«Arte Portuguesa – História essencial» de Paulo Pereira

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notícias das Caldas

notícias das CaldasEste volume compacto de 872 páginas tem como antepassado o livro «2000 anos de Arte em Portugal» publicado em 2000 pelo mesmo autor. Onze anos depois, todo o texto foi reescrito. O autor procura alcançar uma síntese, rejeitando o simplismo e, ao mesmo tempo, a excessiva erudição.
O ponto de partida é a Gruta do Escoural: «A primeira descoberta de arte paleolítica foi feita em 1963, na Herdade da Sala (Montemor-o-Novo), em pleno Alentejo. O tiro de uma pedreira revelou uma gruta que os operários exploraram, surpreendendo um cenário reverencial de ossadas e restos cerâmicos».
O ponto de chegada são os anos 80 e alguns dos artistas da época: «Joaquim Bravo, Álvaro Lapa, Ângelo de Sousa, João Cutileiro, Rui Sanches, José Pedro Croft, Gérard Castello-Lopes, Paulo Nozolino, Eduardo Batarda, Pedro Calapez, Pedro Casqueiro, Rui Chafes, Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento, Jorge Molder, João Penalva, Paula Rego e Joana Vasconcelos».
Ao todo são centenas de ilustrações em 16 capítulos na busca da síntese, actualizando conhecimentos essenciais, incontornáveis e fundamentais. O mesmo é dizer – um manual de consulta imediata. Vejamos um exemplo: «O corpo pobre e despojado (o exterior) contrasta com a alma preenchida dos dons de Deus, rica e feérica (o interior). Nossa Senhora dos Cardais é um caso extremo, oferecendo por fora fachadas chãs e indistintas para depois se abrir num coro celestial de cor e celebração».
(Editora: Temas e Debates/Círculo de Leitores, Revisão: João Pedro Tapada)