Author: Sara Malhoa

  • O regresso…

    O regresso…

    Nesta altura do ano, acontecem as reentres – regresso às aulas, ao trabalho pós-férias, aos treinos, aos projetos interrompidos pelo tempo que inspirava descanso e relaxe.
    Depois do período de descanso e sem responsabilidades, o regresso à rotina de trabalho pode ser aborrecido, até angustiante e, no limite, conduzir à “depressão pós-férias”.
    Os sintomas podem ser múltiplos, desde o sono alterado que induz o cansaço, a falta de motivação e irritabilidade. O “não me apetece”, “lá vou eu outra vez”, e caminhamos com ar pesaroso…
    O ideal é saber antecipar e fazer uma transição calma logo nos últimos dias de férias (não, não é deprimir nos últimos dias porque se estão a acabar) – identificar a raiz do problema (o que me desmotiva?) e criar um plano de ação (o que fazer?): manter um pensamento positivo e promover a variedade e a espontaneidade. A maioria dos problemas deixariam de o ser se mudássemos a perspetiva com que olhamos para eles.
    Trabalhar um pensamento mais positivo (o que o meu trabalho/escola/treino tem de bom?), antecipar o regresso com entusiasmo, concentrando-se nas partes boas, pensando nos novos projetos, algo que possa mudar para fugir à rotina e motivar – aproveitar a hora do almoço para caminhar, convidar alguém diferente para almoçar.
    Tente organizar melhor o seu local de trabalho/estudo, ao seu jeito. Pequenos pormenores podem fazer a diferença, como acrescentar uma fotografia, uma planta, comprar aquele objeto que fica sempre para depois, mas que pode fazer a diferença. Fazer diferente, recomeçar efetivamente!
    São tantos aqueles que se queixam em consulta de desmotivação e nada fazem para sair dela. Em vez de perder tempo a lamentar, comece por agir – o que me faria mais feliz? O que está ao meu alcance mudar? O que é que eu posso fazer diferente para me sentir melhor? O segredo está no agir – ação!
    Mas uma coisa posso garantir – se se continuar a queixar sem dar o passo, pode ter a certeza que tudo continuará igual… a mudança começa em si, hoje!
    Passo a passo, construindo um mindset mais positivo, verá como os seus dias serão mais produtivos e se sentirá melhor.
    Bons regressos!!

    Psicóloga Clínica
    Sara Malhoa

  • 12 Princípios da Educação Positiva

    1. Amor Incondicional – Quanto mais amada uma criança se sente, melhor aceita as regras e desenvolve amor e compaixão pelos outros. É fundamental fortalecer a autoestima e a capacidade de resiliência da criança.

    2. Conhecer os princípios do comportamento – Um tipo de comportamento pode ter diferentes motivações e consequências em diferentes momentos. Logo, é preciso perceber por que razão uma criança se comporta de maneira errada. Não ceda e nunca recompense um comportamento negativo como a birra, a manipulação, os gritos, a agressão.

    3. Conhecer o desenvolvimento da criança – perceber as necessidades próprias de cada idade. Assim, percebe que determinado tipo de atitudes são normais consoante a fase em que a criança se encontra. Nem sempre um mau comportamento é uma provocação.

    4. Autoconhecimento – Conhecer a si mesmo permite que a pessoa tome consciência das suas características individuais e expectativas sobre os outros.

    5. Comunicação Positiva – Acentue sempre o lado positivo, elogie, recompense, mostre entusiasmo, peça desculpa, agradeça e peça por favor. Evitar “Não, porque não e pronto!”, “Não tens mesmo jeito para nada”.

    6. Construção de memórias felizes

    7. Usar consequências positivas para reforçar, elogiar e/ou valorizar – reforce, elogie, recompense, mostre orgulho, deste modo estará a valorizar o comportamento da criança. Promova um clima carinhoso no qual a criança se sinta aceite, orientada e apoiada.

    8. Apresentar regras e supervisionar o comportamento – as regras devem ser sempre claras, consistentes, realistas, apropriadas à idade da criança e supervisionadas de forma constante. A tendência é testar os limites. Seja firme.

    9. Seja consistente – aplique as mesmas regras sempre com o mesmo fim. Se uma regra é quebrada muitas vezes, verifique se a culpa é da regra…

    10. Não usar punições corporais mas consequências lógicas – a palmada não é eficiente como método para se eliminar um comportamento (uma palmada como resposta a qualquer tipo de erro). Pode trazer danos psicológicos e consequências negativas ao desenvolvimento da criança.

    11. Ser um modelo moral – seja o melhor exemplo a seguir

    12. Educação para a autonomia – permita que a criança erre e que tire conclusões com o seu erro. Induza a reflexão e a fomente a aprendizagem – o que vamos fazer para que isto não volte a acontecer?

    Primeiro dê raízes e depois asas!

  • Técnicas de controlo e gestão do stress profissional

    Técnicas de controlo e gestão do stress profissional

    O síndrome de burnout ocorre quando há um estado de exaustão física, emocional ou mental devido ao excesso de stress no local de trabalho, sendo muito comum em profissionais que têm que lidar com a pressão ou a responsabilidade.
    A vida profissional é um dos principais fatores na estabilidade e bem-estar físico, social e mental do homem. Para que seja positivo, é necessário que o trabalhador se sinta seguro, independente, autónomo, com possibilidade de desenvolvimento das suas capacidades, disponha de um salário gratificante, suporte emocional e colaboração com colegas.

    Para evitar que o stress seja nocivo para a sua saúde, existem diversas táticas de autoprotecção:

    1. Não se expor ao stress: Para conservar a sua saúde, não deve dizer sim a tudo o que lhe pedem, deve delegar tarefas e aproveitar os tempos livres para se abstrair do trabalho e realizar tarefas que lhe dêem satisfação pessoal – não levar o trabalho para casa!
    2. Aprender a resolver os problemas: a resolução do problema vai eliminar ou modificar a fonte original do seu stress.
    3. Pensar com lógica: não criar expectativas sem fundamentos para não se desiludir, ser realista.
    4. Melhorar a sua auto-estima: O profissional necessita de “trabalhar em si” aceitando, compreendendo e perdoando a si mesmo.
    5. Modificar comportamentos: perceber o que o estar a stressar e alterar o seu comportamento, saber gerir.

