Capela do Campo foi requalificada em obra avaliada em 90 mil euros

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A benção da requalificada Capela do Campo pelo bispo auxiliar de Lisboa | DR

A capela do Campo foi requalificada e ampliada, num investimento a rondar os 90 mil euros suportado pela comunidade e poder local. As missas regressam àquele templo já este sábado, às 18h15

Na tarde de 11 de Outubro, a requalificação da capela do Campo foi inaugurada. A obra, que durou cerca de um ano, incluiu o alargamento do templo, a construção de um novo teto e de um novo telhado, entre vários outros trabalhos de renovação e manutenção. “O que mantivemos foi a estrutura do altar-mor”, revelou Ana Manique, da Comissão de Angariação de Fundos. A requalificação permite o regresso das missas à capela já no sábado a partir das 18h15.
A partir do momento em que se iniciaram as obras e até ao início da pandemia, as missas realizavam-se numa sala lateral que é usada como morgue, mas que foi adaptada. Já durante o confinamento continuaram a haver missas no Campo, mas no salão da associação. O investimento necessário para estas obras foi suportado pela própria comunidade, que durante três anos angariou fundos através de noites de fados, almoços-convívio, festivais de sopas e excursões, entre outros. A União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto contribuiu com cerca de 2 mil euros e a Câmara das Caldas com 25% dos custos (um valor a superior a 20 mil euros). A cerimónia foi antecedida por uma missa com a bênção da capela, com cerca de 25 pessoas no interior e algumas dezenas no exterior, com distanciamento, onde assistiam através de um grande ecrã. O bispo auxiliar de Lisboa, D. Daniel Batalha Henriques, presidiu à missa e deixou um apelo para que, apesar dos tempos conturbados que se vivem, as pessoas não deixem de ir à igreja, com, todos os cuidados. O pároco da freguesia, Samuel Pulickal, lembrou que “há muito tempo que o Campo não recebia a visita de um bispo, mas as gerações mais velhas ainda o recordam”. O padre agradeceu a todos os que contribuíram para que a obra fosse possível. Já Tinta Ferreira, presidente da Câmara das Caldas, reconheceu que a capela precisava de uma ampliação e salientou a importância da Igreja para a harmonia e equilíbrio da comunidade.