Impacto das dragagens na Lagoa preocupa deputados do PSD

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O deputado caldense Hugo Oliveira questionou, em nome da bancada do PSD, o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Matos Fernandes, sobre a sustentabilidade da biodiversidade da Lagoa na sequência das dragagens previstas para as suas “cabeceiras”, na zona da Barrosa e do Bom Sucesso. Na pergunta dirigida ao governante, os sociais-democratas querem saber se existe algum estudo sobre os possíveis impactos da dragagem na população de bivalves e se estão identificadas as limitações que os pescadores e mariscadores terão que enfrentar enquanto a intervenção estiver em curso. Perguntam, ainda, de que forma será monitorizada a qualidade da água durante o processo de dragagens e com que frequência serão feitas as recolhas.
Os deputados pedem respostas sobre se está prevista, durante a intervenção, a produção de relatórios dos trabalhos em curso e com que regularidade, e se, no caso de serem identificadas contaminações que obriguem à suspensão da actividade, que medidas estão previstas para apoiar os pescadores e mariscadores.  A segunda fase das dragagens deverá ter início em Maio, após a obtenção do visto do Tribunal de Contas para o investimento de 16 milhões de euros. Com uma duração de 18 meses, a intervenção prevê a retirada de 875 mil metros cúbicos de areia das bacias no delta do Rio Real, do braço da Barrosa e dos canais de ligação do corpo da lagoa aos braços da Barrosa e do Bom Sucesso.