Resiliência e Pânico…

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José Luiz de Almeida e Silva | DR

Em tempos anormais, como aqueles que vivemos, atitudes e afirmações insensatas, podem levar a perder o que se conseguiu até aqui no controle da pandemia, que desde março nos tem marcados os dias.
Se a resiliência e a pro-atividade têm sido fundamentais para antecipar males maiores e evitar a contaminação generalizada da população, caso se desvalorizem ou omitam os cuidados básicos para impedir o alastramento dos contágios, outras atitudes a que assistimos simultaneamente, poderão ter efeitos nefastos e contrários.
Escutar nos órgãos de informação de massa, como as televisões ou as rádios, que o número de contágios e de internamentos não param de subir em Portugal (bem como em muitos outros países, nomeadamente na Europa), juntamente com as afirmações alarmistas de dirigentes de organizações sindicais e da própria Ordem dos Médicos, que a situação está descontrolada e que os seus associados vão enfrentar esta pandemia mas sem assumir as suas responsabilidades, parece-nos inacreditável.
Grande insensibilidade dos próprios meios de comunicação quando misturam mensagens, algumas das quais parecem apenas ter como objectivo conseguir ganhos salariais ou de contratação, o que, nos tempos que vivemos, apenas geram pânico entre a população.
Esperemos que o bom-senso se imponha e se minimizem mais estes riscos.