Edifício é, agora, uma biblioteca e integra um espaço expositivo com materiais utilizados no ensino desde inícios do século passado
Fernando Leitão, de 72 anos, voltou na passada quinta-feira à escola onde aprendeu a ler e a escrever, há mais de 60 anos. O amoreirense, que participou na abertura oficial da nova biblioteca da Amoreira, recorda que iniciou os estudos em 1956, ano em que a escola foi inaugurada, tendo-a frequentado até 1959, uma vez que fez os quatro anos do ensino básico em apenas três. “Andei aqui e nessa altura a sala parecia enorme, enquanto que agora é pequena”, refere, lembrando que foram “tempos bons”.
O espaço já conta com mais de 2700 livros e há mais donativos
Vanessa Rolim e António Rodrigues, da Junta de Freguesia, na abertura oficial
Diverso material escolar de outros tempos em exposição
No entanto, não deixa de salientar que naqueles tempos o ensino era bastante mais rígido. “Tive uma professora que, como pedagoga e para ensinar era espetacular, mas que tinha uma forma de o fazer bastante rígida”, lembra Fernando Leitão, na inauguração da nova biblioteca, que tem um espaço expositivo com materiais utilizados no ensino desde o início do século XX.
Acabou a escola primária com 10 anos e lembra que nos três anos seguintes (até ir para Lisboa) a cada 7 de outubro, dia em que começavam as aulas, regressava à escola para visitar a professora. Fernando Leitão vê com agrado a reconversão do espaço em biblioteca, apenas lamenta que esta não se situe no centro da aldeia, de modo a facilitar uma visita. O antigo aluno deixa também a sugestão para que as escolas possam ali realizar visitas de estudo, de modo a que os alunos possam tomar contacto com os materiais e a forma de ensinar do passado e, dessa forma, aperceberem-se das diferenças para os dias de hoje.
Esse intercâmbio é também um dos objetivos do atual executivo da Junta de Freguesia, que abriu o espaço próximo do início do ano letivo, de modo a dar um “empurrãozinho” para depois as escolas a procurarem para conhecer, explica a presidente, Vanessa Rolim. A cessar funções no final no mês, a autarca quer deixar a biblioteca aberta, pelo menos na altura em que está a funcionar o Espaço Cidadão, nas tardes de terça e quinta-feira.
Espaço de memória
A biblioteca possui já com um espólio de mais de 2.700 livros de diversas temáticas e destinada a diferentes públicos, desde Estilos de Vida, História, Literatura, e será enriquecida com mais obras. “Praticamente todos os dias recebo telefonemas de pessoas que querem contribuir”, salienta a autarca, dando nota do interesse da comunidade em participar.
Em exposição está também material para mostrar como era o ensino no passado, que foi recolhido de escolas, nomeadamente da de Vale de Janelas, que neste momento está desativada. Ali podem ser encontrados desde os livros escolares a mapas, passando pelos instrumentos de medição e até secretárias, desde a década de 1910.
À entrada foi criado um espaço com memórias fotográficas, para o qual contribuiu toda a comunidade, assim como uma fonoteca, com um giradiscos e cerca de três mil discos de vinil, que foram oferecidos. É ainda objetivo a existência de uma exposição em permanência, com a temática dos moinhos.
O projeto para a criação da biblioteca arrancou há mais de sete anos e foi dinamizado inicialmente no Centro Social da Amoreira e depois pela Junta de Freguesia. ■
Escola abre nova formação para alunos de várias áreas
O novo Mestrado em Artes do Som e da Imagem, que vai abrir este ano letivo na ESAD, diferencia-se das ofertas congéneres, pois proporciona “a articulação entre uma formação profissional especializada ao nível das tecnologias audiovisuais e a criação artística contemporânea, como modo de unificar a sua estratégia científica e pedagógica”. Quem o garante é a docente Susana Duarte, coordenadora desta formação, que também pretende promover o desenvolvimento de competências, criativas e técnicas, nas áreas do Cinema e Vídeo, Fotografia e Som.
O mestrado dirige-se a quem quer prosseguir “uma prática artística singular nas artes e nas tecnologias do som e da imagem”, acrescentou a responsável. Susana Duarte sublinha que entre os candidatos se encontram estudantes da licenciatura em Som e Imagem da ESAD, à qual este mestrado pretende dar continuidade. Há também estudantes das áreas de Cinema, Música, Artes Plásticas, Design de Comunicação, Comunicação e Media.
O novo mestrado pretende cobrir um conjunto de tecnologias e de modos de expressão: do cinema e vídeo – seja ficção, documentário, filme ensaio, cinema experimental ou animação – às artes sonoras e à fotografia, passando pela performance e pela instalação.
“Artes do Som e da Imagem” vai contar com 15 docentes das áreas artísticas, teóricas e técnicas do Cinema e do Vídeo, da Fotografia e das Artes Sonoras. A formação conta com presença pontual de convidados, de modo a incentivar o diálogo com artistas, cineastas, fotógrafos, filósofos, antropólogos, sociólogos e investigadores “que vão contribuir para um espaço alargado de discussão, crítica e análise das decisões dos alunos-criadores”, disse a coordenadora. As matérias do curso “foram pensadas a partir da centralidade do projeto de cada aluno-criador e poderá ter a forma de um filme, uma animação, documentário, uma exposição de fotografias ou uma instalação sonora”, disse a docente. Cada estudante será livre de ir buscar a cada disciplina o que mais se adequa para a sua proposta”. O plano de estudos foi desenhado para desenvolver uma visão artística singular e inclui metodologias de pesquisa e processos de escrita, até às estratégias de apresentação, exposição e exibição -passando pelas estruturas de realização e produção -, às necessidades precisas e únicas de cada ‘objeto’ a concretizar.
O ciclo de estudos “garantirá um treino específico de competências profissionais nas tecnologias audiovisuais digitais e analógicas, como meios de investigação, inovação e experimentação sonora, fotográfica e cinematográfica”, rematou a docente. ■
Pessoal docente, não docente e alunos serão testados no regresso à escola. Com o aumento da vacinação, a medida é essencial para ter maiores garantias para o ensino presencial
Na semana em que se dá o arranque para o ano letivo 2021/22, o Governo veio a público reforçar a necessidade de testagem nas escolas, como garante da continuidade do ensino presencial.
Cerca de 99% dos professores a nível nacional já estão vacinados, tal como 80% dos jovens entre os 12 e os 17 anos. A restante franja deve completar a segunda dosagem nos próximos dias, mas para o ministro da Educação é “muito importante” que se possa “adicionar à vacinação também estas testagens, por muito que seja redundante, por muito que seja incómodo”, esclareceu Tiago Brandão Rodrigues.
Depois da interrupção abrupta das aulas em março de 2020, o ensino nunca mais voltou a ser o mesmo. O online ganhou expressão, mas professores e alunos estão de acordo quanto às vantagens do ensino presencial. E se no último ano letivo já foi possível compatibilizar o ensino online com o presencial, neste novo ano letivo a expetativa é de uma progressiva normalização do setor. Ainda assim, o ministro declarou, na passada terça-feira, aos jornalistas, durante uma visita a uma escola do Porto, que este ano “não será necessariamente um ano normal”. E explicou porquê.
