População do Oeste ganhou ano e meio de vida na última década

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Gazeta das Caldas

A esperança média de vida no Oeste continua abaixo da média nacional e também da região Centro, onde está inserido, mas tem vindo a aumentar nos últimos anos. Na última década, a esperança média de vida à nascença no Oeste aumentou mais de ano e meio, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística no final de setembro.
Segundo esses dados, uma criança que nasceu entre 2017 e 2019 no Oeste viverá, em média, até aos 80,45 anos, mais 0,24% do que a média observada no período anterior (2016-2018) e que era de 80,26 anos.
Neste período, a esperança de vida no Oeste subiu mais que em Portugal Continental e que em todas as regiões do país. Contudo, continua a ser das mais baixas. A esperança de vida em Portugal cifra-se nos 81,08 anos, enquanto no Centro atinge os 81,23 anos.
Em relação às restantes subregiões do Centro, apenas a Beira Baixa apresenta uma esperança de vida inferior (80,03), enquanto a Região de Coimbra tem a mais elevada (81,58).
O aumento é superior quando se recua uma década. No período entre 2008 e 2019, a esperança média de vida à nascença no Oeste era de 78,79 anos, o que significa que subiu 2,11%.
Em relação à esperança de vida aos 65 anos, a região atinge uma média de 19,17 anos, o que significa que quem atinge os 65 anos, vive, em média, até aos 84,17 anos.
Neste capítulo, a região subiu a esperança de vida da população mais velha em 1,26% em relação ao último período. Apenas no Algarve a subida foi maior, com 1,47%. No entanto, tal como em relação à nascença, a esperança de vida aos 65 anos é mais baixa no Oeste do que a média nacional, de cada região do país, e também de todas as sub-regiões do Centro. A Região de Coimbra e as Beiras e Serra da Estrela têm a maior esperança de vida nesta faixa etária, 20,27 e 20,08 anos.
Em relação à última década, o Oeste subiu 7,8%, o que significa que um cidadão que atinge os 65 anos de idade, vive agora em média mais 1,6 anos.