O aumento dos passeios retirou lugares de estacionamento nas ruas, mas a Câmara garante que serão criadas alternativas

As obras na via pública que estão a decorrer em algumas ruas do Bairro da Ponte, na cidade das Caldas, estão provocar transtorno aos moradores, que ficaram sem lugar para estacionar os veículos.
“O alargamento dos passeios reduziu drasticamente o estacionamento para os moradores”, denuncia Carlos Carmo, que considera que esta alteração não fará muito sentido tendo em conta que ali não circula muita gente a pé. A esta situação junta-se o facto de não terem alternativas de estacionamento.
“É uma zona antiga, em que as poucas garagens existentes nos prédios não estão operacionais”, explica o morador, especificando que quando as garagens foram feitas não foram fiscalizadas devidamente, pois a sua construção não permite que os carros possam dar a curva, pela inclinação que têm e, algumas, por estarem localizadas no sentido contrário ao trânsito.

A diminuição dos lugares de estacionamento leva a que os moradores tenham de deixar o carro longe de casa

“Os estacionamentos estavam sempre ocupados e agora serão reduzidos para menos de metade”, lamenta Carlos Carmo, dando nota das dificuldades diárias de ter de deixar o veículo, “por vezes a 300 ou 400 metros de casa e ter de carregar com as compras”.
Questionada pela Gazeta das Caldas, a Câmara respondeu que estas obras, que incidem nas Ruas Manuel Mafra, Augusto José Batista e Augusto Batista Carvalho, têm como princípios gerais a melhoria da mobilidade pedonal através do aumento da largura dos passeios, a redução de ressaltos e rebaixamento na zona das passadeiras, a redução, sempre que possível, do raio de concordância nos cruzamentos, para ganhar área para passeio e induzir a redução de velocidade de circulação dos veículos automóveis. Prevêem, ainda, cruzamentos sobrelevados, a demarcação dos lugares de estacionamento, incluindo para cargas e descargas e munícipes com mobilidade reduzida.

Câmara diz que foram criados novos lugares e uma bolsa de estacionamento junto à linha férrea

A Câmara garante que os projetos de espaço público vão ao encontro das exigências legais das acessibilidades e respeitam as tipologias edificatórias dos locais, “não tendo existido até à data nenhuma denúncia relativa à inadequada construção de garagens existentes”.
Apesar do estacionamento ser a principal preocupação dos moradores, a autarquia considera que se trata de uma diminuição “com pouco significado”, informando que estão previstos 59 lugares de estacionamento na área, mais lugares de cargas e descargas e mobilidade reduzida. Destes, 30 ficarão na Rua Manuel Mafra, 14 na Augusto Batista Carvalho e mais 15 lugares de estacionamento na Rua Augusto José Batista, a que acrescem as cargas e descargas e lugares para mobilidade reduzid).
No largo do Colégio Militar estão previstos 35 lugares (três dos quais destinados a mobilidade reduzida), mais nove do que os que existiam.
Foi ainda adquirido terreno para a criação de uma bolsa de estacionamento, no final da rua 15 de Agosto, junto à linha férrea, com espaço para cerca de 200 viaturas, acrescenta a autarquia.
As obras no Bairro da Ponte integram-se no Plano de Ação de Regeneração Urbana, um instrumento do Quadro Portugal 2020 que fomenta a revitalização urbana, a sustentabilidade ambiental, cultural, social e económica dos espaços urbano, devendo estar terminadas em julho. ■