    Se não estiver a lidar devidamente com esta situação, se os sintomas começam a surgir e não encontra luz ao fundo do túnel, consulte um Psicólogo.

  • GESTÃO DO STRESS PROFISSIONAL

    GESTÃO DO STRESS PROFISSIONAL

    O stress é parte integrante da vida e não é negativo em si mesmo. A ansiedade que provoca pode até ser saudável, uma vez que é motor de desenvolvimento, faz-nos avançar, tomar decisões, resolver problemas. A dificuldade está na forma como gerimos o stress e a consequente ansiedade.
    O stress é difícil de medir e avaliar. Apesar de não ser a principal causa de problemas cardíacos, o stress pode contribuir para o seu agravamento, uma vez que, faz subir a tensão e diminui a imunidade, deixando-nos mais vulneráveis a ataques patogénicos exteriores.
    Associados ao stress, surgem sentimentos de medo, cansaço mental, frustração, depressão, insatisfação, irritabilidade, perturbações do sono, hipertensão arterial, dores de cabeça, dificuldades de memórias e concentração, absentismo, desmotivação, isolamento social.
    Quais os fatores de risco associados ao stress? A personalidade (mais ou menos resiliente), a auto-estima, a sensibilidade, o grau de escolaridade.
    O stress pode ocorrer em qualquer pessoa e em qualquer fase da sua vida. Quando está relacionado com a sua atividade profissional designa-se stress profissional ou ocupacional.
    O stress profissional desencadeia-se quando existe insatisfação por parte dos indivíduos quando sentem que o trabalho não colmata as suas necessidades de realização pessoal, quando não partilha dos seus valores ou quando o individuo frustra por não ser recompensado pelo seu esforço.
    Posto isto, é fundamental que aprenda a relaxar-se e a levar uma vida, dentro do possível, tranquila.
    Na próxima edição, abordaremos Técnicas de Controlo e Gestão de Stress.

  • A Psicologia aliada ao Desporto

    A Psicologia aliada ao Desporto

    Os atletas são seres humanos, logo, o foco/objeto de estudo da Psicologia. Como pessoas que são, experimentam sentimentos e emoções positivas ou negativas que estão inseridas num contexto que vai muito além do âmbito desportivo e que condicionam o seu desempenho. Assim, os psicólogos ajudam a compreender de que forma os atletas podem melhorar a sua performance.
    A Psicologia do Desporto não se cinge só aos atletas do alto rendimento. Estes, obviamente, devem ter uma preparação psicológica adequada à otimização do seu rendimento mas a todos os que pratiquem atividade desportiva mesmo que de cariz lúdico, nos treinos de técnica e de tática, desde as etapas da iniciação.
    O Psicólogo auxilia os atletas a conhecerem-se melhor, a saber identificar pontos fracos, fragilidades, medos, inseguranças, frustrações e a potenciar os seus pontos fortes, aquilo que os motiva e encoraja.
    São essencialmente dois os objetivos da Psicologia do Desporto – compreender como os fatores psicológicos afetam o rendimento físico dos atletas e compreender como o exercício e a participação desportiva afetam o desenvolvimento, a saúde e o bem-estar psicológico dos mesmos.
    Como? Avaliando e diagnosticando, planificando e assessorando pessoas e organizações, intervindo junto do treinador e formando atletas, treinadores, dirigentes, árbitros, pais e comunidade envolvente.
    A importância do trabalho da dimensão psicológica é, muitas vezes, incompreendida. Trata-se de um campo (ainda) pouco explorado. Quem o souber explorar convenientemente (gerindo da melhor forma as suas emoções), dominará ferramentas e estratégias para ser mais bem-sucedido na sua prática desportiva.

  • Cuidados e Cuidadores

    Cuidados e Cuidadores

    Considera-se que em Portugal existam cerca de 800 mil pessoas estão em casa a cuidar de alguém dependente, sejam eles idosos, portadores de demência ou doenças crónicas e crianças com patologias graves.
    É um trabalho que socialmente não se vê mas que representa 333 milhões de euros por mês, cerca de 4 mil milhões de euros por ano – valor económico das horas de trabalho estimado num estudo pedido pelo Governo.
    Foi proposta a criação de um estatuto jurídico para os cuidadores informais e o estabelecimento de medidas de apoio para estas pessoas que cuidam de dependentes em casa sem serem remuneradas.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Considera-se que o ato de cuidar (esta interação entre um familiar que ajuda outro nas atividades de vida diária, de forma regular e não remunerada) envolve 3 grandes dimensões: a responsabilidade por tomar conta de alguém, a satisfação por responder às suas necessidades e a preocupação, consideração e afeto por quem se cuida.
    Este fenómeno de cuidar é diferente, a pessoa que recebe cuidados está no declínio da sua vida, não se esperam melhoras significativas e o próprio cuidador antecipa também o fim da sua própria vida.
    Para os cuidadores, cuidar é sobretudo uma tarefa física. Referem o cansaço físico mas concluem com expressões mais emocionais de ganhos pessoais, num sentido de missão Não é mencionada a companhia e o carinho enquanto pertencentes à tarefa de prestação de cuidados. Como adjetivos caracterizantes destacam-se a necessidade, obrigação e promoção do bem-estar, principalmente físico, no que toca à alimentação e higiene. Os cuidadores encaram esta situação como uma superação pessoal, estão a ser postos à prova e, por brio pessoal, esforçam-se por conseguir.
    Os cuidadores abordam as mudanças com mágoa pois recordam a vida que levavam antes, por contraponto às obrigações de agora. Ficam restritos a casa, o que potencia o isolamento e a consequente tristeza que prejudica a tarefa e influencia o seu sentimento de bem-estar. A maioria dos cuidadores está, ou sente-se, sozinho. A alienação familiar que se vai fazendo sentir é mais uma mudança dolorosa nesta fase vivida com tanta intensidade e dedicação, o que também desencadeia a ansiedade patente na grande maioria dos cuidadores.
    Que estratégias? Sugiro um treino de competências emocionais, acompanhado por um Psicólogo, a fim de aliviar os sentimentos negativos e potenciar o que de positivo esta experiência tem para oferecer.[/shc_shortcode]