“Em primeiro lugar, porque este é um ano letivo que se segue a muitos constrangimentos, mas por outro lado, porque sabemos que é preciso recuperar muitas das aprendizagens perdidas e ainda estamos numa situação pandémica com um conjunto de constrangimentos”, frisou o governante, citado pela agência Lusa. ■
Há muita expetativa para o novo ano letivo, que se espera menos conturbado do que os últimos dois. Por estes dias, a ansiedade toma conta dos alunos e também das famílias, para que tudo corra bem
Por estes dias, mais de um milhão de alunos portugueses vive na ansiedade do regresso às aulas. Passadas as férias de verão, é tempo de voltar às rotinas e as saudades dos amigos e a vontade de aprender coisas novas e, assim, descobrir o mundo, impulsiona a motivação de muitos jovens de voltar à escola. Outros têm menos apetência pelo ensino, mas, ainda assim, terão de apresentar-se no estabelecimento de ensino, esperando-se que o interesse possa neles despertar com o decurso das aulas.
A caldense Maria Inês é um dos casos em que a ansiedade ganha protagonismo por estes dias. Mas pelos melhores motivos. Tem 10 anos e estuda no Colégio Rainha D. Leonor e o ano letivo 2021/22 encerra-lhe um grande desafio: embora se mantenha na mesma escola, deixa o 1º ciclo e entra no 5º ano de escolaridade, uma realidade distinta daquela que conhecia.
“Estou muito ansiosa”, assume a menina, que sonha vir a ser cirurgiã e que não vê a hora de reencontrar os amigos e conhecer os muitos novos professores. “Estava acostumada a ter apenas um professor, mas acredito que me vou adaptar depressa e vai tudo correr bem”, vaticina a praticante de hip-hop, que iniciou o percurso escolar na Escola do Bairro da Ponte, onde completou o 1º e 2º anos, antes de se mudar para o Colégio, onde finalizou o 1º ciclo. “No início, não queria sair da escola, porque tinha os meus amigos e na nova escola não conhecia ninguém, mas correu tudo muito bem”, recorda Maria Inês, enquanto a mãe explica as razões da mudança.
“Entendemos que era o mais adequado para o desenvolvimento dela e confirmou-se. Ela tinha apenas 7 anos, vinha de uma escola pública, foi para uma escola privada, mas teve uma adaptação boa”, salienta Elsa António, que tem acompanhado de perto a preparação do novo ano letivo e, sobretudo, a mudança de ciclo, em que a filha “vai ter de encontrar o seu método de trabalhar com vários professores”.
“Esta primeira fase vai ser muito importante para ela encontrar o espaço dela”, assegura a progenitora, notando que a família olha para a ida para o 5º ano com “grande naturalidade e ela também”.
“Apesar de ela ainda ser uma menina, já se sente mais crescida e quer muito ir para a escola dos maiores”, explica a responsável de qualidade numa empresa de área alimentar, que está muito “expectante” sobre o arranque das aulas.
“Temos vindo a prepará-la desde as férias para o que pode vir a acontecer”, sublinha Elsa António, para quem a preparação do ano letivo deve ser “uma atividade em família”. Nesse sentido, juntamente com o pai da menina, um engenheiro de qualidade na área da indústria automóvel, escolheram e compraram o material e até colaram “as etiquetas”, por forma a fazer sentir à Maria Inês que a escola é, no fundo, responsabilidade de toda a família.
“Tenho uma mochila toda cor de rosa, material escolar, lancheira e a bols para o telemóvel. Mas o que levo mais na mochila são sonhos, para aprender sempre mais”, assevera a jovem aluna, que gosta “muito de dançar”, já fez ballet, natação e agora pratica hip-hop.
Do lado dos pais há, ainda, a esperança de que este seja um ano letivo com a relativa normalidade que a pandemia permite.
“Estes últimos dois anos foram muito condicionados em termos de aprendizagem. Apesar do grande esforço que o Colégio fez e da disponibilidade dos professores, a verdade é que eles estiveram muito tempo com aulas à distância. Tenho algum receio que essa adversidade que todos tiveram como se vai traduzir na matéria apreendida”, assume Elsa António, que aderiu ao projeto de ensino “iCRDL”, que, segundo a diretora pedagógica do Colégio Rainha D. Leonor, Sandra Santos, pretende “levar os alunos a beneficiar do lado positivo das novas tecnologias”.
Tal como acontece em todo o país, para a direção desta escola a preparação do ano letivo começou há muito, mas a diretora tem “esperança que este seja um ano mais tranquilo, não só por causa da vacinação, mas porque a escola tem um ano de experiência e mais segurança para gerir as situações”.
Segundo Sandra Sousa, os procedimentos de segurança nas escolas “não acompanham o alívio de restrições da sociedade em geral”.
“Há muitas medidas que estavam em vigor e que continuam a manter-se válidas. Vamos aliviar algumas situações, mas questões como a divisão do espaço interior e exterior, o desfasamento dos horários para o almoço ou a desinfeção vão continuar a ter um olhar atento da nossa parte”, salienta a responsável, revelando que, ao contrário do que sucedeu no último ano letivo, as atividades extra-curriculares vão arrancar “no imediato”, o que é visto como mais um fator de estabilidade para a comunidade escolar.
Relativamente aos professores, Sandra Sousa destaca “a abertura e o diálogo”, que tem permitido “obter bons resultados”. “Têm sido anos complicados, mas a equipa motiva-se muito e os docentes ajudam-se uns aos outros. Além disso, o feedback dos pais é positivo e isso acaba por motivar os professores”, salienta a diretora-pedagógica, destacando as “várias novidades” que 2021/22 apresenta no Colégio. Desde logo, um novo curso profissional, de “Dança Contemporânea”, mas também o Science Lab, uma nova disciplina no 1º ciclo com uma componente em língua inglesa.
A cada ano letivo, as famílias são obrigadas a fazer investimento para dotar os jovens dos instrumentos necessários para as aulas. Mas, hoje em dia, o esforço parece menor do que em anos anteriores. De resto, segundo o estudo Observador Cetelem Regresso às Aulas, neste ano letivo as famílias com estudantes a seu cargo tencionam gastar em média 335€ no regresso às aulas, um valor em linha com o que foi gasto em 2020 (340€) e o valor mais baixo despendido pelas famílias para o período nos últimos anos. Em 2016 as intenções de gastos dos encarregados de educação no regresso às aulas eram de 455€, diminuindo para 399€ em 2017. Esta tendência de diminuição das previsões de gastos verificou-se também em 2019 (363€) – sendo apenas interrompida em 2018 quando eram de 487€. ■
Dois jovens, de 18 anos, foram detidos, numa ação conjunta da PSP e GNR, em Alcobaça, por posse de armas e munições sem licença de uso e porte de arma. Foram apreendidas três caçadeiras, 27 cartuchos de calibre 12mm de caçadeira, uma pistola calibre 6,35 mm, 13 munições calibre 6,35 mm, uma munição de 9 mm, duas munições de alarme, uma faca de mato com 27, 5 cm de lâmina, uma balança de precisão e um par de algemas. ■
Os sinos da Igreja da Vestiaria foram furtados, na madrugada da passada quinta-feira, dia em que se celebra a padroeira da localidade, Nossa Senhora da Ajuda. O assalto está a ser investigado pelas autoridades, mas gerou revolta popular. A União de Freguesias de Alcobaça e Vestiaria veio a público lamentar o sucedido, assumindo tratar-se de “um dia muito triste” para a comunidade religiosa local. ■
Congresso da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução juntou no CCC muitas dezenas de profissionais. Bastonário pede medidas sobre nomeação de agentes de execução
O bastonário da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE) aproveitou a presença da ministra da Justiça no VIII congresso da classe, que decorreu nas Caldas da Rainha, na semana passada, para denunciar a forma como tem sido gerida a nomeação de agentes de execução. José Carlos Resende denunciou a existência de “novos cobradores de fraque” e pediu ao Governo medidas concretas sobre a distribuição dos processos.
