Animação noturna prolongou 15 de Agosto

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Na noite de 14 de agosto atuou o grupo Mega Star que é de Marco de Canaveses

Perto de 70 vendedores participaram na Feira do 15 de Agosto, numa edição que teve como novidade os concertos nos serões dos três dias do certame

Entre os dias 14 e 16 de agosto, 67 feirantes que vieram vender na feira do 15 de Agosto. Regressou também a pista de karts e houve uma nova aposta com animação musical noturna.
No serão de dia 14, a banda Mega Star abriu as hostes e nas noites seguintes atuaram os Banda Magnética e os SonJovem. Ao longo da noite, o primeiro grupo oriundo de Marco de Canaveses animou algumas dezenas de pessoas que vieram viver este novo momento de animação à noite. Notória foi a falta de iluminação, dada apenas pelo palco e pelas próprias bancas dos vendedores.
“Aos poucos pensamos retomar a feira do 15 de Agosto como ela já foi”, disse o presidente da Câmara, Vítor Marques à Gazeta das Caldas.
O edil caldense quer inclusivamente que o certame passe a ter quatro dias, permitindo assim atrair mais vendedores de vários setores incluindo os da animação como os carrosséis.
Ao todo, segundo o edil caldense, investiram-se 25 mil euros (inclui pagamento aos grupos musicais, segurança e divulgação) um investimento muito superior aos cerca de oito mil euros, feito no ano anterior.
No ano passado houve apenas 40 feirantes e, por isso, na sua opinião este “é o caminho certo para dar a notoriedade que o 15 de Agosto já teve, apesar de ser algo que leva o seu tempo”.
Vítor Marques sublinhou ainda o facto da feira anual só ter começado após o encerramento das Tasquinhas. O presidente espera poder apresentar o projeto de mudança da localização de feiras e mercados para a denominada xona dos Texugos possa ser apresentado no próximo ano.

“Trezentas dúzias de cavacas!”
Adelaide Ferreira é dos Baixios (Alvorninha) e vende cavacas, beijinhos, tremoços e pevides há muitos anos. A caldense é uma vendedora habitual do 15 de Agosto e, com o seu marido “cheguei a vender 300 dúzias de cavacas!”. Os tempos agora são outros e afirmou que ficaria contente “se conseguir vender tantas quanto na feira do ano passado, 50 dúzias”.
“A cavaca que eu vendo é boa. Foi caldada de manhã”, disse a vendedora explicando que as primeiras que vendeu seguiram para Coimbra. “Ainda iam quentinhas!”, explicou a vendedora que as compra à Fábrica das Cavacas, de Eduardo Loureiro.
Adelaide Reis antes das Caldas esteve em Ferrel a vender durante uma semana e diz que o negócio correu muito bem. Não é fã das mudanças de lugar pois quando acontece “os clientes não sabem onde estou”.
De qualquer modo esta vendedora de 78 anos lamenta que as feiras tenham mudado tanto e “é pena se deixarem isto morrer…”, disse a vendedora de cavacas que já foi convidada para dar a conhecer o seu percurso em programas da Sic.
Natalina Santos é da Benedita e vende roupas de interior e há 22 anos que vem ao 15 de Agosto. Lamenta sobretudo o preço do terrado, “que é muito elevado”.
A vendedora tem pena de haver cada vez menos feirantes e acha que é preciso apostar mais na animação. “Estão aqui só três carrosséis quando eu me lembro de haver pelo menos 15!”, referiu Natalina Santos que vende em feiras há 42 anos.
Carlos Branquinho tem um bar e vende há mais de 40 anos no 15 de Agosto tendo começado quando a feira ainda se realizava no espaço onde atualmente se situa a Biblioteca Municipal. Diz que o negócio “já teve melhores dias”. Lan Branca da Silva é o responsável das farturas Áurea e vai continuar a vir vender ao 15 de Agosto e ainda lamenta que já não se faça a Feira de S. João nas Caldas da Rainha.
Lélio Montoia vende roupa e bijutaria desde miúdo e é de Torres Vedras. Faz o mercado semanal e segue para a Lourinhã e A dos Cunhados. Considera que o 15 de Agosto “é uma boa feira e vai continuar a vir fazê-la.
Espera também que a futura mudança para a zona dos Texugos, que a Câmara Municipal espera apresentar no próximo ano, seja boa para os feirantes.
“Há mais de dois anos que não vinha ao 15 de Agosto!”, disse Helena Costa que vive nas Caldas há 36 anos. Veio acompanhada pela mãe, Aldina Costa, que é de Castanheira de Pera e que está na cidade termal a gozar as férias com a família. ■