Curso de Sargentos com 88 candidaturas civis

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Cerimónia foi o ponto alto das comemorações do 43º aniversário da escola

Este é o primeiro curso para sargentos que permitiu a entrada de civis em mais de vinte anos

Na cerimónia de comemoração do 43º aniversário da Escola de Sargentos do Exército, que decorreu no dia 6 de junho no antigo quartel, destacou-se a esperança relativamente ao novo curso de sargentos (o 53º), que permitiu a admissão de civis, o primeiro em mais de 20 anos.
Mendes Ferrão, chefe do Estado-Maior do Exército, considerou que o facto deste curso ser aberto a civis, “algo que já não acontecia desde 2003, nos traz fundadas expetativas de aumentarmos o efetivo em formação e preenchermos algumas das especialidades que nos últimos anos não temos preenchido, nomeadamente, na área da engenharia militar, do serviço material e nas transmissões”.
O mesmo responsável destacou a boa relação entre a autarquia e a cidade. “Esta escola merece a minha continuada atenção tal a sua preponderância para a formação dos sargentos”, disse, notando que “o sargento é um elo fundamental da cadeia de comando do Exército, pois ocupa na pirâmide hierárquica, um lugar chave entre os patamares de decisão e de execução” e realçando que “a ESE tem conseguido adaptar-se aos desafios, dinâmicas e novas exigências”
O comandante da escola, António Oliveira, divulgou que obtiveram neste 53º curso um total de 336 candidaturas, “traduzindo-se num aumento de 31,7%” quando comparado com o ano anterior. Destes, 88 são civis. Para chegar a este universo de potenciais candidatos (que aumentou com a possibilidade de os civis se candidatarem) realizaram nove ações de divulgação junto de escolas (entre as quais a Feira do Emprego e Formação do Oeste, organizada pela Gazeta das Caldas).
O comandante revelou que desde janeiro de 2023 o Centro de Línguas do Exército, que funciona na ESE, realizou, entre outros trabalhos, um total de 789 aferições do nível de proeficiência linguística, e que teve 379 elementos nacionais destacados, 410 militares em forças nacionais destacadas, tendo ainda ministrado aulas de inglês a 435 militares, efectuado 149 traduções e apoiado 46 militares em programa de acompanhamento de língua estrangeira.
“Está também em curso a reformulação do quadro orgânico da ESE, que, para além de desajustado aos novos desafios e exigências nas várias áreas funcionais, por um lado, por outro deverá garantir a constância de professores de língua estrangeira atualmente disponíveis e de futuro incerto”, revelou.
Na ESE foram criadas duas novas salas de informática com 50 novos computadores, “estando já implementada a aferição linguística automática por via informática” e realizaram-se 11 cursos com 811 formandos.
António Oliveira alertou ainda para “o quadro geo-estratégico, com a guerra na Europa e no Médio Oriente que são atualmente um fator desestabilizador da paz mundial” e fez notar que “os conflitos empregam meios cada vez mais complexos e tecnologicamente mais evoluídos o que requer um conhecimento cada vez mais exigente e técnico”.
Na cerimónia foram ainda entregues diversas distinções. ■