Identificando a existência de “situações anómalas” que acabam por beneficiar os “reis de penhoras e cobradores do fraque”, o bastonário manifestou, ainda, “algumas preocupações” com os apoios sociais do Estado aos profissionais do setor.
“O sistema de justiça mostrou estar à altura das exigências”
Francisca Van Dunem
“Estamos quase a chegar a 40% de associados com dívidas à Caixa de Previdência”, revelou o dirigente, que elogiou, ainda, a cidade, considerando que as Caldas “podem ser uma cidade permanente de congressos”.
Presente na sessão, Fernando Tinta Ferreira agradeceu a escolha das Caldas para a realização do evento. “É uma honra termos sido escolhidos para receber o congresso”, declarou o presidente da Câmara, antes de fazer um enquadramento histórico da cidade às muitas centenas de visitantes.
“As Caldas podem ser uma cidade permanente de congressos”
José Carlos Resende
A sessão de abertura do congresso ficaria marcada pela intervenção de Francisca Van Dunem, que deixou fortes elogios à opção da OSAE. “Ao escolherem esta bela cidade das Caldas para realizar este evento, afastando-se das centralidades, a Ordem mostra que respeita todo o país”, notou a ministra da Justiça, assinalando que, sendo este “o primeiro grande evento” em que participou desde o início da pandemia, haverá “a esperança de que tenhamos ultrapassado a fase mais difícil desta terrível fase”.
A detentora da pasta da Justiça considerou que o sistema judicial “mostrou estar à altura das exigências” nesta fase pandémica, ilustrando a afirmação com números: no primeiro trimestre de 2021, o número de ações executivas pendentes diminuiu 12,4%. Além disso, o primeiro trimestre de 2021 “é o 26º trimestre consecutivo que, no âmbito da ação executiva, mostra uma taxa de resolução superior a 100%”, frisou a governante. ■
Profissionais de saúde reivindicam melhores condições. Protesto nas Caldas teve lugar na semana passada
Isaque Vicente
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) realizou uma ação de protesto na manhã de 10 de setembro, junto à sede da União de Freguesias de Caldas – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório e à Praça da Fruta, por forma a exigir melhores condições de trabalho.
A iniciativa inseria-se na campanha nacional “Agora somos nós que precisamos de si!”, lançada pela classe para sensibilizar a população para as dificuldades sentidas no exercício da atividade. O sindicato realça que “apesar dos problemas e injustiças por resolver, os enfermeiros têm continuado na linha da frente, no combate à pandemia e concretamente, na vacinação, apesar das elevadas cargas horárias das jornadas de trabalho que atingem as 14-16 horas, como no caso do ACES Oeste Norte”!
Entre as reivindicações está a contratação de mais enfermeiros para suprir as necessidades. A regularização dos vínculos precários, o descongelamento das progressões e respetivos reposicionamentos remuneratórios, a transição dos enfermeiros especialistas e dos enfermeiros gestores são outras das medidas pedidas pelo SEP, assim como a negociação de carreira única para todos os enfermeiros e a atribuição de “relevante” na avaliação do biénio 2019/2020, face às “dificuldades avaliativas e como forma de compensar os enfermeiros, no combate à pandemia”.
Ivo Gomes, responsável do Sindicato pelo distrito do Leiria, disse à Gazeta das Caldas que escolheram “este local emblemático” da cidade porque tem muita passagem de pessoas”. “Apesar da pandemia, temos de ir ao encontro das pessoas”, frisou. No local, os enfermeiros esclareceram as pessoas relativamente à sua luta e procuravam recolher assinaturas para o seu manifesto.
Ivo Gomes disse ainda que “é preciso contruir o novo hospital do Oeste, seja onde for, a localização é secundária”. ■
Tem lugar amanhã, entre as 18h00 e as 20h00, uma ação de storytelling em torno dos flamingos na Lagoa de Óbidos, combinada com uma sessão de Iyengar Yoga, com Patrícia Ventura. Os participantes poderão praticar yoga enquanto ouvem histórias sobre esta ave. João Edgar Ferreira, observador e fotógrafo de aves, fala sobre a evolução da população de flamingos nesta zona. A atividade é gratuita e as inscrições são obrigatórias. O ponto de encontro é o Cais da Rainha (Nadadouro). ■
Termina amanhã, sexta-feira, o curso de verão do IPRI-NOVA, este ano dedicado ao tema “Portugal: Política Externa, Política Europeia e de Defesa em tempos de crise, 2015-2021”. A decorrer em formato webinar, no último dia será abordada a temática da defesa nacional. A sessão de encerramento estará a cargo do presidente da Câmara, Humberto Marques, e do diretor do IPRI, Nuno Severiano Teixeira. ■
O programa preliminar para o novo Museu da Cerâmica foi aprovado por unanimidade na Assembleia Municipal. Tratou-se da última deliberação do atual mandato
Um museu que é espaço expositivo da cerâmica, mas também centro de investigação e formação e centro cultural. É desta forma que é proposto o novo Museu de Cerâmica, pelo grupo de trabalho, coordenado pelo historiador João Bonifácio Serra, e cujo programa preliminar foi apresentado, e aprovado por unanimidade, na Assembleia Municipal das Caldas de 7 de setembro.
O edifício central do novo museu deverá ser implantado nas instalações da antiga Fábrica de Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro e integrará também o Palacete do Visconde de Sacavém, anexos e jardim, bem como espaços que a Visabeira possa dispensar na zona que detém na antiga fábrica de faianças. “É desejável que a este complexo museológico possa somar-se o espaço da antiga Quinta da Boneca, situado em zona de reserva ecológica”, refere a proposta, acrescentando que foi nas suas imediações que Bordalo Pinheiro criou a fábrica, o Parque das Faianças e a sua residência nas Caldas.
Maria da Conceição Pereira, vereadora da Cultura, disse tratar-se de um “projeto ambicioso”, tanto ao nivel da funcionalidade, como da construção, apontando para cerca de cinco mil metros quadrados de intervenção. “É um museu com salas expositivas, com uma área de reserva bastante ambiciosa e que, simultaneamente, pretende-se que seja virado para a contemporaneidade, para a investigação, para a ligação às escolas, universidades, e que esteja em permanente atualização e movimento”, sintetizou a autarca. Maria da Conceição Pereira pediu aos deputados para, com o seu voto, darem sinal da importância que o equipamento tem para as Caldas e também para a região, inclusive para a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura.
A autarquia está a aguardar a transferência das competências na área da Cultura. de modo a começar a trabalhar no processo com vista à criação do “museu nacional”, avançou a autarca.
À definição do programa segue-se a elaboração do procedimento para a realização do concurso para elaboração da obra. “É importante a Assembleia emitir um parecer a propósito da integração das Caldas, com Leiria, na candidatura a Capital Europeia da Cultura, como também para sentirmos o conforto político, consensual, neste caminho para um grande investimento para o concelho”, referiu o presidente da Câmara, Tinta Ferreira.
