma vertente da dança que enquanto expressão corporal é muito importante para os atletas”, sublinha João Franco.
A caminhar rumo aos 300 atletas no clube, João Franco diz que já se torna difícil a conjugação de horários dos treinos e a concepção dos espectáculos. “Acaba por ser um desafio que gostamos de ter para manter os padrões de qualidade, que eles se sintam felizes e possam evoluir sem pressões”, realça.
O professor realça também o esforço que a direcção da AHBVCR fez para melhorar as condições de trabalho do clube, com a reabilitar da cama elástica, que já foi utilizada no primeiro sarau. João Franco diz que o aparelho é importante, por ser “muito promotor de aprendizagem”.
Com tanta a gente a assistir aos saraus dos Bombeiros, mudar o local do espectáculo tem sido falado nos últimos anos e voltou a sê-lo este, depois do presidente da Câmara, Tinta Ferreira, ter oferecido o Pavilhão da Mata para o efeito. Uma oferta que João Franco agradece, mas que terá de ser ponderada, porque tem prós e contras. “O nosso espectáculo é de palco e é difícil projectá-la num pavilhão onde não há palco, onde a acústica é diferente e onde temos que utilizar outro tipo de material que não temos. Teria como positivo podermos acolher as pessoas com mais conforto”, observa João Franco, acrescentando, porém, que existem outras possibilidades em carteira. “Quem sabe no futuro consigamos dar o salto para um verdadeiro palco”, remata.