Este ano a festa de Verão do PCP não contou com o tradicional almoço

A festa de Verão do PCP na Foz do Arelho manteve-se este ano, mas foi adaptada devido à pandemia. No passado domingo não houve o tradicional almoço, mas não faltou a música e o comício com o secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa.
Em vez das quatro centenas de pessoas que estiveram presentes na última edição, este ano a lotação estava limitada a um máximo de 130 pessoas. Logo à entrada um camarada recebe-nos com um frasco de álcool-gel e não deixa passar ninguém sem desinfectar as mãos e sem usar máscara (até existe uma caixa de máscaras, para algum esquecido).
As mesas, em vez de serem corridas, eram redondas e mais pequenas, com uma indicação da lotação máxima de duas pessoas (três se fossem do mesmo agregado familiar) e com as bandeiras vermelhas do PCP. As casas de banho e as mesas eram constantemente desinfectadas, assim como os microfones durante o comício.
Durante a tarde, entre conversas sobre a actualidade e cumprimentos com os cotovelols, cantaram-se as músicas de intervenção.
Vítor Fernandes lembrou a criação deste evento, que começou com o mercado-festa que se realizava na Mata Rainha D. Leonor e que, em contexto de reforma agrária, foi criado para as cooperativas agrícolas venderem os seus produtos. Também aí havia a parte musical e a intervenção política. Já há cerca de uma década mudou-se a festa para um terreno que uma camarada doou ao partido e que fica em frente à Lagoa de Óbidos. O mesmo lembrou que, quando o evento era na Mata, apareciam pessoas que não estavam ligadas ao partido, mas que todos os anos ajudavam na organização e a carregar o material da sede do partido para a Mata.
José Carlos Faria salientou que a combinação de este espírito de festa e de convívio com a dimensão política do comício é “muito interessante e produtiva”.