Modernização da linha do Oeste leva à construção de seis pontes nas Caldas

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As travessias da linha férrea vão ser substituídas por pontes

O lançamento do concurso do projeto de modernização da linha entre as Caldas e o Louriçal está previsto para dentro de um ano

A Infraestruras de Portugal (IP) prevê a criação de seis pontes no concelho das Caldas para substituir as travessias de linha do comboio no âmbito das obras de modernização da Linha do Oeste entre as Caldas da Rainha e o Louriçal.
A entidade reuniu com o presidente da Câmara das Caldas, na passada segunda-feira, apresentando as propostas iniciais para a construção das pontes em Salir do Porto, Chão da Parada, Reguengo da Parada, Campo, Palhageira e junto à cidade, na zona do Continente, sendo que nenhuma ficará situada no local onde atualmente se realiza a travessia da linha férrea.
No caso de Salir do Porto, tendo em conta que existe um apeadeiro, está prevista a criação também de uma ponte pedonal.
A autarquia tem agora um mês para dar o seu parecer sobre as propostas apresentadas e o lançamento do concurso do projeto está previsto para dentro de um ano. De acordo com o presidente da Câmara, a IP informou que não haverá duplicação da linha a norte das Caldas, “devido aos custos”. Já o contrato de adjudicação para o troço entre Torres Vedras e as Caldas da Rainha (40 milhões de euros), foi assinado a 16 de setembro e consignação está prevista para março do próximo ano, derrapando vários meses em relação à previsão do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, feita à Gazeta das Caldas, de que a empreitada teria início “o mais tardar em janeiro” do próximo ano.
No que respeita à nova ponte pedonal sobre a linha férrea, que ficará situada na zona norte da estação, junto aos armazéns utilizados pelo Banco Alimentar do Oeste de um lado e junto à EB do Bairro da Ponte do outro, a sua concretização está dependente de um novo concurso, “com um valor base substancialmente mais elevado”, tendo em conta que o primeiro ficou deserto, explica Vítor Marques.
O autarca questionou ainda os responsáveis das Infraestruturas de Portugal sobre os procedimentos a serem feitos no sentido de, no futuro, poder vir a ser criada uma estação ferroviária para satisfazer o novo Hospital do Oeste, a localizar em S. Cristóvão, na zona da antiga Matel e na confluência dos concelhos das Caldas e de Óbidos. “Iremos fazer uma carta de intenção e pedir para fazer, eventualmente, um estudo nesse sentido”, disse Vítor Marques à Gazeta das Caldas. O autarca revelou que, mais tarde, querem abordar junto do operador da linha a possibilidade de se poderem criar combóios especiais com o trajeto de abrangência do próprio hospital.
Nesta reunião foram ainda abordados problemas relativos à rodovia, que são da competência desta entidade, nomeadamente o cuidado com as bermas das estradas que lhes estão consignadas. “Eles têm tido alguma dificuldade na manutenção, faziam limpeza cerca de três vezes por ano e agora fazem uma vez, ou no máximo duas”, referiu o autarca, que também reclamou a pintura horizontal das estradas. ■