Pandemia já custou 1.376 postos de trabalho à região

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Em 2020, o Oeste Norte perdeu um total de 1.736 postos de trabalho, com o número de desempregados a subir 43,8%, segundo dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional.
Se nos primeiros dois meses do ano o número de inscritos no Centro de Emprego Oeste Norte, que abrange os concelhos de Caldas da Rainha, Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Peniche, Bombarral e Cadaval, ainda sofreu um ligeiro decréscimo, em março, com a chegada da pandemia ao território nacional, rapidamente os números do desemprego escalaram para níveis de 2016.
O pico do crescimento do desemprego no Oeste Norte foi atingido em julho, com 5916 desempregados, nos meses seguintes assistiu-se a um decréscimo, corrigido em dezembro para 5.696. Contabilizando apenas março, quando a pandemia se instalou e o desemprego começou a subir, a destruição de postos de trabalho atingiu os 1833.
Há três concelhos com quebras do emprego acima dos 50%. Em Óbidos o número de inscritos subiu 76% durante 2020, enquanto no Bombarral a subida atingiu os 71,4%. O terceiro concelho acima dos 50% é Caldas da Rainha, com uma escalada de 57,9%. Peniche é o concelho com menos subida do desemprego, ficou-se pelos 21,1%. No Cadaval, registo de mais 38,7% desempregados, em Alcobaça 39,8% e Nazaré 48,9%.

Subida maior nos jovens
O desemprego na região aumentou mais nos homens (47,3%) do que nas mulheres (41,3%), mas isso só serviu para atenuar a diferença, é que continuam a ser mais mulheres do que homens que procuram emprego. Esta é uma realidade em quase todos os concelhos, apenas inverte em Óbidos, onde o número de mulheres desempregadas mais do que duplicou.
Mas o dado mais marcante no Oeste Norte é o aumento do desemprego jovem.
Entre os inscritos no Centro de Emprego Oeste Norte, 331 procuram 1º emprego, mais 30,3% do que no final de 2019. O número de desempregados inscritos há menos de um ano subiu 45,3%. O principal motivo da inscrição, ao longo do ano, foi o fim de trabalho não permanente. Os despedimentos tiveram um pico em abril.
Quanto aos escalões etários, o número de desempregados subiu mais de 50% nos menores de 25 e dos 25 aos 34 anos. Estes dois escalões combinados representam 33,5% do total de desempregados. No escalão entre os 35 e os 54, a subida foi de 45,8% e nos maiores de 55, foi de 27,1%. ■