Os deputados municipais destacaram a importância do projeto e, alguns deles, tornaram pública a dificuldade em conseguir a brochura apresentada com o programa preliminar, tendo em conta o tamanho da letra e o formato em que foi apresentado. Sofia Cardoso (CDS-PP) deixou ainda algumas sugestões, nomeadamente a criação de um estúdio de fotografia para jovens ceramistas e artistas plásticos e de um espaço de co-working. Deixou ainda votos para que o próximo executivo consiga executar o projeto nos próximos anos.
Também o presidente da Assembleia Municipal, Lalanda Ribeiro, destacou a importância desta obra para as Caldas, realçando que com esta deliberação encerraram com “chave de ouro” os trabalhos deste mandato autárquico. ■
Nazaré perdeu a liderança enquanto marca, mas mantém-se como o melhor concelho para visitar no Centro
Caldas da Rainha surge em destaque na edição deste ano do estudo Portugal City Brand, da Bloom Consulting e que mede o desempenho dos municípios enquanto marca. Caldas da Rainha é o concelho do Oeste Norte com melhor classificação e surge como a sétima marca mais forte entre os concelhos da região Centro.
A consultora atribui mesmo às Caldas da Rainha a Marca Estrela entre os 100 municípios do Centro, “o que se deve à subida do seu “score” em todas as dimensões, muito graças a variação de novas empresas e estatísticas ligadas à saúde e ao ensino”, explica Filipe Roquette, diretor-geral da Bloom Consulting Portugal.
Este estudo da Bloom atribuiu uma classificação geral aos concelhos, e também nas rubricas Negócios, Visitar e Viver. Na geral, Caldas subiu dois lugares e só é ultrapassado por Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Torres Vedras e Figueira da Foz. É considerado o sexto melhor concelho para viver, o sétimo melhor para ter negócios e o 12º para visitar. No país, Caldas da Rainha é a 34ª melhor marca entre os municípios, com uma subida de 10 lugares face a 2019 (no ano passado o estudo não foi realizado), mas entra mesmo no top 20 (em 29º) na rubrica Viver, depois de subir 15 lugares.
Em destaque neste estudo surge igualmente a Nazaré, que perdeu dois lugares no ranking do Centro e ocupa o oitavo lugar. No entanto, o concelho nazareno mantém o primeiro lugar entre os concelhos a visitar no Centro. A nível nacional, Nazaré saiu do top 30 enquanto marca, mas mantém-se no top 10, em oitavo, entre as principais marcadas como destino turístico, apesar de ter caído quatro posições.
Quanto aos restantes concelhos da região, Peniche surge em 13º no Centro, tendo subido cinco lugares, e em nono enquanto destino turístico. Alcobaça subiu dois lugares para ser considerada a 17ª melhor marca entre os municípios do Centro. No sentido inverso, Óbidos perdeu cinco lugares no ranking do Centro para ocupar o 21º lugar, e saiu do top 10 enquanto destino, ocupando o 12º lugar. O Bombarral surge em 48º e entra na primeira metade do ranking regional, com uma subida de seis lugares. A subida não foi, contudo, suficiente para entrar na primeira metade a nível nacional.
O Portugal City Brand é um estudo anual e, na sua construção, a Bloom Consulting considera dados estatísticos, procura online e desempenho online. ■
Orlando Silva fundou na Amoreira a Armis Nostrum, uma academia de armas históricas europeias dedicada ao estudo prática e divulgação da esgrima histórica e arco histórico. Presença assídua em eventos de cariz medieval realizados por todo o país, este ano fez parte dos Tempos de Outrora, tendo estado durante o mês de agosto na encosta do Castelo de Óbidos, com uma mostra de armas, simulou combates e permitiu aos curiosos experimentar o arco. No passado dia 3, o animador recebeu da empresa Municipal Óbidos Criativa, duas cotas de armas, com os brasões da vila de Óbidos. Trata-se de uma vestimenta medieval usada pelo chefe-de-armas e pelos cavaleiros de uma determinada família ou casa nobiliárquica, com o respectivo escudo heráldico bordado ao peito, explica a Óbidos Criativa em nota de imprensa.
Orlando Silva recebeu uma cota de armas com o brasão de Óbidos e outra com o brasão heráldico dos Silva, com a imagem do leão em perfil, que foi, este ano, escolhida para identificar os estabelecimentos de Óbidos associados aos Segredos de Óbidos e à celebração dos Tempos de Outrora. As cotas de armas foram executadas pelo projeto Sartor Consustura, igualmente sediado em Óbidos, que se dedica à pesquisa e recuperação de vestuário de época.
Tempos de Outrora é um programa de animação de Verão, lançado pela Óbidos Criativa e o projecto “Segredos de Óbidos”, em substituição do Mercado Medieval. ■
Numa ação conjunta, a CDU das Caldas e Óbidos, alertou para a necessidade de classificação da Lagoa e sua despoluição. As dragagens também são uma preocupação, a nível local
Desde 1993 que foram gastos 1,3 milhões de euros em oito estudos e quatro projetos, aos quais se juntam mais dois estudos, realizados em 1980 e 1992, para tentar resolver os problemas da Lagoa de Óbidos. Ou seja, “em 40 anos temos 10 estudos e quatro projetos, mas a situação da lagoa continua a ser um risco”, denuncia António Barros, candidato da CDU à autarquia caldense. Numa conferência de imprensa conjunta, entre os candidatos comunistas das autarquias das Caldas e de Óbidos, realizada a 11 de setembro, foi criticado o atraso para o início da segunda fase de dragagens, que arrancou há dias, e defendido que a sua salvaguarda carece de um plano sustentado. “As intervenções na lagoa não podem estar atreladas a riscos de perder fundos, mas sim integradas em projetos de longo prazo”, disse António Barros, acrescentando que há outros problemas como a pressão urbanística na área envolvente, a poluição de solos e lençóis de água ou o projeto de deslocação dos bares da Foz para junto do areal.
As críticas comunistas dirigiram-se sobretudo à intervenção das autarquias das Caldas e de Óbidos e aos governos PS e PSD, com o candidato a lembrar que os deputados na Assembleia da República a visitar a lagoa foram os do PCP e Verdes, embora não tendo sido eleitos pelo distrito de Leiria.
Representantes da CDU das Caldas e Óbidos juntos na defesa da Lagoa
José Rui Raposo, representante do candidato de Óbidos e eleito na Assembleia Municipal, salientou que não fosse a luta das populações e que a situação ainda estaria pior. Reclamou a classificação da Lagoa como Paisagem Protegida de âmbito Regional como o instrumento indispensável para salvaguarda do ecossistema e ordenamento daquele território e criticou a falta de vontade dos dois municípios em avançar com o processo.
O dirigente comunista reconhece que a dragagem é necessária, mas preocupa-o o grau de poluição dos inertes, assim como o tratamento dos efluentes que são lançados para as bacias dos rios que drenam para a lagoa.
