Incêndio destruiu sótão nos Pavilhões

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Rapidamente as chamas consumiram a estrutura que suportava o sótão do pavilhão, em madeira

Chamas consumiram o último piso do primeiro pavilhão, mas rápida ação evitou o pior

A ocorrência vista de drone, do Serviço Municipal de Proteção Civil

Um incêndio deflagrou pouco depois das 16h30 desta segunda-feira nos Pavilhões do Parque. Os danos foram visíveis. A cobertura ruiu, perante o olhar desorientado e desolado de dezenas de pessoas que assistiam, no Parque D. Carlos I, à destruição do património. O sótão, em madeira, ficou completamente destruído, ficando apenas de pé as estruturas em pedra e tijolo.
As causas estão a ser investigadas, mas a suspeita é óbvia: terá de ter tido mão humana, acidental ou propositadamente. Tal foi confirmado à Gazeta pelo comandante dos Bombeiros das Caldas, Nelson Cruz. “Será uma forte possibilidade, mas remeto para a PJ, que tem estado a acompanhar a situação e a fazer perícias para determinar a causa do incêndio”, notou. Ainda assim, “o facto de não haver corrente elétrica faz-nos descartar a hipótese de incêndio por origem elétrica”. E, por ação da natureza, também “não faz sentido”, uma vez que “não havia temperaturas extremamente elevadas que potenciassem a ignição, nem nenhum fenómeno extremo, como uma intempérie ou trovoada, o que limita um pouco as possibilidades de ignição. Muito provavelmente terá origem humana, intencional ou não, não sabemos”.
O calor das chamas e o peso da água e dos destroços deixaram os responsáveis pelas operações apreensivos com a sustentabilidade da infraestrutura, mas Nelson Cruz garante que “não há qualquer risco de colapso” e que “a estrutura está nas condições em que estava”.
O comandante nota que foi “um incêndio de grande complexidade e com potencial para desenvolver grandes proporções, pelas caraterísticas do edifício, que tem muita madeira e é enorme, com muita área ventilada, onde o incêndio se propaga mais rapidamente”.
A primeira intervenção, “que foi muito musculada, muito forte e deu uma resposta cabal”, permitiu dominar as chamas e impedir a sua progressão aos outros edifícios.
A proximidade ao Hospital Termal (que foi imediatamente evacuado) e o facto deste edificado estar integrado no Parque D. Carlos I preocupavam. No terreno, mais de 40 operacionais, apoiados por 14 viaturas, combatiam as chamas.

No teatro de operações mais de 40 bombeiros apoiados por 14 viaturas evitaram uma tragédia

O incêndio foi dominado às 18h10, tendo a operação terminado pouco depois das 20h00. “Não houve registo de feridos”, acrescentou o comandante, aproveitando a ocasião para elogiar e agradecer aos soldados da paz o trabalho a evitar uma tragédia, algo que o responsável da Proteção Civil, Guy Caldas também fez. “Nada aponta para que haja colapso, mas naturalmente essa apreciação será feita por peritos especializados”, afirmou. O serviço apoiou com um drone com câmara termográfica e noturna e projetor de alta intensidade, e procurou realizar o perímetro de segurança. Posteriormente, colocou um gradeamento para precaução.
Os Pavilhões, que são património do Estado cedido à autarquia, foram, em 2017, concessionados à Visabeira para construir um hotel 5 estrelas, num investimento de 16 milhões de euros. ■