Prioridade, mas pouco

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Joaquim Paulo

O tema surge invariavelmente nos programas eleitorais em eleições legislativas ou autárquicas e está no topo das prioridades de todos os candidatos. Mas a verdade é que os anos passam, os prazos derrapam, os custos aumentam, as oportunidades desaparecem e a Linha do Oeste continua votada ao quase esquecimento.
Como sempre acontece, nesta pré-campanha eleitoral para as legislativas do próximo dia 30 de janeiro há unanimidade entre os partidos, que, recorrendo aos clichés do costume, indicam a modernização e eletrificação da linha como essencial para resolver problemas de mobilidade e competitividade da região. E, claro está, garantem total empenho na resolução do problema.
Contudo, bastará recordar as promessas que têm sido feitas nas últimas campanhas legislativas para que se perceba que a ferrovia está muito longe de ser uma prioridade. Os factos demonstram-no à saciedade e o projeto de modernização da Linha do Oeste, feita por (demasiadas) etapas, tarda em entrar nos carris, para prejuízo da região e do País.
Por muito que os partidos digam o contrário, a Linha do Oeste continua a ser um verdadeiro joguete, à mercê da disponibilização de fundos estruturais que permitam efetuar obras, mesmo que algumas pouco ou nada de substancial venham a resolver, e da capacidade dos sucessivos Governos de lançar concursos ou adquirir material circulante. O que equivale a dizer que estamos perante uma prioridade que pouco tem de prioritário. Certamente porque outros interesses se levantam. ■