Dia M

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Há um dia no ano dedicado à Mulher. Na redação costumamos refletir se continua a fazer sentido elaborar-se uma edição especial ou se, nos tempos que correm, já não se verifica essa necessidade. Mas os factos estão à vista de todos: a igualdade de género e de oportunidades tarda em cumprir-se, com as mulheres a receberem rendimentos médios mais baixos e terem uma maior prevalência de trabalho precário, mas também a serem as principais vítimas de violência…
Por tudo isso sim, entendemos que continua a fazer sentido editar um número da Gazeta que valoriza o trabalho desenvolvido por mulheres, nas suas mais diversas áreas. E começamos pela primeira página. A “capa” é da autoria da designer caldense Andreia Querido/Minidesigners, que presta uma homenagem a todas as mulheres, com uma ilustração que pretende dar voz a todos os pormenores que as identificam enquanto força e, também, enquanto seres que habitam e atribuem vivacidade ao mundo. “Juntas celebramos o Dia Internacional da Mulher para que possamos relembrar de todas as nossas qualidades e proveniências, assim como de todas as nossas conquistas quanto à equidade de género nos distintos aspetos da nossa sociedade e do nosso mundo”, diz-nos a autora.
As secções do jornal abrem no feminino, com histórias singulares, que são boas notícias. E, porque a competência deve ser o critério de seleção no trabalho, partilhamos testemunhos de mulheres que se distinguem em profissões onde os homens estão em claro predomínio. Os bons exemplos são muitos e pela nossa parte, continuarão a ser destacados honrando as conquistas que foram sendo feitas e para que a história da desigualdade fique onde deve estar, no passado. ■