    A Psicóloga
    Sara Carvalho Malhoa

  • Urgências da Parentalidade

    Urgências da Parentalidade

    Os dias dos pais tem horas “demenos” para afazeres “demais”. É fundamental priorizar. E que melhor prioridade se não as nossas crianças?…
    É urgente dar colo todos os dias, falar, abraçar, beijar, brincar muito, ficar em silêncio, ensinar, educar. É fundamental dar tempo para que o tempo se ocupe de nós. Sentir o que as crianças não sabem dizer, perceber nelas o que lhes irá no coração e agir sem deixar para amanhã.
    A falta de tempo dos pais é desculpa para tudo, até para a demissão das suas obrigações parentais mais básicas – educar, ouvir, cuidar, mimar, acompanhar … Cada centímetro do crescimento dos nossos pequenos deve ser investido do melhor de nós (da nossa essência, não do melhor que lhes possamos comprar). Tempo em família, partilhar experiências, brincar em conjunto, estar ao lado, acompanhar, simplesmente estar.
    Sentar todos juntos à hora do jantar também – jantar no quarto só em caso extremo e perfeitamente justificado. A rotina da refeição em conjunto é princípio básico de educação que será replicada quando os filhos passaram e ser pais. Este pode ser o ponto alto do convívio familiar diário.
    A obrigação de educar é dos próprios pais, não pode ser delegada em qualquer outra pessoa, nem mesmo na escola. Regras básicas de educação tem de vir de casa. Na escola serão colocadas em prática.
    Neste mundo que circula à velocidade da luz, é tão importante que os pais reconheçam que acumulam o papel de pais com o de filhos e é neste balanço de mais e de menos que se devemos fortificar e transformar em melhores pessoas e, consequentemente, melhores pais.

    A Psicóloga

  • Ansiedade de separação

    Ansiedade de separação

    Com o início do ano escolar, surge o aumento do n.º de casos de ansiedade de separação – situação que faz parte do desenvolvimento infantil e que é normal até certo ponto… Refere-se às preocupações da criança relativamente à perda dos pais/avós.
    Quando a ansiedade de separação se torna excessiva (se a criança continuar a chorar aquando da entrega na escola diariamente durante mais de 1 mês), nesses casos podemos estar perante uma Perturbação de Ansiedade de Separação.
    Esta perturbação pressupõe ansiedade excessiva relativamente à separação de casa, do seu meio e/ou daqueles a quem a criança está ligada.
    Quais os sinais de alerta?
    Apresentação de alguns dos seguintes sinais durante, pelo menos, 1 mês:
    – Mal-estar excessivo na antecipação ou durante a separação de casa ou de figuras de maior vinculação;
    – Preocupação excessiva por algum mal que possa acontecer àquelas pessoas;
    – Resistência ou recusa em ir à escola;
    – Resistência ou medo persistente e excessivo em estar em casa sozinho;
    – Pesadelos repetidos sobre a separação;
    – Queixas repetidas de sintomatologia física (dores de cabeça, de estômago, náuseas, vómitos) de antecipação.

    O que fazer? Por mais que custe, diminuir a ansiedade para que a criança se sinta segura e confiante; tente perceber o que estará na origem da ansiedade de separação; ajude a criança a encontrar estratégias para enfrentar o medo; mostre-lhe que a mãe/pai irá sempre voltar para a ir buscar onde quer que ela esteja.
    Um psicólogo ajudará na procura dessas estratégias. A adaptação à vida dos crescidos custa mas… vai correr tudo bem!
    Um excelente ano letivo.

  • A importância das refeições em família

    A importância das refeições em família

    Longe vão os tempos em que as famílias se sentavam à mesa para partilhar a refeição, todos juntos, no mesmo horário. No corre-corre do dia-a-dia, este ritual de sentar, comer e conversar, tem caído em desuso.
    Eis uma boa proposta para desenvolver nas férias e manter-se ao longo do ano.
    A refeição é uma experiência que deve ser vivida na sua totalidade. Sentar-se à mesa, dedicar-se a esse momento, é uma excelente oportunidade para partilhar! São momentos sociais onde aparecem gostos, sabores e opiniões diferentes e informais, partilhadas com quem mais gostamos.
    As refeições em família afeta positivamente a vida de diferentes formas:
    Fortalece os laços afetivos – as pessoas partilham as suas vivências e conhecem-se mais intimamente. Reforça os vínculos, a atenção e preocupação uns com os outros (é um excelente aliado contra a depressão!).
    Promove trocas de ideias – o momento ideal para falar de si, trocar ideias, dicas e promover um debate saudável. Altura mais descontraída para saber que atividades as crianças fizeram, o que gostaram mais, o que aprenderam de novo.
    Incentiva a boa alimentação – através do exemplo da alimentação saudável praticada pela família. [shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Aprendem-se, também, princípios base da educação, como a preparação da refeição (ajudando a confecionar, terão maior vontade de comer), por a mesa, comportar-se à mesa, aguardar para se poder servir, pegar corretamente nos talheres, não falar de boca cheia, mastigar bem antes de engolir, dividir a quantidade, esperar que todos terminem para se poder levantar, arrumar a mesa – tudo isto preferencialmente longe dos telemóveis e outras fontes de distração.
    Nunca é tarde demais para criar bons hábitos!

    Boas férias!!

