Pequenas e Médias Empresas em busca da eficiência energética

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empresasCerca de 50 representantes de 37 pequenas e médias empresas (PME) da região, estiveram numa sessão de formação da Entidade Reguladora do Serviço da Energia e da GalpEnergia, realizada no dia 10 de Fevereiro na Oeste CIM. Os presentes poderão agora adoptar um plano de eficiência energética e candidatar-se ao selo Galp Pro Energy, galardão que será entregue em Dezembro.

O prémio não é monetário, mas pode ser economicamente apelativo. Isto porque o selo Galp Pro Energy vai distinguir as empresas com melhores resultados na implementação do plano de eficiência energética. Trata-se de incentivar as empresas a diminuir os desperdícios e consumos energéticos sem que isso afecte a sua produtividade.
O primeiro passo, tanto em termos residenciais como industriais, é a escolha de um contrato adequado de luz, até porque hoje existem várias opções horárias que permitem seleccionar a que horas se quer gastar mais energia e, consequentemente, pagá-la a um preço mais baixo.
Geralmente, o que gasta mais nas habitações não são os electrodomésticos que têm uma potência muito elevada (como o micro-ondas) porque são usados poucas vezes e pouco tempo. Os que consomem mais energia são os que estão sempre ligados, como frigoríficos ou arcas congeladoras.
Outro dos factores que assume um peso preponderante, tanto em termos habitacionais como industriais, é a iluminação.
Também em termos industriais, a diminuição dos desperdícios, o isolamento de alguns equipamentos e a manutenção dos mesmos, são outras das formas de poupar energia. “Fica sempre mais barato poupar um kilowatt/hora do que produzi-lo, mesmo que seja através de energias renováveis”, explicou João Silva, formador do Instituto de Soldadura e Qualidade.
João Reis, que veio em representação do Casal da Eira Branca, explicou que o principal objectivo que a empresa pretende atingir passa por reduzir a factura energética, “mantendo o mesmo grau de conforto e de superação das necessidades dos hóspedes”. O selo Galp Pro Energy é um objectivo, para juntar a um outro certificado de sustentabilidade que aquela PME já possui. “Queremos manter viva essa preocupação”, afirmou.
João Silva, orador desta formação, disse que “um projecto de eficiência energética não é um momento no tempo, mas sim um acompanhamento”. Preocupação que Rogério Ivan, presidente da Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste – Oeste Sustentável partilhou. “Este é só um primeiro passo, iremos acompanhar as PME” afiançou.
Este responsável explicou ainda que estiveram presentes empresas de actividades bastante diversificadas na sessão, realizada na terça-feira, dia 10 de Fevereiro, no Salão Nobre da Comunidade Intermunicipal do Oeste, mostrando-se satisfeito por “concluir que a importância dada a estas questões já é transversal a todo o tecido económico”.
Este projecto é financiado pelo Plano de Promoção de Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica (PPEC 2014-15), aprovado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos e conta com a parceria da RNAE – Associação das Agencias de Energia e Ambiente (rede nacional), do Instituto da Soldadura e Qualidade e da Sair da Casca – consultoria e comunicação em desenvolvimento sustentável.

Isaque Vicente
ivicente@gazetadascaldas.pt