Sem perigo para o ecossistema
A intervenção que começou a ser feita nos braços da Lagoa, cujos sedimentos são lançados ao mar junto ao Gronho, está a levantar muitas dúvidas quanto ao seu grau de toxidade e, por outro, o seu possível regresso ao corpo da lagoa. Vitor Diniz, da Comissão Civica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente, levou o assunto à Assembleia Municipal de Óbidos, a 13 de setembro, questionando o executivo se tem acompanhado a intervenção e mostrando a preocupação quanto à perigosidade dos dragados. Deixou ainda a disponibilidade da comissão em expor o problema na União Europeia, se as autarquias de Óbidos e das Caldas estiverem dispostas a acompanhá-la.
O presidente da Câmara, Humberto Marques, entende que “não será necessário ir a instâncias europeias”, pois acredita nos técnicos portugueses e garante que também a autarquia estará atenta aos trabalhos. Explicou, ainda, que a APA lhe apresentou um estudo com análises sobre a toxidade dos sedimentos que apontavam que 80% estariam classificados na classe 1 (material limpo) e apenas 20% nas classes 2 e 3, estando a sua maioria localizada no Braço da Barrosa. E recebeu a garantia de que “não há perigo nem para o ecossistema nem para a saúde pública e que a cor negra não é sinónimo da má qualidade”, Já em relação aos sedimentos com maior nível de contaminação, se surgirem, serão depositados em alto mar, numa zona definida pela União Europeia, explicou. ■
O XXV aniversário da fraternização motard policial decorreu entre os dias 9 e 12 de setembro e incluiu visitas culturais e uma missa campal
Cerca de uma centena de motos e 187 motards marcaram presença no XXV aniversário da Fraternização Motard Policial, que teve lugar nas Caldas da Rainha, cidade onde nasceu o primeiro motoclube policial, registado na Conservatória e com estatutos próprios, englobando elementos da PSP, GNR, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Polícia Judiciária. Mais de uma centena dos participantes eram estrangeiros, a sua grande parte espanhóis e também alguns franceses.
Durante os quatro dias de encontro, os participantes visitaram a região, nomeadamente Rio Maior, Óbidos e Nazaré, assim como a própria cidade das Caldas, onde desfrutaram de um passeio de barco no Parque D. Carlos I. Um momento alto desta confraternização ocorreu na manhã de sábado, com a cerimónia de homenagem aos caídos no Santuário do Senhor da Pedra, onde lembraram os colegas já falecidos e destacaram os laços de amizade que vão criando ao longo dos anos. Presente na cerimónia esteve a imagem de S. Rafael Arcanjo, padroeiro dos motociclistas, que o polícia motard caldense, Rogério Coelho, foi buscar a Espanha e que é pertença dos Polícias Moteros Lagoa de Cospeito – Lugo. Esta foi a terceira vez que a imagem do Arcanjo S. Rafael, criada pelo escultor de Ferrol, Rafael Nadales, esteve em Portugal.
Jorge Nunes, da organização, destaca que foi um encontro “cinco estrelas”, com os participantes agradados e também com um bom acolhimento por parte das pessoas da região. “Sentimos que há curiosidade, o ir ao bolso buscar o telemóvel para tirar uma foto quando passamos e também alguma tolerância dos automobilistas, que quando nos vêem em grupo não se importam de nos dar passagem”, referiu o polícia motard à Gazeta das Caldas.
Os motociclistas contaram também com o apoio da Câmara das Caldas que, numa cerimónia que decorreu no Abraço Verde, deixou o convite para que possam voltar e descobrir melhor a região. O vereador Hugo Oliveira destacou o exemplo que estes profissionais dão ao andar de mota, em segurança, e partilhou a possibilidade de criar nas Caldas um espaço que seja de “culto” para os motards.
Este foi “um marco para a comunidade motard sentir a ligação e o respeito que temos para com quem anda de moto e faz disso uma forma de estar”, avançou o autarca.
Também Jorge Nunes destaca que um dos seus objetivos, para além do gosto de andar de moto, é o de mostrar que se pode fazê-lo em segurança e cumprindo todas as regras.
Os encontros irão continuar, embora, para já, não esteja nada agendado. Jorge Nunes destaca que o retorno que têm é muito positivo, que os participantes gostam da região, mas que não pretendem “sobrecarregar o calendário”, prevendo uma próxima iniciativa para 2023.
Durante estes quatro dias os participantes ficaram alojados no Caldas Internacional Hotel, fizeram as suas refeições na região, assim como as suas compras, dinamizando o comércio e trazendo mais vida à cidade, concluiu o responsável. ■
Grupo de trabalho da candidatura ao projeto Living Streets 2020 apresenta propostas à comunidade
A Rua José Malhoa, nas Caldas da Rainha, vai ser “encerrada” no próximo sábado e domingo, numa iniciativa desenhada pelo grupo de trabalho Living Streets 2020 e integrada na Semana Europeia da Mobilidade.
Esta ação pretende valorizar a mobilidade sustentável pelo centro da cidade e terá três momentos distintos, tendo como ponto de partida a Semana Europeia da Mobilidade.
A iniciativa arranca com a apresentação do projeto “Azulejos da Memória”, de Ágata Wiórko, que visa refletir sobre o lugar afetivo da cidade através de uma instalação participativa nas paredes da Rua José Malhoa e também da Rua da Nazaré.
Ainda durante o próximo fim de semana, entre as 10h00 e as 12h00 e as 14h00 e as 17h00, os artistas João Canotilho e Maria João Leite vão pintar o chão da rua com “tintas” naturais, numa iniciativa de promoção de uma “vida mais sustentável e mais saudável”.
Este ciclo de atividade prossegue, nos próximos dias 21 e 22 de setembro, com o regresso das visitas guiadas ao World Press Cartoon no CCC para os alunos das escolas básicas, profissionais e a Universidade Sénior da cidade, pela mão de Mariana Calaça Baptista
Estas atividades surgem no enquadramento da Semana Europeia da Mobilidade, cujo tema deste ano é ‘Mova-se de forma sustentável. Seja saudável’. Foi, de resto, nesse âmbito que a Câmara das Caldas da Rainha convidou o grupo de trabalho da candidatura ao projeto Living Streets 2020, a desenvolver algumas ideias, que serão agora apresentadas à comunidade.
Caixa de sugestões
Entretanto, foi formalizada uma parceria com a Pneu Green, uma empresa que recicla de forma sustentável, mas que também se dedica ao fabrico de soluções em borracha reciclada com o objetivo de incorporar, em produtos de utilidade, o máximo de granulado proveniente do pneu em fim de vida.
Segundo a organização, haverá também uma caixa de sugestões, onde os caldenses podem deixar a sua opinião sobre ideias para o futuro da sustentabilidade urbana da cidade. ■
Utentes do Centro de Saúde desesperam por um médico de família e Assembleia Municipal alerta Governo para a resolução do problema
Dois anos e meio depois da inauguração da 100ª Unidade de Saúde Familiar do país, com pompa e circunstância pelo Governo, o Centro de Saúde do Bombarral está a passar por dias dramáticos, porque não dá resposta integral às necessidades da população. A falta de médicos de família é o grande problema que está a deixar os utentes à beira de um ataque de nervos, pela enorme dificuldade no acesso a uma consulta.