     

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  • O ensino cada vez mais “inclusivo”

    O ensino cada vez mais “inclusivo”

    Saiu no dia 6 o novo diploma que revoga o Decreto-Lei n.º 3/2008 que diz respeito ao chamado Ensino Especial – DL 54/2018.
    O atual Governo considera prioritária a “aposta numa escola inclusiva onde todos e cada um dos alunos, independentemente da sua situação pessoal e social, encontram respostas que lhes possibilitam a aquisição de um nível de educação e formação facilitadoras da sua plena inclusão social.
    No próximo ano letivo, entra em vigor um projeto educativo comum a todos os alunos, com vista a um maior nível de igualdade e coesão social.
    Princípios orientadores – educabilidade universal, equidade, inclusão, flexibilidade e autodeterminação.
    Considera-se como princípio fundamental que todas as crianças têm capacidade de aprendizagem e desenvolvimento. Assim, o currículo escolar vai ao encontro de cada criança, das suas necessidades, espectativas, interesses e preferências, sendo personalizado e adequado com vista ao sucesso educativo, em igualdade de oportunidades.
    Isto é, são adequados os processos de ensino às características e condições individuais de cada aluno, mobilizando todos os meios para que todos aprendam e participem com sucesso na vida da comunidade educativa. Este processo requer monitorização contínua e adequação passo a passo, sempre que necessário, sempre em sala de aula, na turma de origem. Ou seja, os professores terão a responsabilidade de encontrar forma de o aluno perceber a matéria, qualquer que ela seja.
    Um grande objetivo será fracionado em objetivos intermédios relacionados com competências a desenvolver e conhecimentos a atingir, atingindo sucessos etapa a etapa.
    A identificação da necessidade de medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão deve ocorrer o mais precocemente possível, envolvendo a família, elemento fundamental no acompanhamento escolar e na preparação para a vida pós-escolar.
    As diferenças fundamentais deste novo decreto face ao 3/2008, a meu ver, são o reforço da inclusão com a extinção do estatuto de redutor de turma (o que ainda vai fazer correr muita tinta…) e a “transformação” dos Currículos Específicos Individuais (CEI) em Programas Educativos Individuais.

  • 20 opções de perguntas para os pais substituírem o – Como correu o teu dia?

    20 opções de perguntas para os pais substituírem o – Como correu o teu dia?

    (devidamente adaptadas ao contexto, idade e realidade da criança)

    1 – Qual foi o melhor momento do teu dia?

    2 – Viste algo que te pareceu errado? Como reagiste?

    3 – Qual é a atividade que estão a trabalhar na escola?

    4 – Alguém chorou? Como reagiste?

    5 – Fizeste alguma coisa criativa?

    6 – Qual é o jogo mais popular no recreio?

    7 – Ajudaste alguém hoje?

    8 – Aprendeste palavras novas hoje?

    9 – Alguém te disse “obrigado”?

    10 – Quem se sentou contigo ao almoço?

    11 – Quem te inspirou hoje?

    12 – Qual foi a parte mais chata do dia?

    13 – O que ouviste que te tenha surpreendido?

    14 – Com quem brincaste hoje?

    15 – Ouve alguém que não quis brincar contigo?

    16 – O que te desafiou?

    17 – Alguém teve problemas hoje?

    18 – Conta-nos as duas principais coisas do dia de hoje.

    19 – Há alguma coisa que queiras que aconteça amanhã?

    20 – Qual foi a regra mais difícil de seguir hoje?

    21 – Com quem partilhas o lanche?

    22 – Com quem passaste a maior parte do dia hoje?

    23 – O que te fez sentir orgulhoso?

    24 – O que te fez sentir amado?

    25 – Se trocasses de lugar com o teu professor amanhã, o que ensinaria na aula?

    Perguntando, vamos ajudar a criança a meditar sobre o seu dia e fazê-la sentir-se amada, cuidada, investida. Chegará o dia em que será ela a correr para casa para contar tudo isto.

    OUVIR COM O CORAÇÃO

    é fundamental!

  • Psicóloga Clínica Sara Malhoa | Castigos – porque sim e porque não

    Psicóloga Clínica Sara Malhoa | Castigos – porque sim e porque não

    Face a comportamentos que os pais julgam como inadequados, vem o castigo.
    Quando proibimos as crianças de fazer alguma das coisas de que gostam porque se portaram mal, estamos a penalizar os seus maus comportamentos, castigando na tentativa de que as ações indesejadas deixem de ser praticadas.
    Isto tem duas vantagens – é rápido e elimina os comportamentos inadequados.
    E desvantagens? Uma série de reações emocionais, muitas vezes não percebidas pelos adultos, que nos fazem pensar que o castigo pode não ser a melhor forma de reduzir os comportamentos menos adequados.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Conversar/Refletir é sempre a melhor e primordial solução!
    Optando pelo castigo, para que seja o mais eficaz possível, é preciso prestar atenção a uma série de variáveis: intensidade, duração (se for prolongado pode ser mais eficaz), contiguidade (imediatamente após a atitude ou comportamento que deve ser eliminado), contingência (não deve ser retirado até que o mau comportamento cesse) e a existência de alternativa.
    Por exemplo, se uma criança partiu um objeto por estar a brincar em casa com a bola, quando os pais não permitem isso, deve apanhar todos os pedacinhos partidos e limpar a área e depois deve fazer-se uma reflexão sobre o que se passou – porquê? O que posso fazer para que não volte a acontecer?
    A punição nem sempre é a maneira mais conveniente de educar. A criança acaba por se sentir frustrada. Gera revolta contra quem castigou e sentimento de impotência.
    É fundamental mostrar sempre a alternativa. Explicar o que deve fazer, o que não deve fazer e as consequências de infringir as regras, para que a criança saiba o que está certo e o que será punido.
    Para que a dinâmica da educação não seja centrada no castigo face à resposta indesejada, é muito importante reforçar comportamentos positivos, elogiando, mostrando que os pais reconhecem e ficam muito felizes face aos bons comportamentos, com o objetivo último do reforço da motivação intrínseca – eu vou fazer isto não pelos outros mas porque é muito importante para mim![/shc_shortcode]

  • Indisciplina em contexto escolar – o que fazer? (parte II)

