Na semana em que se comemora o 1º de Maio, o que acha da actual situação dos direitos dos trabalhadores?

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Alda Santos, reformada (Caldas da Rainha)

Isso nem sequer se pergunta… Os direitos dos trabalhadores não estão nada garantidos. Uma pessoa, se tiver 40 anos, já dificilmente encontra emprego.
A minha filha tirou o curso de professora e nunca conseguiu ser colocada. Está a trabalhar noutra área que não tem nada a ver com a sua formação.

José Nobre, funcionário público (Caldas da Rainha)

Creio que faz sempre sentido lutar por melhores direitos para os trabalhadores.
Temos que continuar a lutar, assim como têm feito os enfermeiros e os camionistas.
Antes de ser funcionário público, trabalhei numa empresa com uma grua e tive que reivindicar os meus direitos. Devemos ir à luta, mas sem prejudicar o colectivo, o bem comum.

Graciela Sousa, cozinheira (Caldas da Rainha)

No meu caso em concreto, sim. Pelo menos na empresa onde eu trabalho, não me posso queixar. Acho que devemos continuar a celebrar o 1º de Maio e, se for preciso, devemos vir para a rua para lutar mais pelos nossos direitos. Não temos nada a perder.
As despesas cada vez aumentam mais e os aumentos salariais nem se sentem. A minha situação é estável, mas reconheço que há muita gente que não tem os seus direitos de trabalhador devidamente reconhecidos.