Várias fontes históricas foram reabilitadas e já deitam água

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A ligação da água na Buvette situada no Hospital Termal serviu para a autarquia assinalar o Dia Mundial da Água

Apresentação do património requalificado aconteceu no Dia Mundial da Água, com uma cerimónia que uniu a música e a água

O Dia Mundial da Água foi assinalado, na passada terça-feira, com a ligação da água no chafariz da Rua Nova, a fonte do Largo D. Manuel I e a fonte dentro do Hospital Termal, também conhecida como Buvette. A cerimónia, que a chuva levou a que decorresse dentro do Hospital Termal, começou com um momento musical por Pedro Caldeira Cabral, Orlando Trindade e Joaquim Silva. O trio que se apresentou em público pela primeira vez interpretou músicas do século XVI, tocadas em réplicas de instrumentos musicais dessa época. Pedro Caldeira Cabral, filho do arquiteto paisagista Francisco Caldeira Cabral, que foi autor de uma das reformas do Parque D. Carlos I, destacou que alguns desses instrumentos são feitos com madeira de tília aproveitada do Parque caldense.
“A música e água têm propriedades terapêuticas”, salientou o músico, numa opinião partilhada pelo presidente da Câmara, Vítor Marques, que pretende dinamizar mais momentos musicais no Hospital termal, mas também levar a cultura a todo o concelho.
O autarca lembrou que a água está na génese das Caldas e salientou que é com apontamentos destes que pretendem dar vida aos espaços e colocar o património ao serviço da população.
A água que brota das fontes agora requalificadas provém das captações do município e vai depois para o lago existente no Parque D. Carlos I, não sendo desperdiçada.
Também presente na cerimónia, o vereador socialista e representante da autarquia na Associação Europeia das Cidades Históricas Termais, Luís Patacho, destacou que a iniciativa integra o programa World Water Day, divulgado pelos 48 membros da associação. O autarca socialista manifestou a sua satisfação com a recuperação destas fontes e chafarizes na zona histórica e lembrou que as Caldas, embora terra de águas, nos últimos anos “não tem sabido viver muito bem com as suas fontes, chafarizes e até alguns elementos escultóricos que deviam de ter água e por alguma razão não têm”. Luís Patacho destacou ainda que a Câmara está a iniciar procedimentos para a aprovação do plano de expansão do termalismo, uma iniciativa de defende há vários anos e que acredita que será motor de atratividade e desenvolvimento económico para a cidade.
A necessidade do uso eficiente da água foi destacada pelo presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, que deixou o desafio às escolas para replicarem estas boas práticas.
Já Sara Oliveira, que exerce funções de adjunta do presidente, destacou que as fontes fazem parte do património histórico caldense. Exemplo disso mesmo é o Chafariz da Rua Nova, o segundo de três chafarizes construídos nos meados do século XVIII que visavam oferecer à população um bem de difícil acesso na altura, a água potável. Esse chafariz que surgiu no seio de inúmeras transformações da então Vila das Caldas da Rainha, encontra-se no Largo D. Manuel I, próximo da escadaria que liga à Rua Rodrigo Berquó.
No interior do Hospital Termal está a Buvette termal, onde no passado se podia ingerir água termal como tratamento. Já o Chafariz no centro do Largo D. Manuel I tem um estilo mais moderno, tendo sido instalado no século XX.