Fim da Sessão Legislativa, tempo de balanço

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Terminada esta sessão legislativa, que aponta para o meio do mandato para o qual fui eleito, é o momento de fazer um balanço.
Embora esteja a ser um mandato atípico, marcado pela pandemia tem sido um desafio motivador defender os interesses dos eleitores de uma forma clara e assertiva. Foram muitas as matérias ora propostas, ora reclamadas ou até situações denunciadas que devem merecer a atenção do governo.
Daria como exemplos a área da saúde com a gritante falta de médicos de família e de planeamento no funcionamento das unidades de saúde do distrito, até à necessidade de ampliar o Hospital das Caldas e construir o novo hospital do Oeste. A proposta de alteração do Orçamento de Estado de 2021 por nós apresentada e aprovada para a manutenção das comparticipações dos tratamentos termais foi uma realidade incontornável.
Nas infraestruturas, destaco a constante tomada de posição sobre a Linha do Oeste, com a eletrificação até às Caldas, e a norte até Pombal, ou a reivindicação do nó de Aljubarrota no IC9 e a requalificação do IC2 e do IC8.

Assim venha a próxima sessão legislativa, em defesa dos interesses das populações

No ambiente, a pressão colocada sobre o ministro para que as dragagens da Lagoa de Óbidos sejam realidade não foi a única preocupação, que também passou pela foz do rio Alcoa e a tomada de posição sobre a ETES em Leiria, onde o mesmo ministro que assume a posição de força de bloqueio ao distrito.
Na educação, para além dos projetos de resolução para requalificação de escolas, onde se destaca o relativo à Secundária Raúl Proença, um destaque na defesa do ensino artístico, mais um dossiê tão “mal tratado” por este governo.
Também o projeto de resolução que visa a criação de um programa nacional do uso da bicicleta no ensino pré escolar, por mim apresentado, foi aprovado.
No que diz respeito às florestas a proposta de alteração apresentada em sede de orçamento de estado 2021 permitiu garantir uma verba de 5 milhões de euros para a recuperação e regeneração do Pinhal de Leiria, bem como uma plataforma digital de monitorização e de transparência da aplicação das verbas na mesma recuperação. As tomadas de posição sobre a floresta no Norte do distrito demostram a preocupação com uma área onde o governo, infelizmente, não aprendeu com o horror de 2017. Também o regadio da Cela e de Óbidos esteve patentes nas preocupações dos deputados do PSD.
Para além dos três projetos de Lei que tive oportunidade de apresentar e que aguardam agendamento, no fim desta sessão legislativa foi aprovado uma lei na qual tive a oportunidade de trabalhar, pois redigi a proposta do PSD que acabou por servir de estrutura da presente lei. A lei que consagra o Regime de Proteção do Arvoredo Urbano e que permitirá a necessária preservação e incentivo ao aumento do arvoredo no contexto urbano.
Para além destas áreas e do constante trabalho nas comissões da Assembleia da República, foram muito mais os assuntos que tive a oportunidade de intervir. Assim venha a próxima sessão legislativa porque o trabalho parlamentar é constante e de defesa intransigente dos interesses da população. ■