O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, ladeado por elementos da concelhia caldense

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, esteve no Carvalhal do Senhor Jesus (Bombarral), no passado sábado, tendo reunido com um grupo de pequenos produtores frutícolas para conhecer as suas preocupações. O líder centrista destacou a importância deste sector para a economia nacional

Um momento simbólico de união entre o CDS e o mundo rural. É desta forma que o líder do partido se refere à reunião de trabalho que teve com um grupo de pequenos produtores frutícolas da região. Francisco Rodrigues dos Santos disse à Gazeta das Caldas que este encontro permitiu-lhe verificar que “o CDS é o único partido com uma verdadeira ligação umbilical a este sector tão importante para o nosso país” e defendeu que a agricultura é uma área estratégica da economia nacional. Por outro lado, lamentou que os demais partidos desconheçam as dificuldades e a realidade em que vivem os agricultores e que insistam numa “visão urbana e centralista” das prioridades do país. O CDS registou as diversas preocupações dos produtores e, em larga medida, partilha-as. Desde logo, as questões relacionadas com o preço elevado dos produtos necessários à produção, que são cerca de 40% mais caros do que em Espanha e, consequente, a concorrência desleal que daí resulta e a escassez de mão-de-obra, fruto da desertificação da região e do envelhecimento da população, denuncia o dirigente centrista. Realça ainda, por outro lado, os “apertados critérios de qualidade” exigidos à fruta de produção nacional, diferentes da fiscalização da fruta importada, e a excessiva dependência dos grandes distribuidores. Perante os agricultores, Francisco Rodrigues dos Santos deixou a garantia de defesa do mundo rural e da melhoria das condições para os que desenvolvem esta actividade económica. Questionado pela Gazeta das Caldas sobre a saúde no Oeste, o líder centrista destacou que, mesmo depois das obras de remodelação, a capacidade do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) será “insuficiente” para as necessidades da população. “Não se contorna o despovoamento do interior do país sem a garantia de uma rede adequada de serviços públicos, especialmente na saúde, e esperamos que a construção de um novo Hospital se concretize rapidamente”, acrescentou. Os centristas estão a acompanhar o trabalho da OesteCIM quanto à definição do local adequado e esperam que a solução proposta “assegure as acessibilidades necessárias e a proximidade a todos os utentes da região”, salienta o seu presidente. No que respeita à Linha do Oeste Francisco Rodrigues dos Santos considera que a região precisa de “forte investimento público, de resto já planeado”. Garante que o CDS estará particularmente atento ao arranque da obra entre Meleças e as Caldas da Rainha e ao cumprimento dos prazos com que o governo se comprometeu. “O adiamento sistemático do plano ‘Ferrovia 2020’, essencial para o Oeste, não pode prolongar-se, nem a inércia e o desinteresse do governo neste assunto se podem manter”, sustenta.
O dirigente destacou, ainda, como preocupação dos centristas o envelhecimento da população.
A caminho das eleições autárquicas, o novo líder centrista diz encarar este desafio com “muita seriedade” e que a renovação e a reestruturação que estão a fazer no partido tem a ambição de reforçar a presença. Com o apoio da figura do coordenador autárquico distrital, Francisco Rodrigues dos Santos pretende encontrar “personalidades de reconhecido mérito que emprestem ao CDS o seu talento e prestígio, quer na construção de programas, quer na preparação do acto eleitoral, quer na construção de listas, com vista a reforçar a voz do CDS nas autarquias”, concluiu.