As 250 maiores empresas do Oeste faturam mais de 4,5 mil milhões

0
107
A atividade empresarial sofreu uma ligeira diminuição nas empresas de topo da região

O grupo das 250 maiores empresas da região Oeste registou em 2020 um volume de negócios de 4,52 mil milhões de euros, sofrendo uma quebra de 2,04% em relação ao que tinha faturado em 2019, antes da pandemia. A faturação é, no entanto, o que menos desceu dos indicadores principais, uma vez que as exportações e o número de postos de trabalho garantidos por este grupo de empresas sofreu recuos acima dos 4%. Estas são as principais conclusões do estudo das 250 Maiores Empresas do Oeste, que Gazeta das Caldas apresenta, em formato de revista, com edição da próxima semana.
Em conjunto, as 250 maiores empresas do Oeste em 2020 tinham realizado um volume de negócios de 4,61 mil milhões de euros no último ano antes da pandemia, o que significa que este grupo de elite faturou menos 94,1 milhões de euros do que em 2019.
Mesmo assim, este foi o indicador menos penalizado num ano particularmente difícil para a economia. Se o volume de negócios baixou 2,04%, os resultados líquidos deste grupo de empresas teve uma queda de 2,55%, o que significa que, à descida do volume de negócios, se juntou uma perda de rentabilidade.
No seu conjunto, o grupo das 250 maiores empresas do Oeste obteve resultados líquidos na ordem dos 136 milhões de euros em 2020, menos 3,5 milhões de euros do que no ano anterior.

Exportações são as mais afetadas
Mais acentuada que a descida do volume de negócios e dos resultados líquidos do conjunto das 250 maiores foi a redução das exportações. Com a pandemia a causar restrições mais severas na relação comercial com o estrangeiro, o volume exportado sofreu um recuo de 4,35% em 2020 face a 2019. No total, as exportações atingiram os 946,7 milhões de euros, menos 43,1 milhões de euros do que em 2019.
O decréscimo das exportações mais acentuado do que a descida do volume de negócios também significa que a percentagem da produção exportada sofreu um decréscimo. Em 2019, 21,5% do total faturado por este grupo de empresas teve como destino os mercados internacionais, enquanto que em 2020 se ficou pelos 20,9%.
Influência idêntica às exportações teve a pandemia no mercado de trabalho dentro das 250 maiores empresas do Oeste 2020.
De um total de 25.620 postos de trabalho garantidos por este grupo de empresas em 2019, passou-se para 24.578 trabalhadores, o que significa a destruição de 1.042 empregos, ou seja, 4,07% da força de trabalho. Isto significa que, em média, por cada uma das empresas deste grupo de elite da região, quatro trabalhadores ficaram sem emprego.
Este é apenas um retrato geral do estudo das 250 maiores empresas do Oeste 2020, não perca a análise completa na revista que publicamos na próxima edição. ■