    Trabalhar pela positiva logo desde o primeiro dia de aulas – promover a disciplina:
    – melhorar o comportamento dos alunos no contexto escolar;
    – diminuir o número de ocorrências disciplinares, de medidas corretivas e sancionatórias;
    – para cada situação de indisciplina, dar uma resposta imediata e objetiva;
    – apresentar soluções para casos de indisciplina em contexto escolar.
    A comunidade escolar deve ter presente um conjunto de regras bem definidas bem como o que acontece em caso de não cumprimento. No início do ano deve ser dada informação aos encarregados de educação das regras de comportamento na escola e dos códigos de conduta, bem como das consequências dos comportamentos indisciplinados.
    Todas as ocorrências devem ser registadas e deve agir-se em conformidade. Comportamentos incorretos não podem passar impunes, devem ser sancionados sempre e com carácter educativo – sempre que infrinjo a regra A/B/C acontece X/Y/Z, sempre! Deixar passar é o primeiro passo para o aumento dos casos de comportamentos inapropriados.
    Se é proibido estragar o material escolar, se a sala está limpa ao início do dia e as mesas aparecem riscadas, alguém foi. Não pode passar impune. Deve ser apurado o culpado e sancionado de forma a que não se repita e como exemplo para todos os outros.
    Todos os agentes educativos devem intervir sempre que necessário para diminuir os comportamentos menos corretos. Fingir que não se vê não é solução, pelo contrário.
    Docentes e não docentes devem ser exemplo no cumprimento das regras e do código de conduta e firmes na exigência do seu cumprimento.
    Na próxima edição – o papel dos pais na indisciplina!

  • A Indisciplina em contexto escolar

    A Indisciplina em contexto escolar

    Os números da indisciplina crescem de dia para dia, o que preocupa pais, professores e a sociedade em geral.
    Considera-se indisciplinado aquele aluno que possui um comportamento desviante em relação à norma (ou o que seria suposto). A indisciplina vai desde a perturbação pontual que afeta o funcionamento nas aulas ou mesmo na escola, passando pelos conflitos que afetam as relações entre os alunos, que podem atingir alguma agressividade e violência, perturbações da relação professor-aluno, colocando a autoridade do professor em causa, até ao vandalismo contra a instituição escolar e a violência.
    São objetivos dos comportamentos excessivos a chamada de atenção, a luta pelo poder, a vingança por se sentir desprezado e magoado pelos outros ou a incapacidade assumida, motivada pela baixa auto-estima.
    Manifestações frequentes de indisciplina: cochicho, troca de mensagens e de papelinhos, intervalos cada vez maiores, exibicionismo, perguntas feitas de forma a colocar em causa o professor, discussões frequentes de modo a provocar agitação geral, comentários despropositados.
    Manifestações excecionais: agressão a colegas e/ou a professores, roubos, provocações sexuais, racistas, etc.
    O primeiro nível está hoje amplamente generalizado (ao ponto de se considerar “normal”, não sendo), o segundo está em crescimento.
    Porquê?
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]A meu ver, a grande causa é a degradação da estabilidade e dos valores familiares, a permissividade, a demissão dos pais na educação dos filhos. Os alunos com maiores problemas de indisciplina provêm de famílias onde habitualmente estes existem ou existiram.
    Outras causas apontadas são o desinteresse e revolta dos alunos, obrigados a estar na escola; as sucessivas mudanças realizadas no sistema educativo; a prática corrente de um discurso que des-responsabiliza os dirigentes e os serviços do Ministério e que acaba sempre por imputar a responsabilidade pela pouca eficácia do sistema aos professores; os programas em constante alteração pouco cativantes; e até mesmo a sociedade que promove práticas de diversão com recurso frequente à violência, onde a única forma de sobreviver é assumir esta cultura de violência – obter o máximo prazer no mais curto espaço de tempo, não importa os meios.
    O que fazer? Não perca a próxima edição! [/shc_shortcode]

  • Psicóloga Clínica | Sara Malhoa

    Psicóloga Clínica | Sara Malhoa

    Psicóloga Clínica | Promoção da saúde mental infantil

    Promover a saúde mental é fundamental para qualquer sociedade sendo considerada um sinal de qualidade de vida, levando a um olhar mais atento de todos nós enquanto cidadãos, técnicos e profissionais da área.
    Do ponto de vista da saúde mental infantil, conhecer as etapas de desenvolvimento do ciclo vital é fundamental. Ao longo da vida estrutura-se a personalidade, pelo que uma boa base é fundamental para a estabilidade emocional da criança e o desenvolvimento harmonioso do jovem. Dentro deste âmbito é necessário percebermos que se tornaram comuns os problemas infantis de foro psiquiátrico, um número significativo destes problemas pode ter um mau prognóstico e muitas das perturbações da idade adulta têm as suas raízes em fatores de risco da infância.
    Uma intervenção na promoção de competências que aumentem o bem-estar na infância pode ter efeitos preventivos importantes, como é o caso do aumento da auto-estima e da diminuição do comportamento anti-social.
    Outro fator de extrema importância, se não o mais importante, é a família. O distúrbio nos pais influencia o desenvolvimento das crianças, principalmente, a discórdia familiar e a interferência com as funções parentais.
    A maior possibilidade que as crianças com problemas de comportamento e perturbações emocionais têm de mudar o seu comportamento, reside principalmente na melhoria dos fatores familiares, nas relações positivas nos grupos de amigos e nas boas experiências escolares.
    O alvo das intervenções deverá ser não só a criança mas também o meio envolvente, os pais, os professores, os técnicos e as escolas onde as crianças passam a maior parte do tempo.
    Para concluir, a Saúde Mental deveria ser uma prioridade no contexto escolar, no sentido da prevenção e promoção do bem-estar e da estabilidade emocional de toda a comunidade educativa.
    Quanto maior a estabilidade, melhor a qualidade de vida da nossa sociedade.

