A demência e Alzheimer

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Sofia Duque
coordenadora-adjunta do Núcleo de Estudos de Geriatria da SPMI

O Dia Mundial da Doença de Alzheimer foi estabelecido em 1994 pela Organização Mundial de Saúde e pela federação Alzheimer’s Disease International, com o objetivo de chamar a atenção e combater o estigma da doença de Alzheimer e outras demências. Neste 10º aniversário o lema da campanha é “Know Dementia, Know Alzheimer’s”, ou seja, “Conhece a demência, conhece a doença de Alzheimer”. O objetivo este ano é alertar para os sinais de alerta da demência e para a importância do diagnóstico precoce.
Nunca é demais relembrar, tanto a comunidade em geral como os profissionais de saúde, que a demência não é uma consequência inevitável do normal envelhecimento e, por isso, o surgimento dos sinais de alerta não deve ser ignorado. Quanto mais cedo forem valorizados tais sinais, mais cedo se pode apoiar e proteger a pessoa afetada e seus familiares e cuidadores, implementar programas para estimulação e treino das capacidades cognitivas e de apoio nas atividades do quotidiano, por forma a atrasar a progressão da doença e minimizar o seu impacto na qualidade de vida das pessoas afetadas. O diagnóstico atempado da demência, e não em fases avançadas como frequentemente acontece, é também fundamental para preparar o futuro, numa altura em que as pessoas que vivem com a doença ainda podem tomar decisões por si próprias, de forma a respeitar as suas vontades e preservar a sua dignidade. ■