A semana do Zé Povinho

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Zé Povinho gosta de acompanhar a carreira dos jovens artistas e também dos desportistas da região e esta semana não pode deixar de destacar o ciclista João Almeida, que conseguiu mais um brilhante resultado internacional em Itália e está a fazer um ano de estreia no circuito mundial de grande nível. Não sabemos ainda se estamos perante um novo Joaquim Agostinho, mas já não parecem restar dúvidas de que este caldense é uma das grandes esperanças do ciclismo nacional e, claro está, internacional.
O que mais impressiona no corredor dos belgas da Deceuninck-Quick-Step, uma das mais reputadas equipas do pelotão do Velho Continente, é a regularidade com que tem presenteado os adeptos esta temporada, andando sempre nos lugares da frente e somando subidas ao pódio em algumas das clássicas mais importantes da modalidade. Ou seja, a capacidade evidenciada pelo ciclista não é resultado de um brilharete isolado, como aconteceu com outros ciclistas portugueses ao longo das últimas décadas, mas, ao invés, a confirmação de um talento que deve orgulhar Caldas da Rainha e todo o Oeste.
A tradição do ciclismo na região é muito antiga e Zé Povinho ainda hoje vibra com a passagem dos atletas na Volta a Portugal, que este ano chegou a estar em risco, mas que, afinal, vai mesmo acontecer e até terá uma etapa a começar nas Caldas. Costuma dizer-se que o ciclismo é o desporto do povo. Por isso, não restam dúvidas que João Almeida, antigo campeão nacional de estrada e de contra-relógio júnior e sub-23, será um ídolo do desporto caldense.

A listagem com as vagas, e financiamento, que o Ministério da Educação atribuiu este ano lectivo para o ensino articulado da dança e música está a ser tudo menos pacífica. São poucas as verbas e, além disso, o processo da sua atribuição foi pouco transparente acusam os responsáveis pelos estabelecimentos de ensino artístico que vêem o número de alunos decrescer em catadupa. Zé Povinho não conhece as razões da tutela para esta decisão, mas tem dificuldades em compreender como, depois de um caminho que se tem feito para captar jovens para o ensino artístico, se deita tudo a perder. É que, de acordo com as escolas da região, as inscrições já estavam feitas, e em grande número, ficando agora, muito provavelmente, aquelas crianças sem colocação nestas áreas artísticas.
Outra das coisas que é difícil de perceber é a altura em que são publicadas as listas, a uma semana do início das aulas, sem margem de manobra para pais, crianças e professores, que assim ficam de pés e mãos atados.
O Ministério já veio dizer que irá fazer um concurso adicional, mas essa solução tardia não convence as escolas de ensino artístico que, escaldadas, querem ver para crer se, realmente, vão poder continuar a ensinar a quantidade de alunos que efectivamente quer aprender música e dança. Além disso, já assumiram compromissos com alunos e professores…
Por tudo isto, que não é pouco, Zé Povinho tapa o nariz a esta inexplicável e inexplicada decisão dos cortes nas vagas e financiamento no ensino articulado.