  • Psicóloga Clínica | A Criança Hospitalizada

    Psicóloga Clínica | A Criança Hospitalizada

    A experiência de hospitalização é fonte de stress e ansiedade para a maioria das crianças, podendo mesmo contribuir para um risco acrescido de perturbações de comportamento e de psicopatologia a médio e longo prazo. No entanto, é possível reduzir os efeitos negativos dessa experiência, potenciando os seus aspetos mais enriquecedores.
    A hospitalização é mais perturbadora durante a primeira infância e período pré-escolar, nomeadamente entre os 6 meses e os 4 anos, período em que a separação dos pais é mais perturbadora e os tratamentos são percecionados como mais assustadores.
    As crianças mais crescidas estão protegidas pois tem mais facilidade em manter relações estáveis apesar da separação mas também para compreender a necessidade dos tratamentos.
    A ansiedade e o sofrimento associados ao internamento hospitalar dependem da doença em causa e dos tratamentos necessários. É fundamental conjugar esforços e combinar intervenções médicas e psicológicas para aliviar a dor e a tensão inerentes. As metodologias de distração, autocontrolo, resistência ao stress, relaxamento são muito eficazes.
    Independentemente das condições da hospitalização, é necessário que o psicólogo desenvolva uma intervenção individualizada, focada em cada criança e na sua família. A preparação para a hospitalização é muito importante para evitar manifestações de ansiedade durante e após o internamento. Assim, é fundamental evitar o internamento hospital sempre que possível, reduzir o internamento ao mínimo e levar os brinquedos que a criança mais gosta, de forma a aliviar a tensão e tornar esta fase menos desconfortável.

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    As mais pertinentes serão publicadas todas as semanas.
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  • Emigração Jovem no séc. XXI

    Emigração Jovem no séc. XXI

    Foram milhares os jovens que foram levados a emigrar nos últimos anos. Fugir do desemprego seria objetivo, sem consciência de que os problemas viajarão dentro da mala, qualquer que seja o destino.
    A emigração resulta numa mudança radical em todas as áreas da vida – familiar, social, profissional, económica, psicológica. Viver longe da realidade habitual implica uma quebra, mais ou menos violenta de acordo com a estabilidade emocional do emigrante.
    São muitas as fontes de stress:
    – a mudança – implica mudar tudo, colocar toda a vida numa mala, esperando não ter de deixar nada de lado;
    – o idioma – a alteração da língua é uma grande barreira na integração, aumentando o isolamento social;
    – a cultura – usos e costumes podem ser bastante distintos;
    – o trabalho – muitas vezes os nossos emigrantes têm qualificações bastante superiores aos empregos que ocuparão, o que, mais uma vez, condiciona a autoestima.
    – as condições de vida – geralmente serão mais modestas do que as que estão habituados, tendo de partilhar casa/quarto;
    – a saudade – da família, dos amigos, da rotina, do seu eu que fica para trás à espera de voltar, um dia.
    Toda esta ansiedade dificulta a adaptação e condiciona a estabilidade.
    Como tornar esta experiência mais suave?
    – não ir sozinho em busca do desconhecido, levar alguém ou ir ao encontro de alguém que já lá esteja;
    – aprender rapidamente a língua, mergulhe na nova cultura;
    – focar no objetivo da partida e agarrar-se a ele com toda a energia!
    Para ajudar no processo de adaptação, consulte um psicólogo.

  • Birras – como lidar com elas?

    Birras – como lidar com elas?

    Muitos são os pais que procuram os serviços de Psicologia quando não sabem como lidar com as birras dos seus filhos.

    A birra é uma das formas mais eficazes de as crianças obterem o que querem dos pais, manifestando aos 4 ventos a sua vontade, ainda em formação, não sabendo expressar-se da melhor forma. Se cedermos, a criança aprende que todas as vezes que ela quiser algo, bastará fazer birra e irá conseguir o que quer (quanto menos coerentes forem as regras, mais as crianças se tornam teimosas, quanto mais teimosas mais birrentas). Se agirmos com agressividade, será iniciada uma “luta de vontades”, nada benéfica para ambas as partes.
    Nunca (NUNCA!) ceda às birras – ao ceder, vai mostrar-lhe que basta começar a gritar que, mais grito menos grito, far-lhe-á a vontade. Não ceder mostra que o adulto é que manda e que existem regras e limites que têm de ser respeitados sempre. Ensinar a lidar com as próprias frustrações, saber esperar e lutar para conquistar os seus objetivos também é educar!
    Não perder o controle – para as crianças deve estar bem claro que os pais são a autoridade, fonte de respeito e de controle da situação. Agressividade gera agressividade
    Levar a criança para uma zona tranquila – sem objetos distratores para que se possa concentrar.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Dar-lhe tempo para se acalmar – mantendo sempre o controlo da situação. A criança deve perceber que os pais não estão dispostos a ceder aos seus caprichos e que são eles que impõem as regras a ser cumpridas, sem negociação.
    Se a birra acontecer fora de casa, diga-lhe que conversarão quando regressarem. Relembre-lhe do problema, fazendo-o sentir que está muito insatisfeito com seu comportamento e que ficará de castigo.
    Deixe claro que não permitirá que esse comportamento se repita mas não ameace com castigos que não vai conseguir cumprir.
    Essas táticas não só ajudam a controlar as birras da criança nesse processo, mas também servirão para reduzir consideravelmente a frequência e intensidade das birras, até que desapareçam com o tempo, pois a criança acaba percebendo que tal comportamento não funciona com você.
    Finda a birra, converse muito. É importante conversar com a criança sobre aquilo que se passou, fazer um balanço das consequências, porque é que não pode voltar a acontecer.
    É fundamental ensinar a criança a controlar-se.
    Se não resultar, consulte um especialista!
    Façam-nos chegar as questões que mais vos preocupam, através da nossa página de Facebook Gazeta da Saúde & Bem-Estar, por email saúde@gazetadascaldas.pt, através do telefone 965 765 367 ou entregando pessoalmente na redacção.
    As mais pertinentes serão publicadas todas as semanas.
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  • A importância da mentira

    A importância da mentira

    Porque é que toda a gente mente?

