Centro de Saúde no Externato Ramalho Ortigão durante as obras

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Empreitada tem um prazo estimado de dez meses

Acordo para transferência temporária do Centro de Saúde fechado esta semana. Obra deverá arrancar em janeiro

O Centro de Saúde das Caldas vai funcionar, temporariamente, no antigo Externato Ramalho Ortigão, na Encosta do Sol, enquanto o edifício atual recebe obras de melhoria das condições.
O acordo foi fechado no início desta semana e a expectativa é de que a obra possa começar no início do próximo ano, durante o mês de janeiro.
Segundo o presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques, a empreitada tem uma duração prevista de 300 dias (ou seja, o equivalente a 10 meses).
Recorde-se que esta é uma obra que resulta de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e que representa um investimento de cerca de 3 milhões de euros.
O Centro de Saúde funciona no atual edifício há várias décadas e apresentava já a necessidade de melhorias.
Os gabinetes, alguns com menos de dez metros quadrados, eram uma das situações mais preocupantes.
ULS Oeste vai ser criada
Recentemente foi também apresentado o ante-projeto do decreto-lei que cria as unidades locais de saúde a nível nacional e que define a criação da Unidade Local de Saúde do Oeste (ULS Oeste), que integra o Centro Hospitalar do Oeste, o Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul (com exceção do Centro de Saúde de Mafra) e os Centros de Saúde de Bombarral, Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche.
O governo anuncia-a como “uma das maiores reformas na organização do SNS desde a sua criação, que procura responder ao aumento das necessidades em saúde e bem-estar da população”.
Estas novas unidades vão entrar em funcionamento no dia 1 de janeiro do próximo ano.
A nível nacional vão ser criadas 31 ULS, que se vão juntar às atuais oito existentes. A cada ULS compete a gestão dos hospitais e centros de saúde da sua zona.
Ao nível do financiamento, é definido “per capita” e pela “estratificação pelo risco”, explica o governo, notando que será “consoante o número de utentes de cada ULS e as suas características – ou seja, quantos dos utentes são saudáveis, doentes crónicos ou casos complexos – tornando assim mais eficiente a gestão dos recursos”. ■