A odisseia de 2021

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Joaquim Paulo

Em cada final de ano o processo repete-se: fazem-se balanços dos 12 meses que estão a terminar, tomam-se decisões (nem sempre concretizáveis) para os 12 meses que se avizinham e nas famílias, instituições e empresas projeta-se o impacto das mudanças que se ambicionam, esperando que o próximo ano seja igual ou melhor ao precedente.
Olhando em retrospetiva, e repescando a obra-prima de Stanley Kubrick, 2021 voltou a ser uma verdadeira odisseia, com a pandemia de covid-19 a não dar tréguas. O processo de vacinação e uma certa “convivência” com o vírus pareciam encaminhar-nos para uma certa normalização, mas a Ómicron trocou-nos as voltas neste fim de ano.
Mas 2021 foi também um ano marcante em termos políticos, com surpresas nas eleições autárquicas e a queda do Governo, que mergulhou o país em mais uma crise, talvez mais desnecessária do que noutros momentos da nossa história.
Na Gazeta, festejámos os 96 anos de vida do jornal mais antigo do distrito e do Oeste com pompa e circunstância, através da publicação de uma edição XL, com 96 páginas, em que se projetou o que será a região em 2030. E lançámos inúmeras iniciativas editoriais, entre suplementos e revistas, que atestam a vitalidade de um título incontornável no panorama da imprensa regional.
Terminamos o ano com a publicação de um calendário muito especial, que oferecemos aos leitores, desenhado por jovens artistas, tendo como ponto de partida a educação pela cidadania. Afinal, é esse trajeto que a Gazeta das Caldas tem feito nestes 96 anos e certamente continuará a fazer por muitos mais. ■