    No consultório deparo-me diariamente com pessoas que sofrem com mentiras. Uma ferida na confiança básica, ainda que cicatrize, deixará sempre sequelas.
    É interessante saber porque é que nós mentimos – esta pode ser uma formas de superar as traições, omissões, falsidades e mentiras.
    Mentir é não contar a verdade. Embora todos mintam diariamente (em casos mais graves podemos mesmo falar em mentira patológica), isso não é bom nem conduz à felicidade.
    Bem sabemos que não podemos dizer tudo o que nos vem à cabeça, aplicar um certo filtro é sinal de inteligência e educação. Omitir pode ser importante em determinadas situações, para não ferir alguém, por exemplo: este vestido é bonito, não é? Fica-me bem? A expectativa do interlocutor, é, claramente, uma resposta positiva.
    O objetivo da mentira, fundamentalmente as piedosas, é evitar uma resposta negativa/aversiva.
    A pessoa que mente considera que é mais vantajoso dizer uma inverdade do que a verdade. A verdade pode ser sentida como algo que provocará uma resposta pior e desfavorável. Esta é a causa das mentiras. Não será melhor uma verdade dolorosa do que uma mentira piedosa?
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]No caso da patologia, temos dois tipos de mentirosos:
    1) os que não acreditam nas suas mentiras, apenas fantasiam e transmitem essa ilusão. Acreditam que mentir é melhor do que dizer a verdade;
    2) os que constroem a sua vida sobre mentiras nas quais acreditam, neste caso podemos estar no domínio de uma perturbação psicológica grave.
    Posto isto, a mentira é comum, está por toda a parte e é dita milhares de vezes. No entanto, não devemos fazer nada que não gostaríamos que o outro fizesse connosco. Assim, a verdade é fundamental para a estabilidade da nossa consciência.

    Que seja este o ano da clarificação e tranquilidade da nossa mente
    Bom ano [/shc_shortcode]

  • Resoluções de Ano Novo

    Resoluções de Ano Novo

    Finaliza um ano, inicia o próximo, e com ele mais 365 oportunidades de mudar de vida.
    Época de balanços por excelência, o final do ano é pródigo em estabelecimento de objetivos que rapidamente se esquecem depois das festas.
    Entre as resoluções mais comuns está a perda de peso, hábitos mais saudáveis como uma alimentação mais saudável e a horas, deixar de fumar, mudar de emprego para um mais prazeroso e adequado ao próprio perfil, estabilidade financeira, passar mais tempo em família. Enfim, acabamos por procurar todos o mesmo – estabilidade e felicidade.
    O tempo é o nosso bem mais precioso, mas também o mais limitado, andamos em constante corrida contra o tempo, perdendo tempo a tentar ganhá-lo.
    Pare de tentar viver e comece a viver efetivamente. Faça da felicidade em família uma prioridade. Pensar no que pode fazer para aumentar a felicidade, embora seja muito importante, limita o pensamento, não o torna numa realidade. Viva, desfrute de cada momento – não me refiro a sentarem-se todos juntos em frente à tv ou de estarem lado a lado cada um no seu tablet. Desfrutar sem tecnologias, brincar/conviver uns com os outros.
    Se tem mesmo um grande objetivo para 2018, não perca o foco, invista toda a sua energia nesse desejo, não desista. Tem pela frente 365 novas oportunidades de ser feliz!
    Faça deste um excelente ano!

  • I.º Dia Mundial dos Pobres

    I.º Dia Mundial dos Pobres

    Este domingo celebrou-se o 1.º dia Mundial dos Pobres.
    Em Portugal as crianças são o grupo etário em maior risco de pobreza. Desde o início do ciclo de austeridade, esta situação tem vindo a agravar-se, com impacto direto no bem-estar das crianças. A sua estabilidade psicológica está também comprometida devido à instabilidade social, com consequências familiares – desemprego, privação material.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Este dia pode servir para ensinar as crianças a distinguir o que é essencial e o acessório – atividades de custo zero como passear com os pais podem dar muito mais prazer do que comprar alguma coisa. O tempo é de graça e é tão mais importante do que tudo o que possa ser comprado com dinheiro. É fundamental estimular as crianças a valorizar o que têm e perceber que não são mais felizes por terem mais roupa ou mais brinquedos. Numa época em que o material é privilegiado em relação ao emocional, é crucial frisar a todo o tempo que todos serão mais felizes na companhia de quem nos quer bem do que sozinhos mesmo com todos os bens materiais.
    As preocupações familiares refletem-se no comportamento das crianças. O facto de os pais terem menos poder de compra não deve assustar as crianças. A segurança é fundamental. Devem sentir que não vai afetar o seu bem-estar ou as suas necessidades mais básicas. O impacto será maior se os pais se deprimirem ou se estiverem sempre a queixar do que já tiveram e agora não têm. O derrotismo, a desilusão e o pessimismo só servirão para aumentar a instabilidade. As crianças têm de sentir nos pais a forte garantia de proteção e segurança. Independentemente do que acontecer, estão juntos para o que der e vier![/shc_shortcode]

  • Transsexuais não são doentes mentais

    Transsexuais não são doentes mentais

    O antigo transtorno da identidade de género, agora chamado de “disforia de género”, reflete a angústia sofrida pela pessoa que não se identifica com o seu sexo de nascimento.
    Aquando das ecografias e depois do nascimento, face à aparência da genitália externa – masculina ou feminina – os pais e a sociedade em geral moldam toda a comunicação e interação com a criança. São diferentes as formas de vestir, de educar e é diferente o que se espera dos meninos e das meninas.
    O transtorno é patente quando os meninos não se identificam com brincadeiras de meninos, com a forma de vestir, com o padrão habitual masculino; quando meninas não se reveêm na desejabilidade social do papel feminino. Sentem que estão presos no corpo errado e desejam ser aceites como sendo do sexo oposto àquele que lhe foi “atribuído” à nascença.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Este sentimento de inadequação ao seu género de nascimento causa um enorme desconforto. Devemos estar especialmente atentos e disponíveis a ouvir e ajudar, sem repreender ou contestar, de forma a aliviar uma carga emocional já de si tão complexa. Esta não identificação leva à procura de soluções.
    O diagnóstico de Disforia de Género demora cerca de seis meses e é realizado por uma equipa de especialistas – psicólogos, psiquiatras, sexólogos e uma panóplia de exames específicos.
    Segue-se a intervenção endócrina, terapêutica hormonal, prescrita por um endocrinologista, para a vida toda. A mais desejada em primeira instância. Este tratamento induz modificações progressivas características do sexo desejado e deve ser feito durante pelo menos um ano e meio antes do início dos procedimentos cirúrgicos.
    O acompanhamento psicológico é indispensável e deve ter início o quanto antes.
    Mais uma vez, é fundamental estarmos atentos e disponíveis para os que estão mesmo ao nosso lado! [/shc_shortcode]

