Editorial: As permanências locais

0
285

José Luiz de Almeida Silva

Quem percorrer as edições da Gazeta das Caldas desde a sua criação, há quase 98 anos, vai encontrar as mesmas permanências de muitos dos problemas que ainda hoje nos afetam.
Esquisito que muitos deles continuem com a mesma importância e, quase um século depois, não encontraram no génio das gentes nem no saber das novas épocas, solução adequada.
Podemos pensar nas Termas, razão da origem local, nas acessibilidades especialmente na ferroviária (cuja eletrificação imediata se anunciava já há meio século) mas também na rodoviária (que melhorou com custo para a anterior), na Lagoa cujo assoreamento se repetia periodicamente, na Praça da Fruta em que a construção do mercado fechado era periodicamente falada (em que há várias décadas foi lançado um movimento nacional encabeçado pelo caldense Luís Teixeira contra, apoiado pelas gentes cultas da época a nível nacional), a melhor ou pior animação turística da cidade e da região, o urbanismo, a eletrificação e abastecimento de água do concelho, o asseio urbano, etc., etc.
São temas que preocuparam as gentes locais em cada momento e que nunca houve o engenho nem a força para as resolver atempadamente, mesmo que conseguidas algumas delas anos depois, faltariam outras para se concretizarem e darem o relativo sossego aos caldenses. Muitas já nos cansam de ouvir falar e desesperam por tanta inabilidade e esquecimento. Conheceremos mesmos os objetivos estratégicos consensuais para Caldas da Rainha num horizonte de 2040 (uma geração)? ■