Já começou a obra para a nova passagem superior da Linha do Oeste

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O auto de consignação foi assinado na passada sexta-feira e a empreitada começou esta semana

Orçada em mais de um milhão de euros, a nova ponte pedonal estará concluída em finais de março do próximo ano

 

A empresa leiriense NOV PRO Construções, SA, começou esta semana a empreitada para construção da passagem superior sobre a linha férrea, nas Caldas. A intervenção, que une os dois “lados” da cidade tem um valor de 976, 2 mil euros e deverá estar concluída a 31 de março do próximo ano. A este investimento, por parte da autarquia caldense, junta-se o da fiscalização externa e coordenação de segurança em obra, superior a 60,7 mil euros e que estará a cargo da Engibene, Lda.
A nova ponte pedonal, que ficará situada na zona norte da estação, terá melhores condições de conforto, segurança e mobilidade para os utilizadores. O projeto prevê um passadiço em estrutura metálica treliçada, apoiado em três caixas de elevador em betão armado. As caixas de elevador em betão armado aparente, apoiam o passadiço, e possibilitam a utilização de cabines com vista panorâmica. As escadas ficarão localizadas entre os edifícios existentes e os apoios serão minimizados, de forma a garantir um conjunto com um desenho simples, enquadrado com a envolvente.
Será ainda feita a reabilitação dos pavimentos, na rua 15 de Agosto, no troço frontal à Escola do Bairro da Ponte e, no final, demolida a atual passagem superior. Todos os trabalhos suscetíveis de interferir com a circulação ferroviária serão feitos em período noturno, entre as 23h00 e as 5h00. No entanto, e de acordo com a empresa responsável pela obra, o ruído não será elevado pois as estruturas a colocar virão prontas. Excepcionalmente poderá ter algum impacto, mas está, globalmente, muito comedido”, explicou Carlos Conceição, da NOV PRO, na assinatura do auto de consignação, que decorreu na Câmara, no passado dia 4 de agosto,
Na mesma cerimónia o vice-presidente da Câmara, Joaquim Beato, começou por lembrar que se trata uma empreitada “muito importante” e de dar “continuidade ao trabalho que o executivo anterior fez”. O autarca realçou a utilização de materiais nobres e a sua integração com a envolvente, nomeadamente com o edifício da estação. “Esta obra está suficientemente estudada, temos competência técnica das três partes (dos nossos engenheiros, da empresa que ganhou o concurso e da empresa que vai criar o plano de segurança da obra) suficientemente capaz de cumprir o calendário previsto”, assegurou.
De acordo com Joaquim Beato, a intervenção tem bastante relevância no futuro do urbanismo dos dois lados da linha. Para um lado está previsto o alargamento da Rua da Estação para uma maior fluidez de trafego e, para o outro lado, o embelezamento da zona até ao final da Rua 15 de Agosto, onde será criado um parque de estacionamento subterrâneo com três pisos e um parque de lazer à superfície. Este contará com um “pequeno parque infantil e uma estrutura para esplanadas e cafés, que possam trazer uma boa qualidade de vida às pessoas que moram naquele bairro”.
Também o presidente da Câmara, Vítor Marques, destacou a importância da obra que une a cidade e que irá permitir uma melhor utilização da linha férrea e da sua estação. Da parte da autarquia há o compromisso de criar as condições para a eletrificação até às Caldas, com o lamento do autarca acerca do trabalho de eletrificação para norte da cidade. “Continua a causar bastante transtornos à economia desta região e temos que potenciar a linha férrea”, defendeu.

Obra “do executivo anterior”
Também o vereador do PSD, Hugo Oliveira, considera que esta é uma obra “fundamental” para as Caldas e fica “contente” de a ver ser realizada. O vereador na oposição espera, no entanto, “ver alguma obra deste executivo que não sejam as projetadas pelo executivo anterior, que são quase todas”, disse aos jornalistas após a cerimónia. Hugo Oliveira está preocupado se “quem vier a seguir [no próximo mandato], se terá obras fruto do trabalho deste executivo”.
A divergência entre o anterior e atual executivos está na criação de estacionamento. O PSD defendia a criação de um silo automóvel de oito andares no final da Avenida 1º de Maio e de um segundo parque na Rua 15 de Agosto, enquanto que o atual executivo, Vamos Mudar, optou pela venda do terreno junto à estação para construção de um edifício para habitação e parque de estacionamento e criação de um estacionamento subterrâneo na Rua 15 de Agosto. ■