I.º Dia Mundial dos Pobres

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Gazeta das Caldas

Este domingo celebrou-se o 1.º dia Mundial dos Pobres.
Em Portugal as crianças são o grupo etário em maior risco de pobreza. Desde o início do ciclo de austeridade, esta situação tem vindo a agravar-se, com impacto direto no bem-estar das crianças. A sua estabilidade psicológica está também comprometida devido à instabilidade social, com consequências familiares – desemprego, privação material.

Este dia pode servir para ensinar as crianças a distinguir o que é essencial e o acessório – atividades de custo zero como passear com os pais podem dar muito mais prazer do que comprar alguma coisa. O tempo é de graça e é tão mais importante do que tudo o que possa ser comprado com dinheiro. É fundamental estimular as crianças a valorizar o que têm e perceber que não são mais felizes por terem mais roupa ou mais brinquedos. Numa época em que o material é privilegiado em relação ao emocional, é crucial frisar a todo o tempo que todos serão mais felizes na companhia de quem nos quer bem do que sozinhos mesmo com todos os bens materiais.
As preocupações familiares refletem-se no comportamento das crianças. O facto de os pais terem menos poder de compra não deve assustar as crianças. A segurança é fundamental. Devem sentir que não vai afetar o seu bem-estar ou as suas necessidades mais básicas. O impacto será maior se os pais se deprimirem ou se estiverem sempre a queixar do que já tiveram e agora não têm. O derrotismo, a desilusão e o pessimismo só servirão para aumentar a instabilidade. As crianças têm de sentir nos pais a forte garantia de proteção e segurança. Independentemente do que acontecer, estão juntos para o que der e vier!