Dos sete médicos de família que cuidavam dos 15 mil utentes, restam apenas dois. Para além da aposentação de clínicos, duas médicas estão de licença de maternidade, um casal de médicos pediu mobilidade para a zona de residência, o mesmo tendo acontecido com um outro médico que também viu aprovada a sua transferência. As saídas não foram colmatadas com a entrada de novos profissionais. O acesso a exames médicos do SNS ou o pedido de uma baixa médica ou de um atestado para a renovação da carta de condução, são agora pedidos que não têm resposta. Os sete enfermeiros e os cinco funcionários administrativos não chegam também para todas as necessidades.
Constatando esta dura realidade, a Assembleia Municipal aprovou uma moção por unanimidade na última sessão do mandato, onde alerta para uma situação que “atingiu um estado crítico na USF do Bombarral”.
“Os utentes que se dirigem à USF através do contato por e-mail ou por telefone, meios estes que foram privilegiados no combate à pandemia, encontram-se sem resposta ou sem atendimento perante tantas situações que apenas carecem de esclarecimento ou indicações. Esta inoperância provoca o deslocamento físico dos utentes, contribuindo para a aglomeração de pessoas, mas motivada pelo desespero de tentativas em vão”, denunciam os autarcas. A grande maioria dos utentes não têm sistemas complementares ou seguros de saúde, sendo o SNS o único meio de assistência médica.
O presidente da Câmara do Bombarral, Ricardo Fernandes, foi mandatado para procurar resolver o problema junto do Ministério da Saúde, mau-agrado as tentativas goradas ao longo dos últimos dois anos. Vai negociar com a Misericórdia do Bombarral para a cedência de um ou dois médicos para consultas.
O autarca lamenta à Gazeta das Caldas o “estado crítico” dos cuidados de saúde no concelho e vai continuar a pressionar a ministra Marta Temido e o secretário de Estado-Adjunto Lacerda Sales, para a colocação de médicos. “É inacreditável como passámos do 80 para o 8, enquanto o diabo esfrega o olho!”. Aguarda a contratação de dois médicos de uma empresa prestadora de serviços, medida encarada como um “penso-rápido” enquanto não forem colocados médicos pelo ACES Oeste Norte e pela ARSLVT. Ambas as instituições foram contactadas, mas não responderam em tempo útil. ■
Francisco de Almeida Grandella vai percorrer a rua com o seu nome e tomar conhecimento com a atual Foz do Arelho, no próximo domingo, às 16h00. Trata-se de uma recriação histórica, dinamizada pelo Movimento Vamos Mudar, para recordar quem deixou um legado à vila ao nível do ensino e turismo. Durante o percurso haverá paragens junto ao Café Central, Escola do 1º ciclo, à entrada da INATEL, terminando no Largo do Coreto. ■
Marco Martins, comandante dos Bombeiros Voluntários de Óbidos, integra a lista de António Nunes à Liga dos Bombeiros Portugueses. O obidense faz parte dos candidatos ao Conselho Executivo. As eleições estão agendadas para 30 de outubro. ■
Jorge Sampaio, que faleceu na semana passada, teve uma forte relação com as Caldas da Rainha ao longo da sua vida. Recordamos algumas das vindas do Presidente da República à cidade termal em quatro reportagens da Gazeta publicadas entre 1997 e 2004
Estamos a 15 de maio de 1997 e, na sessão solene promovida pela autarquia para assinalar a efeméride no Salão Nobre da Câmara das Caldas da Rainha, o ambiente é de grande emoção. “Jorge Sampaio emocionou-se com a menção que o presidente da Câmara fez, da sua meninice, na altura em que António Duarte esculpiu o seu busto”, lê-se na reportagem publicada pela Gazeta das Caldas. “A presença de sua mãe, Fernanda Sampaio, foi também um motivo para que as lágrimas quase aparecessem”, continua o repórter.
A autarquia iniciou, neste ano, a atribuição das medalhas de honra da cidade e o então Presidente da República foi um dos dois primeiros homenageados. O outro foi… o seu tio, António Duarte, e, conta-nos a Gazeta, “o escultor receberia a medalha de honra pelas mãos do seu sobrinho, Jorge Sampaio”.
Desse dia conta ainda o jornal, “António Duarte falaria timidamente a princípio, emocionado com as palavras que dele foram ditas. Chegou mesmo a referir uma notícia que sobre ele foi feita há muitos na Gazeta das Caldas, por altura da primeira exposição que fez na cidade de trabalhos originais. Nessa notícia era dito que a Câmara deveria conceder uma bolsa para António Duarte ir estudar para Lisboa. Ora quem escreveu estas palavras era nem mais nem menos que o Dr. Joaquim Correia, pai do Dr. Fernando Correia, que era na altura Presidente da Câmara. Afinal não foi preciso recorrer à Câmara e António Duarte foi estudar para a capital com a ajuda da família e com o dinheiro dos trabalhos que já vendia. Tantos anos depois a Gazeta continua a acompanhar o percurso de um filho dilecto da cidade”.
Jorge Sampaio explicou que a sua presença nas comemorações do Dia da Cidade “deviam-se, em parte, pelo gosto que tinha em se associar à homenagem a seu tio, António Duarte, não só por ser seu parente, mas também pelo lugar que este ocupa no panorama artístico português”. Antes da sessão solene, “a chegada do Presidente às Caldas juntou algumas centenas de pessoas na Avenida 1º de maio, onde horas antes milhares tinham assistido ao concerto de Luís Represas. Foi com muita pompa que Jorge Sampaio passou revista às tropas da Escola de Sargentos do Exército e de um palanque recebeu as honras militares”. Conta a Gazeta que, “em direção aos Paços do Concelho a primeira figura de Portugal ainda distribuiu alguns beijos e abraços pela população”.
Depois da sessão solene seguiu-se uma visita ao Atelier António Duarte e ao Museu João Fragoso, o depositar da coroa de flores na estátua da Rainha, antes da despedida do Presidente na abertura simbólica do Hospital Termal, “sob uma chuva cada vez mais persistente”.
Os primos nas Caldas
Em julho de 2001 Jorge Sampaio e o seu primo, Filipe Duarte (filho de António Duarte), são as figuras de um artigo sobre a vinda do Presidente da República para conhecer a remodelação do museu do escultor caldense e assinalar a sua reabertura. “O atelier-museu foi percorrido e não faltou a visita à sala destinada aos mais jovens onde várias crianças se encontravam a desenhar e a pintar”, conta a jornalista da Gazeta, que registou que nessa visita “o Presidente da República recordou algumas memórias de infância passada com o seu primo Filipe Duarte”.Contava então que sempre se lembrava do seu primo a desenhar. “Eu nunca consegui desenhar nada e o Filipe dizia-me: mas tu tocas piano… Era verdade, só que ele continua a desenhar e eu deixei de tocar”.
Jorge Sampaio elogiou o Centro de Artes e “confessou que o Atelier-Museu António Duarte é um dos locais onde gosta de estar”, até porque havia visto fazer muitas das peças. Ainda assim, conta-nos a repórter: “Jorge Sampaio indicou uma falta na coleção de obras do seu tio, que é o busto da sua filha”.
Os primos recordaram ainda “as tardes passadas na papelaria-livraria do tio Joaquim da Silva Santos, irmão de António Duarte, que ficava na Praça da Fruta. Para ambos… Joaquim da Silva Santos não tinha um espírito de comerciante muito apurado pois recordam que tinha o hábito de oferecer constantemente os livros da sua loja”.
