Crónicas de Bem Fazer e de Mal Dizer – LXXV

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Em 1997, o Arquivo Nacional de Fotografia deu à estampa um valioso catálogo intitulado “Jorge Almeida Lima Fotografo Amador”, em resultado de uma exposição realizada no Museu do Chiado, em Lisboa.

Mas quem era este Jorge Lima [1853-1934] que percorreu o país fotografando usos, costumes e tipos populares? Considerado como o “grande fotógrafo amador” numa época de desenvolvimento da fotografia, colaborou com varias publicações, deixando-nos em herança registos que são autênticos quadros de um país em constante mutação.
Homem tímido, reservado, de cariz romântico, relacionou-se com o Visconde de Sacavém, o que certamente justifica o vasto número de fotografias que têm motivos caldenses.
Vale a pena folhear com um certo cuidado este livro e reconhecer vários quadros das Caldas da Rainha alguns deles com mais de cento e dez anos. Existem fotografias que são das Caldas mas não estão classificadas como tal, assim como outras são das Caldas e estão erradamente identificadas ou sem qualquer referência.
São-nos apresentadas as seguintes vistas caldenses:
– Capela de Salir de Matos / Chafariz das Cinco Bicas / Rua Nova / Avenal de Verão / Avenal de Inverno / Pinheiro do Porto / Pinheiros da Vila das Gaeiras / Rua do Andrade / Rua do Andrade (cão) / Rua do Andrade (homem à direita) / Caldas da Rainha, sem identificação / Lavadeiras / Mercado de Santa Susana no mês de Agosto / Feira de Gado nas Caldas da Rainha / Mendiga Cega Toca Viola / Velhinha cem anos / Monteiro Velho / Bia / Bailarina Espanhola, Cabeça / Tourada / Salto Hípico (cavalo de cabeça levantada) / Salto Hípico / Mercado Caldas / caldas da Rainha, Praça / Caldas (empregada).
Quanto às fotografias dos nus, femininos e masculinos, temos pena, mas não reconhecemos ninguém…

 

Gazeta das Caldas
| D.R.