Editorial: Não podemos voltar a falhar

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Desde o início da passada semana que decorre em Glasgow, a Cimeira do Clima da ONU sobre as Alterações Climáticas Climáticas (COP26), que reúne responsáveis da maioria dos países do mundo, bem como muitos ativistas em protesto vindos também de muitas partes do mundo. O secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou que “falhar é uma sentença de morte” e que “este é o momento da verdade”, sendo imperativo que os países estimulem apostas estratégicas numa economia resiliente e de zero emissões de CO2.
É com uma certa nostalgia que nos recordamos que vão passados 46 anos, quando na edição da Gazeta das Caldas de 24 de novembro de 1975, alertávamos vez os leitores para os problemas ambientais e da poluição, quando se anunciava para Ferrel o anúncio da construção da primeira central nuclear com 8 reatores atómicos, que veio a ficar pelo caminho. Nessa primeira vez, juntamente com o alerta para os efeitos nefastos no meio ambiente, na fauna marinha e nas populações desse aproveitamento energético tão perigoso, que anos depois se veio a comprovar sucessivamente, em Three Miles Islands (EUA), Tchernobyl e, mais recente, em Fukushima (Japão), iniciávamos também a senda da defesa mais genuína da natureza. Passado quase meio século, a discussão ambiental, transformada pela ameaça das alterações climáticas, cujos resultados se verificam todos os dias nas nossas vidas, comprova a pertinência e capacidade antecipativa que tivemos, ao ter uma visão concreta e assertiva de mundo que construíamos. Poucos jornais como a Gazeta das Caldas, em Portugal e no mundo, tiveram esta inteligência criativa e esta perceção do que é hoje o problema central do mundo, pois como dizia Guterres em Glasgow “falhar é uma sentença de morte” pois a humanidade irresponsavelmente está “cavando a sua própria sepultura”. ■