Barómetro da AIRO mostra agravamento nas empresas

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As consequências económicas da pandemia são cada vez mais sentidas na região

Novo relatório do barómetro da associação empresarial mostra que as empresas lidam com maiores dificuldades

A AIRO divulgou a versão preliminar do quinto relatório do Barómetro Empresarial que tem desenvolvido desde o início da pandemia. Esta nova versão apresenta um agravamento do estado de “saúde” das empresas oestinas e também uma ligeira quebra no optimismo que poderia existir.
Este instrumento, obtido através de questionários aos empresários da região, é uma importante ferramenta para perceber os impactos da crise económica decorrente da crise sanitária.
Um dos dados que salta à vista neste relatório é que se assiste “a um aumento do número de empresas a necessitar recorrer a lay-off, que passou de 16% em setembro para 52% atualmente”.
Outro dado importante é que mais de metade das empresas (mais concretamente, 59%) ainda não conseguiram recuperar o seu volume de negócios, afectado desde o primeiro confinamento geral em 2020. E se o primeiro confinamento teve esse peso, o segundo não será menos pesado.
“Na situação que vivemos com o novo confinamento geral (janeiro 2021), grande parte das empresas estima que irá perder uma parte significativa de volume de negócios, o que terá consequências bastante negativas no tecido empresarial e económico”, realça a AIRO. É que 36% dos inquiridos estima perder volume de negócios na ordem dos 80% a 100%, podendo essas empresas ficar em risco de sustentabilidade e viabilidade e, 14% dos inquiridos estimam uma perda entre os 60% a 80%. Ou seja, metade dos inquiridos prevê perder mais de 60% do volume de negócios.
Quase metade dos empresários estima que o regresso à normalidade possa ocorrer num período dentro de 12 a 24 meses e mais de metade (53%) afirmaram que a sua atual liquidez não permite manter a empresa sustentável nos próximos meses
Desde setembro de 2020 o mês em que as empresas menos venderam foi o de janeiro deste ano e, quando comparado com os últimos anos, há 41% das empresas que respondeu que a receita atual é a mais baixa desde que abriram atividade.
Já relativamente ao risdo de encerramento, 37% dos inquiridos está no risco elevado e 22% no risco moderado, existindo ainda 3% que já encerraram a atividade.
Sobre as medidas de apoio do governo, mais de metade dos empresários oestinos mostra-se pouco confiante relativamente à eficácia dos mesmos e 19% dizem-se nada confiantes. ■