Desemprego na região cresce a máximos dos últimos quatro anos

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Segundo confinamento leva o número de inscritos no Centro de Emprego a um novo pico da pandemia, ao mesmo tempo que as insolvências de empresas atinge máximos dos últimos três anos

O número de inscritos no Centro de Emprego Oeste Norte, que tem sede nas Caldas da Rainha e serve ainda os concelhos de Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Peniche, Bombarral e Cadaval, registou um novo máximo desde a pandemia, superando em fevereiro a casa das 6 mil pessoas, o que já não acontecia desde março de 2017.
No encerramento do mês passado, o Oeste Norte tinha 6.134 pessoas inscritas no centro de emprego, mais 3,1% do que em janeiro, quando já se tinha superado o número máximo de desempregados registado no ano passado, então no mês de junho.
Em relação a fevereiro do ano passado, regista-se um crescimento de 58,8%, o que significa que a pandemia “custou” à região 2.271 postos de trabalho no espaço de um ano.
Em termos de proporção, o Bombarral é o caso mais extremo. Nos meses de pandemia o desemprego disparou 91,4%, de 210 para 402 desempregados no espaço de um ano. Segue-se a Nazaré, com uma subida de 84,5% no número de pessoas inscritas à procura de emprego, de 328 para 604. Este foi o concelho com maior subida em fevereiro em relação ao mês anterior (7,8%).
Em Óbidos, a escalada do desemprego encontra-se nos 76,3%, passando de 190 para 335.
Caldas da Rainha foi um dos concelhos que atingiu um novo pico no desemprego em fevereiro, também com números comparáveis com março de 2017. Em fevereiro, o número de desempregados no concelho subiu 3,5%, para 1.825, mais 57,1% do que no mesmo mês do ano passado.
Alcobaça (45,5%) e Cadaval (44,3%) são os concelhos onde os efeitos da pandemia no mercado de trabalho menos se fizeram sentir até ao momento. Alcobaça foi o segundo concelho com maior subida do índice no mês de fevereiro (5,2%). No entanto, o número total mantem-se abaixo dos 1.500, valor superado no ano passado nos meses de abril a agosto.
Peniche foi o único concelho com decréscimo no número de desempregados em relação a janeiro (3,6%), no qual se tinha atingido um novo pico durante a pandemia.

Efetivo empresarial reduz
A degradação do mercado de emprego é acompanhada com uma redução do efetivo de empresas no Oeste em janeiro, o que não acontecia desde março de 2018. Este é mesmo o segundo mês de janeiro com menor número de novas empresas (96) desde que o INE disponibiliza estes dados. Menos apenas em 2009, quando foram constituídas 91 novas empresas. Já o número de insolvências (105) é um máximo desde março de 2018. É preciso também recuar a esse mês para encontrar um saldo negativo entre constituições e insolvências.
Os setores do comércio (31) e do turismo (17) são os que apresentam maior número de insolvências, enquanto o das atividades imobiliárias é o que apresenta maior dinâmica, com um saldo positivo de 10 empresas entre constituições e insolvências. Neste setor foram criadas no primeiro mês deste ano 19 novas empresas. Na construção o saldo também é positivo, com 13 constituições e 12 insolvências. ■