Câmara de Alcobaça espera abrir ALEB em 2022

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Paulo Inácio convidou familiares de Gonçalves Sapinho para a cerimónia

Calçado, cutelaria e pedra com discriminação positiva na aquisição de lotes de terreno

Resultado de um investimento de 7,4 milhões de euros, a Zona Empresarial Responsável da Benedita, mais conhecida por ALEB, deve estar pronta para receber as primeiras empresas no final do próximo ano. No lançamento da primeira pedra da obra, na passada terça-feira, o presidente da câmara de Alcobaça revelou que as empresas dos setores do calçado, pedra e cutelaria terão discriminação positiva na aquisição de lotes.
“Tivemos de ultrapassar muitas vicissitudes, mas hoje é um dia histórico”, considerou Paulo Inácio, que fala de uma “grande procura” de interessados na compra de lotes. “Todas as semanas recebemos manifestações de vontade de empresas que querem instalar-se na ALEB”, explicou o autarca, que, além da discriminação positiva aos setores tradicionais da Benedita, também defende que a deslocalização de empresas do centro histórico da vila para a zona industrial tenha “condições preferenciais”.
O chefe do executivo municipal assinalou, por outro lado, que formulou um convite ao Politécnico de Leiria para instalar na Benedita um centro de competências para o setor da pedra, o que “terá de ser concretizado em parceria com Batalha e Porto de Mós”.
No lançamento da primeira pedra marcaram presença a mulher e um dos filhos de José Gonçalves Sapinho, o presidente da câmara de Alcobaça que adquiriu o terreno da Quinta da Serra. “Foi ele que teve essa visão de algo que é decisivo para o futuro da Benedita”, frisou Paulo Inácio, deixando uma “palavra de reconhecimento de um homem que via muito à frente”.
José Vinagre, vereador no executivo municipal no mandato 2001-2005, não escondeu a emoção, frisando que a ALEB é “uma homenagem ao povo e aos empresários da Benedita.”
Na 1ª fase do projeto, a ALEB disponibiliza 76 lotes de terreno. Quanto 75% dos lotes forem vendidos, a autarquia pode avançar para a 2ª fase. Globalmente, o projeto, financiado pela União Europeia, supera os 10 milhões de euros.

Manifestação
Entretanto, a Terra Mágica das Lendas aproveitou a cerimónia para fazer uma manifestação pacífica, solicitando à autarquia a preservação do legado histórico da Quinta da Serra. “Não estamos contra a zona industrial, mas queremos preservar o que é nosso”, declarou Lúcia Serralheiro. Paulo Inácio explicou que os trabalhos de construção estão a ser acompanhados por uma empresa de arqueologia e que o projeto “foi aprovado pela DGPC”. ■