Comando de Emergência e Proteção Civil já trabalha

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Obidense Carlos Silva é o comandante da estrutura que funciona perto do Colégio Rainha D. Leonor

Estrutura, que começou a funcionar no início deste ano nas Caldas, perto do Colégio Rainha D. Leonor, é comandada pelo obidense Carlos Silva

O Comando Subregional de Emergência e Proteção Civil do Oeste começou a trabalhar no início deste ano e tem a sua sede de operações nas Caldas. A estrutura, que tem como comandante o obidense Carlos Silva, vem substituir o Comando Distrital de Operações de Socorro. Na atividade operacional, “nada altera”, refere Carlos Silva, explicando que “o sistema de gestão de operações, seja dos corpos de Bombeiros ou das restantes entidades que concorrem para o socorro mantém-se, continua a interajuda entre todas as entidades”. O que muda é que o Comando criado agora serve os 12 municípios do Oeste com os seus 16 corpos de Bombeiros, enquanto os CDOS correspondiam às áreas distritais. Para a população não existem mudanças e mesmo para os operacionais as alterações são reduzidas. “Acho que no Oeste é benéfico”, afirmou. A existência de uma infraestrutura de comunicações boa permitirá, acredita, reduzir os tempos de espera. Depois, a criação de formações conjuntas e de procedimentos uniformes também são vantajosas. A isso acresce ainda a “maior proximidade com o poder local”. Desde o início do ano já reuniram com os presidentes de Câmara, “que se sentem confortáveis” com esta nova situação. Para esta semana estava prevista reunião com os Serviços Municipais de Proteção Civil e também já reuniram com todos os corpos de Bombeiros para “agilizar procedimentos, criar dinâmicas de proximidade, como grupos de trabalho para ouvir todos e fazer rapidamente as correções que sejam necessárias”.
A curto prazo, o espaço físico deverá ser ampliado. “A construção é modular pelo que deverá ser rápida”.
O novo comandante considera-se “uma pessoa que gosta de novos desafios”. Aos 14 anos entrou nos Bombeiros de Óbidos e chegou a comandante, cargo que acumulava com o de coordenador municipal da Proteção Civil. Licenciado em Recursos Humanos e com pós-graduação em Gestão, este especialista em Gestão de Fogos Florestais, achou, após Pedrogão, em 2017, que poderia “dar um contributo para mudar o paradigma dos incêndios florestais em Portugal” e ingressou na Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais e depois no ICNF. Agora regressou às suas raízes, “ciente da responsabilidade que esta missão envolve”. Ao seu lado conta com Rodolfo Batista, que foi Comandante dos Bombeiros da Merceana e, depois, de Alenquer, tal como coordenador da proteção civil. “É uma pessoa com mais conhecimento e relação com os operacionais da zona de Lisboa”, nota, elogiando a experiência. A equipa contará com 20 operadores de telecomunicações de emergência que asseguram a articulação dos meios de socorro 24 sob 24 horas. ■