25 de Abril sempre

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Comemoramos esta semana o 48º aniversário da Revolução de Abril, simultaneamente com o facto de termos ultrapassado em tempo de Democracia o período que vivemos em ditadura, bem como de estarmos a viver o pesadelo da guerra na Europa, mais concretamente na Ucrânia. Como a Gazeta das Caldas foi fundada em 1 de outubro de 1925 ainda viveu sem o regime da Censura cerca de 8 meses, apesar de depois ter somado a partir de maio de 1926 até hoje 2.732 edições com censura e 2.700 edições sem censura, diferença face ao facto de, durante um período grande no “Estado Novo”, o jornal ter sido bissemanário.
Esta edição que dedicamos pela 48ª vez ao 25 de Abril, demonstra a perenidade do regime que nasceu então, bem como a dinâmica e a resiliência do próprio jornal, que apesar das grandes transformações que ocorreram nos media, em que muitos ficaram pelo caminho por razões económicas e organizacionais, conseguiu manter a chama acesa até hoje com força revigorada.
Tal como a 3ª República iniciada em Abril de 1974 se prepara para o seu cinquentenário, também a Gazeta comemorará em 2025 o seu centenário e a Cooperativa Editorial Caldense o seu cinquentenário. As datas, significativas e simples, servem para afirmar desígnios de futuro e relembrar o que a história deixou para trás e aqueles que fizeram este caminho, muitas vezes com denodo e sacrifício.
“25 de Abril Sempre” será talvez a fórmula mais expressiva do que aconteceu nesse momento que marcou a história de Portugal como um dos momentos cruciais do Século XX, e mesmo da História de Portugal desde o Séc. XII.
Gazeta das Caldas deste meio século identifica-se totalmente com o sistema democrático que aí emergiu, permitindo trazer ao jornal o projeto regionalista que lhe deu origem em 1925. ■