Crapaa resgatou 146 animais em 2020

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Através da associação foram ainda adotados 151 cães e esterilizados 60. Apesar da quebra de 20% das receitas, contas ficaram no positivo

A Crapaa – Caldas da Rainha Associação Protetora de Animais Abandonados resgatou, ao longo de 2020, 146 animais, menos 26 do que no ano anterior, mas do abrigo da associação houve 151 animais que encontraram novos donos.
O ano de pandemia criou mais dificuldades para a associação, mas “não baixámos os braços e estivemos aqui, a salvar vidas, a cuidar, a encontrar finais felizes”, realça a Crapaa, que em comunicado deixa um agradecimento aos seus voluntários pela forma como se adaptaram para permitirem que a associação cumprisse a sua missão.
Ao longo do ano, a associação resgatou 146 animais, dos quais 68 eram cachorrinhos provenientes de 10 ninhadas. Situação que faz a associação reforçar a mensagem de necessidade de esterilização de fêmeas e machos. Houve também muitos adultos recolhidos, “com histórias tristes ou encontrados em condições surreais”, acrescenta.
Histórias tristes que a associação procura converter em felizes, para os animais que chegam e para as famílias que os adotam. Este ano foram 151 os animais adotados, mais um do que em 2019. A maior parte continuou em Portugal, “em várias zonas do país”, realça a associação. Mas houve algumas adoções para o estrangeiro, “infelizmente menos que em 2019”, o que a associação atribui aos efeitos da pandemia. Os “patudos” seguiram para o Reino Unido, Holanda, Canadá e Alemanha.
Dos animais do abrigo, nove faleceram. “A maior parte de velhice”, refere a Crapaa, mas dois deles, cachorrinhos, não resistiram a infeção por parvovirose.
No seu balanço anual, a instituição faz igualmente o balanço orçamental, que tal como no ano passado apresentou um resultado positivo, este ano de 1,4 mil euros. As despesas ascenderam a 40,2 mil euros, menos 10 mil euros do que em 2019. Mesmo assim, trata-se de um montante elevado. “Todos os animais que entraram tiveram de ser vacinados, desparasitados interna e externamente, levaram o chip, os adultos foram esterilizados, alguns tiveram que ficar a medicação ou a comer ração especial”, refere a associação. Além disso, alguns dos animais tiveram que ser submetidos a cirurgias ou tratamentos mais complexos, alguns deles com necessidade de internamento.
As receitas totalizaram 41,6 mil euros, menos 10,8 mil euros do que no ano anterior. “Os eventos, campanhas de rua e de supermercado em 2020 foram para esquecer e eram uma forma que tínhamos de angariar donativos”, refere a associação, que teve de se focar nas campanhas online. “Além dos diversos apelos nas nossas redes sociais, vendemos rifas, calendários, t-shirts…”, conta a Crapaa, que adianta que “o apadrinhamento de nomes dos nossos patudos e a taxa de adoção também foram uma boa ajuda”.
Além disso, voluntários criaram o movimento das moedas pequenas, doando todas as de 1, 2 e 5 cêntimos que conseguiram juntar. Além disso, há ainda as quotas dos associados e os donativos que continuaram a chegar pontualmente. Foram ainda doados “muitos quilos” de ração, latas de comida húmida, biscoitos, medicamentos, detergentes, mantas, casotas, materiais de construção e manutenção. ■