Homenagem aos militares
Pelo 25 de abril de 2004, trinta anos depois da Revolução dos Cravos, o Presidente da República escolheu as Caldas e, mais especificamente, a Escola de Sargentos do Exército, para “uma homenagem de Portugal, que em seu nome, presto aos militares de Abril e às Forças Armadas Portuguesas”. Foi assim que Jorge Sampaio explicou a sua vinda a esta, nas palavras do próprio, “cidade ilustre” e a este “histórico aquartelamento militar”.
Pode ler-se que Sampaio “descerrou uma placa alusivo ao 25 de abril e assinou o livro de honra da ESE. Cumprimentou ainda alguns militares ligadas ao golpe das Caldas”. Isto antes da visita às instalações da ESE. No final, o Presidente da República visitou a ESAD.
Apoio na abertura do Termal
Cerca de um mês depois, Jorge Sampaio voltou a presidir à cerimónia do Dia da Cidade, marcado pela inauguração do Museu Barata Feyo. A repórter da Gazeta conta-nos que foi o próprio Presidente da República que entregou, nesse ano, a medalha de honra da cidade ao filho do escultor, João Barata Feyo.
O antigo chefe de Estado esteve na homenagem à Rainha e na reabertura do Termal, desta vez não simbólica, mas também não definitiva. Deixou, então, o seu firme apoio ao projeto das termas caldenses. ■
O busto que o tio caldense fez quando Sampaio era miúdo
Jorge Sampaio recordava as Caldas dos tempos da sua meninice, momentos eternizados no busto seu que o tio lhe dedicou em tempos
Foi no ano de 1942, quando Jorge Sampaio deveria ter cerca de 3 anos, que o seu tio, o escultor caldense António Duarte, o retratou num busto que é, hoje, mais uma recordação dos tempos de meninice desta figura nacional.
Da cidade termal o antigo Presidente da República guardava memórias de infância, mas ao longo da vida, como fomos vendo, Jorge Sampaio teve sempre ligação à cidade.
Há relatos de o advogado se ter deslocado ao Tribunal desta localidade, ainda antes de ser presidente da Câmara de Lisboa, ou seja na década de 1980, no decurso da sua atividade profissional como causídico. Em 1985, na inauguração do Museu António Duarte, Jorge Sampaio veio à cerimónia, mas a título pessoal e de forma discreta.
Mais tarde, regressaria às Caldas como Presidente da República, cargo que exerceu durante dez anos, entre 1996 e 2006.
As últimas vindas públicas de Jorge Sampaio às Caldas deram-se já em 2019, em duas iniciativas que tiveram como protagonista João Bonifácio Serra.
Em maio desse ano, na última aula do professor jubilado na ESAD e no início de dezembro, numa ida ao Museu de José Malhoa por ocasião do lançamento do livro “Cidade Imaginária”, da autoria do mesmo.
Na última aula do caldense, que foi assessor e chefe da Casa Civil de Jorge Sampaio, o antigo Presidente da República fez questão de recordar o papel deste na criação da Escola Superior de Artes e Design nas Caldas.
Jorge Sampaio faleceu aos 81 anos de idade no dia 10 de setembro de 2021.
O antigo Presidente da República estava internado desde 27 de agosto, em Lisboa, no Hospital de Santa Cruz, tendo sido transferido do Algarve, após dificuldades respiratórias. A situação clínica tinha-se agravado nos últimos dias antes de partir.
O Governo decretou de imediato três dias de luto nacional e os partidos políticos suspenderam as campanhas eleitorais para as eleições autárquicas para homenagear esta figura.
Nessa mesma sexta-feira, dia 10 de setembro de 2021, data em que Jorge Sampaio partiu, realizou-se nas Caldas da Rainha o Congresso dos Solicitadores e dos Agentes de Excecução.
À margem do evento, o presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, recordou Jorge Sampaio. “Era sobrinho do mestre António Duarte e tinha uma estreita ligação às Caldas”, afirmou o autarca. “É uma perda irreparável”, concluiu Tinta Ferreira.
A ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, veio às Caldas precisamente para a abertura do congresso e fez questão de mencionar o antigo Presidente da República. “Jorge Sampaio foi um humanista”, começou por decrever a governante no seu discurso, acrescentando que “ficamos todos mais pobres, mas ficamos com o seu exemplo, e que ele nos sirva efetivamente”. ■
A Associação de Beneficiários dos Planos de Rega das Baixas de Óbidos desconhece a existência de um processo judicial contra a entidade, tal como chegou a ser aventado nas redes sociais nos últimos dias.
Em comunicado, a associação que “não tem qualquer conhecimento deste assunto”, tal como “todos os restantes membros dos órgãos sociais desta associação”, pelo que pondera agir judicialmente contra quem “atenta ao bom nome da mesma e dos seus membros”.
Salientando tratar-se de um “ato de enorme leviandade e irresponsabilidade”, a associação, liderada por Filipe Daniel, também candidato do PSD à Câmara de Óbidos nas próximas autárquicas, garante que pretende esclarecer todos os sócios na próxima assembleia geral, agendada para o próximo dia 30 de setembro. ■
A Lourambi – Associação para a Defesa do Ambiente do Concelho da Lourinhã acaba de lançar um projeto de monitorização de rios naquele município.
O Guarda-Rios Lourinhã – Projeto de Monitorização Ambiental dos Rios Grande e do Toxofal pretende chegar à população e, desse modo, alertar para os problemas de degradação ambiental dos cursos fluviais, envolvendo a população “na educação e sensibilização ambiental sobre a conservação dos recursos hídricos”.
O Guarda-Rios Lourinhã pretende, assim, monitorizar a qualidade da água e da galeria ripícola de 14 troços (7km) no Rio Grande e Rio do Toxofal e, até ao final de 2022, realizar ações de melhoramento em cada troço: reflorestação, limpeza, retirada de espécies invasoras, entre outras.
Este projeto será realizado por cidadãos, os chamados Guarda-Rios, e será disponibilizado aos participantes um mini curso de monitor de rio, apoiado pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental e pela Águas do Tejo Atlântico, totalmente gratuito.
O grupo que está a organizar este movimento tem, neste momento, abertas inscrições para Guarda-Rios no seguinte endereço: https://forms.gle/7LRNTYLBoP7UC9zC7.
A Lourambi foi criada em 1992 e tem vindo a encetar várias parcerias com entidades locais, regionais e nacionais, com o intuito de intervir em áreas como os recursos costeiros, o Rio Grande, o Planalto das Cesaredas e a Horta da Vila. A associação privilegia a participação dos cidadãos nas atividades. ■
O Intermarché da Benedita entregou um cheque no montante de 3.380€ à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Benedita, em resultado da campanha efetuada no mês de agosto, que pressupõe a doação aos bombeiros de 0,01€ por cada litro abastecido no posto de combustíveis. ■
A lourinhanense Marli Lopo Vitorino apresenta, no próximo sábado (16h00), no Auditório Municipal dos Paços do Concelho de Torres Vedras, o livro “O outro lado da pandemia”. A obra conta a experiência nos nos Cuidados Intensivos do Hospital de Santa Maria durante a pandemia. ■
Uma jovem de 18 anos foi identificada na sequência de um furto a um estabelecimento ocorrido no passado sábado no concelho de Alcobaça, tendo sido recuperado pela GNR de São Martinho do Porto a quantia de 11.330 euros.