  • Disgrafia

    Disgrafia

    Para encerrar o ciclo das principais perturbações da aprendizagem – já falamos da dislexia e da disgrafia, hoje cabe-nos abordar a discalculia, de todas a perturbação menos conhecida e certamente subestimada e subdiagnosticada.
    Os estudos indicam que a grande maioria das crianças com perturbações específicas da aprendizagem apresentam sintomas característicos pelo menos de duas, isto é, por exemplo, a maioria das crianças com dislexia também apresentam discalculia ou disgrafia. Regra geral, estas perturbações não aparecem de forma pura e isolada.
    A discalculia é a perturbação da capacidade de desenvolver raciocínio aritmético, apesar do funcionamento intelectual e emocional serem estáveis e as práticas pedagógicas estarem adequadas ao desenvolvimento.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    A criança tem dificuldade em perceber o conceito de número, a memorização das regras matemáticas e todo o raciocínio aritmético necessário, o que condiciona e chega a inviabilizar o cálculo mais simples.  Posto isto, a resolução de problemas matemáticos é quase impossivel – não conseguem compreender. As crianças com discalculia, não percebendo o conceito de número, não conseguem estabelecer ordens de grandeza, não percebendo a noção de maior, menos, anterior, posterior.
    Muitas crianças com discalculia não diagnosticada terão baixos resultados a Matemática, atribuindo esse facto não à sua própria dificuldade mas às práticas pedagógicas dos professores, falta de motivação, etc.
    Na dúvida – peça uma avaliação a um técnico especializado!

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  • Disgrafia

    Disgrafia

    A propósito das perturbações mais comuns da aprendizagem, hoje abordaremos a disgrafia.

    A disgrafia é a alteração na qualidade da escrita que a torna quase impercetível. Estas crianças apresentam problema de motricidade fina (formas incorretas/alternativas de pegar no lápis), de coordenação visuo-motora e de memória para a execução da tarefa da escrita. Como consequência, apresentam letras sobrepostas, de leitura difícil, muito grande ou muito pequena, de traçado muito grosso ou muito fino, de muito suave a demasiadamente carregado, com espaçamento irregular entre as letras.
    Uma correta avaliação e diagnóstico precoces são fundamentais para uma intervenção individualizada em sala de aula. O professor deve ter o cuidado de não supervalorizar o impacto da produção escrita na aprendizagem ou na expressão do conhecimento e fornecer instruções e para melhorar a caligrafia.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]O ensino deve ser estruturado e adaptado às necessidades individuais e específicas do aluno, fornecendo um reforço positivo para as letras escritas corretamente e feedbacks de correção para as letras que necessitam de ser trabalhadas. Com muito trabalho e afinco, conseguem-se melhorias significativas.
    Devidamente sensibilizados, pais e professores tem um papel fundamental neste processo!

    Na próxima edição, vamos falar sobre disortografia.  [/shc_shortcode]

  • Dislexia

    Dislexia

    A propósito do início do ano letivo, nas próximas edições vamos abordar as principais perturbações da aprendizagem que muito preocupam os pais – dislexia, disgrafia e discalculia.
    Comecemos pela primeira: a dislexia!  Este termo virou moda. Desde que passou a existir, parece que todas as crianças tem dislexia.
    Trata-se da presença de várias incorreções na leitura e na escrita. Estas crianças dão muitos erros ortográficos, tem dificuldade a ler, na construção das frases, na interpretação e na organização das ideias para construir um texto.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]É conveniente que o diagnóstico seja o mais precoce possível. Estas crianças começam com problemas na linguagem desde cedo, geralmente inicia-se mais tarde e com dificuldades de articulação ou troca de sons. No inicio do 1.º ciclo, começam com dificuldade na aprendizagem das letras, confundindo-as, o que vai resultar num processo de leitura lenta, silabada, que em nada contribui para a interpretação de um enunciado.
    Os erros ortográficos são caracteristicos: p-t, f-t, f-v, ch-x-j, s-z-ss-ç, ão-am, nh-lh, p-q; bem como as inversões das silabas, tanto na leitura como na escrita: pra-par, ali-ail, sempre-semper.
    Os dislexicos também costumam ter alterações ao nível da memória, dificuldade na orientação direita-esquerda, alterações no cálculo e na interpretação,
    Aquando dos primeiros sinais de alerta, procure um técnico especializado para uma avaliação. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico!

    Um excelente ano letivo a todos  [/shc_shortcode]

  • Feliz regresso às aulas

    Feliz regresso às aulas

    Eis que chega Setembro com o tão desejado e ao mesmo tempo temido regresso às aulas. De que forma podemos atenuar esta imensa clivagem que separa o dia a dia das férias e a rotina escolar?
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]O regresso à rotina deve ser gradual, preparado com tempo, preferencialmente desde o início do mês. As crianças devem ser estimuladas a aproximar-se dos horários escolares – deitar mais cedo e acordar próximo da hora em que habitualmente se levantam durante a época escolar.
    Os livros e o material escolar são, frequentemente, fonte de motivação. Os pais devem começar a desfolhar os livros novos com os filhos, tomando conhecimento, juntos, dos conteúdos, mostrando entusiasmo pelos novos saberes e articulando-os, o mais possível, com a sua realidade. É fundamental mostrar a utilidade do conhecimento, aplicável no nosso dia a dia. A preparação do material escolar também é muito importante, assim como mostrar o quanto é bom mantê-lo conservado ao longo do ano.
    As emoções dos pais contagiam as crianças – o entusiasmo traz entusiasmo, assim como a ansiedade desencadeará um sentimento semelhante.
    Antecipe os reencontros com os amigos, os professores e os auxiliares que tanto marcam a vida das nossas crianças.
    Façam juntos um balanço do ano letivo. O que correu menos bem e pode ser melhorado, o que correu bem e pode ser potenciado!
    Tudo pronto? Feliz ano letivo![/shc_shortcode]

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