Eletrificação da Linha do Oeste só em 2025

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As obras estão a decorrer no terreno, embora o atraso já seja grande

Atrasos nas obras remetem a sua conclusão para o próximo ano, dois anos depois do inicialmente previsto

Dois anos depois do início da modernização e eletrificação da Linha do Oeste, entre Meleças e Caldas da Rainha, a obra, inicialmente prevista estar concluída em dezembro de 2023, ainda decorre e apenas deverá estar concluída em 2025. “Atualmente está a ser feita obra no troço dos túneis, que inclusivamente leva a que a linha esteja encerrada nesta altura, e vai estar pronta até ao final do ano”, informou o presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques, que reuniu na passada sexta-feira, 21 de junho, com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O autarca diz que é “visível” que tem havido trabalho no território ao nível das infraestruturas para a eletrificação da linha, mas teme que esta modernização não esteja a ser acompanhada ao nível da aquisição de novos equipamentos para circular. “O trabalho não está a ser feito em simultâneo”, alertou. Vítor Marques considera, tanto com o governo anterior como com o atual, “há um interesse muito grande em fazer na ferrovia o que não se fez nos últimos 40 anos, em que se deu uma prioridade muito grande à rodovia”. Destacou ainda a frontalidade do ministro das Infraestruturas ao reconhecer que por agora não será possível avançar com a ligação da Linha do Oeste à Gare do Oriente, trazendo ganhos em termos de tempo e possibilitando o acesso a outros itinerários, devido ao já elevado tráfego naquela ligação. “Só poderá acontecer depois de algumas linhas, que em alguns sítios são duplas, passarem a ser quádruplas”, explicou Vítor Marques, reconhecendo que o processo não terá a celeridade que os autarcas do Oeste gostariam.
Na reunião foi também abordada as questões da eletrificação das Caldas para norte e a ligação à linha da alta velocidade, debatendo-se com a questão de qual a opção de construir a linha de alta velocidade, se em bitola (distância entre carris) ibérica ou europeia, e o impacto que tem nas ligações ferroviárias.
Para a Comissão de Defesa da Linha do Oeste, os “adiamentos na conclusão do tão desejado projeto de modernização e requalificação da Linha do Oeste são mais do que as obras propriamente ditas”. Para além dos atrasos nas obras, a comissão refere que também que a empresa fabricante dos novos comboios referiu à CP que “ só em 2025 farão testes e receberão a homologação e em 2026, passarão a circular, se… se a energia elétrica já tiver chegado à Linha nessa altura”.
Gazeta das Caldas pediu informações sobre prazos das obras a decorrer e a continuidade até ao Louriçal à IP e também ao Ministério das Infraestruturas, mas não obteve qualquer resposta por parte destes organismos até ao fecho da edição. ■