As diligências iniciadas após denuncia do furto a um estabelecimento comercial permitiram identificar a suspeita, tendo a verba sido recuperada no seguimento de uma busca domiciliária e entregue ao proprietário.
Além da quantia em dinheiro, foram apreendidos dois telemóveis, um secador de cabelo e um alisador de cabelo, assim como peças de vestuário e bijuteria, no valor aproximado de 500 euros e que terão sido adquiridos com verba resultante do furto.
A suspeita, com antecedentes criminais por furto, foi constituída arguida, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Alcobaça.
A Pera Rocha do Oeste e a Maçã de Alcobaça vão estar em destaque na primeira série de animação portuguesa inspirada no projeto escolar “Heróis da Fruta” criado pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI).
Esta iniciativa vai juntar, pela primeira vez, mais de duas dezenas de fruticultores, associações de produtores e várias autarquias locais em torno da promoção do consumo de frutas e legumes de origem nacional.
Os atores Jessica Athayde e Diogo Amaral vão dar voz aos personagens Sushi e Yoga, os protagonistas da primeira temporada desta série que conta com 26 episódios. Em cada um deles, estes “super-heróis” vão andar às voltas pelo país para descobrir novos “superalimentos” de cultivo nacional e prová-los para ganharem “superpoderes”, dando o seu exemplo positivo às crianças.
Um dos episódios será exclusivamente dedicado à Pera Rocha do Oeste e outro à Maçã de Alcobaça.
A estreia da série, lançada no ano em que se assinala o Ano Internacional das Frutas e Legumes e no qual o projeto “Heróis da Fruta” atinge o 10º aniversário, está marcada para outubro.
A AIHO – Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste vai realizar a 22 de setembro um dia de campo no âmbito do Grupo Operacional TomatInov.
A iniciativa tem início pelas 9h30 na empresa Carmo & Silvério, em A-dos-Cunhados, seguindo-se visitas às estufas da HortoMaria, na mesma localidade, e da Olhorta, na Silveira. Durante estas visitas serão apresentados trabalhos desenvolvidos pelo Grupo Operacional, bem como os resultados preliminares deste projeto de inovação na produção do tomate de estufa.
A iniciativa conclui com um almoço convívio em local ainda por designar.
A participação neste dia de campo está sujeita a inscrição pelos contactos 912410707, 914463109 e geral@aiho.pt
Um acidente que envolveu um automóvel ligeiro e uma bicicleta fez uma vítima mortal e um ferido ligeiro na manhã desta segunda-feira, na estrada entre o Casal Vau (Campo) e Tornada.
O alerta foi dado às 8h59, segundo o comandante dos bombeiros das Caldas da Rainha, Nelson Cruz, que adiantou que, quando as equipas de socorro chegaram ao local, já encontraram o ciclista, um homem de 59 anos, sem sinais vitais. O óbito foi confirmado no local pela equipa médica da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
A condutora do ligeiro de passageiros, uma mulher de 24 anos, sofreu ferimentos ligeiros.
As operações envolveram 10 bombeiros apoiados por três viaturas – duas ambulâncias e uma viatura de desencarceramento -, a VMER do hospital das Caldas da Rainha e a GNR.
A Leiribéria apresenta, nos dias 18 e 19 de setembro, nas Caldas da Rainha, Leiria e Coimbra, dois novos modelos da SEAT, o Ibiza e Arona.
Estes modelos da marca espanhola surgem em 2021 com um restyling, completamente renovados, exterior modernizado e interior redesenhado e na versão mais conectada de sempre.
A apresentação do Novo Ibiza e do Novo Arona realiza-se em formato “on road” através de um geocaching. Neste geocaching, os participantes terão a oportunidade de percorrer as cidades de Leiria, Caldas da Rainha e Coimbra ao volante dos novos modelos, Ibiza ou Arona, fazendo paragens em alguns sítios emblemáticos.
As inscrições devem ser feitas até ao dia 17 de setembro através do link https://leiriberia.com/geocaching-adventure/.
No primeiro semestre deste ano foram realizadas 47 intervenções em ninhos de vespa asiática. A situação no concelho está controlada, refere o coordenador municipal da Proteção Civil, Gui Caldas.
A vespa velutina nigrithorax, mais conhecida por vespa asiática, é uma espécie invasora que representa uma ameaça tanto para as abelhas, como para os humanos. Originária da Ásia não se sabe ao certo quando chegou a Portugal, mas o primeiro avistamento de um ninho deu-se em 2011, em Viana do Castelo, e desde então, tem vindo a deslocar-se para sul, havendo já registo da sua disseminação por todo o país.
Nas Caldas há três anos que se registam ninhos de vespa asiática, cujo controlo tem vindo a ser garantido pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, com recurso a uma empresa especializada contratada para o efeito. Este ano, durante o primeiro semestre foram realizadas 47 intervenções, refere o relatório apresentado em reunião de Câmara. Entretanto, nos meses de julho e agosto, já foram realizadas mais 12 intervenções de desativação dos ninhos, explica coordenador municipal da Proteção Civil, Gui Caldas.
Estes insectos têm a sua atividade máxima durante o verão, quando atacam em massa as colmeias. De modo a minimizar esta situação, no ano passado, foram distribuídas cerca de 100 armadilhas pelos apicultores e colocadas outras 50 em locais estratégicos na cidade e concelho. Estas consistem em garrafas de 1,5 litros, compostas por vinho branco, cerveja e veneno, que atraem as vespas, e que foram instaladas no início da primavera, altura em que saem do período de hibernação e que a rainha se prepara para formar colmeia. A medida foi precedida de uma ação de sensibilização sobre a colocação de armadilhas e identificação das vespas velutinas.
O apicultor Marco Anjos e o coordenador municpal da Proteção Civil, Gui Caldas
Duplicar armadilhas
Para o próximo ano o objetivo passa por duplicar o número de armadilhas, com o objetivo de “reduzir, ao mínimo, a praga da vespa asiática”, salientou Gui Caldas, acrescentando que grande parte delas serão entregues aos apicultores, de modo a poderem preservar os seus apiários. O responsável pela proteção civil caldense explica que trabalham em articulação com estes profissionais (que no concelho são mais de 30) e que os resultados já são visíveis. Marco Anjos, apicultor e responsável por fazer a ponte com a Proteção Civil Municipal, teve, este ano, uma redução de prejuízos na ordem dos 75%, ou seja, enquanto que no ano passado viu destruídas oito colmeias, este ano apenas foram atacadas duas, num apiário que possui na Foz do Arelho.
“Antes de me entregarem as armadilhas não sabia o que devia de fazer para combater esta praga”, conta o apicultor, que apercebeu-se do ataque das vespas às suas colmeias há cerca de três anos. Marco Anjos começou por “estranhar” ver as vespas a rondar à frente das colmeias e, mais tarde, começaram a atacar, tendo o prejuízo maior ocorrido o ano passado, tanto pela morte das abelhas, como pelo fato de muitas das outras não sairem da colmeia por se sentirem ameaçadas. “É o inimigo número um das abelhas”, garante o apicultor, que possui quatro apiários no concelho.
De modo a ajudar também a repovoar as colmeias dizimadas, a Protecção Civil Municipal tem uma plataforma de entendimento com os apicultores e, quando aparecem abelhas de mel na cidade, são contactados para colocar uma armadilha de modo a capturarem o enxame e levarem-no para os seus apiários. ■