Quinta Ciência Viva da Pera Rocha vai nascer no Bombarral

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Responsáveis das várias entidades envolvidas no projeto estão otimistas quanto ao sucesso que vai marcar o Oeste

Parceria elogiada pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel, que se associou à cerimónia

O Bombarral vai acolher a Quinta Ciência Viva da Pera Rocha, a primeira da região Oeste que integra a rede da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica. O protocolo de colaboração foi assinado no passado dia 28 de maio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, entre a autarquia e a Rocha Center – Centro de Pós Colheita e Tecnologia, ACE. Este projeto nasce nas antigas instalações do IVV – Instituto da Vinha e do Vinho, que a Câmara possui no Cintrão.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, o ex-autarca Carlos Miguel, foi à vila presidir à cerimónia e deixou rasgados elogios à iniciativa.
A rede de Quintas Ciência Viva ainda está em formação, contando neste momento com mais cinco projetos espalhados pelo país: Cerejas das Ideias (Fundão), Projetos e dos Socalcos (Cinfães), Sal (Figueira da Foz), Sol (Moura) e Azeitona e Azeite (Vila Nova de Foz Coa).
Segundo Rosália Vargas, da Ciência Viva, esta rede tem uma missão centrada na educação, valorizando a cultura e criatividade com a ligação ao tecido económico através da inovação. No Bombarral nascerá um espaço interativo de divulgação científica e tecnológica, que pretende funcionar como “plataforma de desenvolvimento regional através da dinamização dos atores regionais mais ativos nesta área”.

Antigas instalações do IVV na vila acolhem projeto inovador

Um projeto que foi recebido com entusiasmo também pelo Rocha Center, como frisou o administrador Armando Torres Paulo, responsável da organização de fruticultores que tem como objetivo a investigação aplicada e experimental para a melhoria da conservação da pera rocha após a colheita. Com sede na antiga escola do 1º ciclo do Bombarral, está também prevista que se transfira para o ex-IVV.
Visivelmente feliz, o autarca Ricardo Fernandes não hesitou em classificar o dia como “marcante para o Bombarral”. O projeto poderá ver a luz do dia devido à aprovação do PARU (Plano de Ação para a Regeneração Urbana), que vai permitir a realização da primeira fase da reabilitação das antigas instalações do IVV. As obras deverão durar ano e meio, estando orçadas em mais de 1,3 milhões de euros. Só depois é que poderá começar a instalação da Quinta Ciência Viva da Pera Rocha, para a qual terá ainda de ser obtido financiamento.
Esta quinta do saber e conhecimento destacar-se-á pela componente lúdica, através de uma zona de exposição interativa, que, segundo o autarca, “será um espaço que fará as delícias de miúdos e graúdos”, para além de contribuir para a valorização da Pera Rocha.