Editorial – Valorizar as instituições

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Prestes a completar um século, a Gazeta das Caldas procura manter-se fiel aos princípios e valores que sempre regeram a atuação enquanto agente de desenvolvimento local e regional, mas não pode demitir-se de continuar a projetar e planear um futuro que tem tanto de improvável como de desafiante.
Ciente da necessidade de prestar um serviço público às comunidades do chamado Oeste Norte, a Gazeta pretende reforçar a cobertura noticiosa destes concelhos e, nesse sentido, publica hoje um suplemento sobre o Cadaval. Um vizinho que está tão perto e tão longe, dado que, apesar da curta distância geográfica, pertence ao distrito de Lisboa.
Depois do Cadaval, prosseguiremos este caminho de servir comunidades que não dispõem de órgãos de comunicação social e que denotam grande identificação e proximidade com as Caldas. É também assim que se fortalece uma região, passando além das fronteiras geográficas.
Instituições como a Gazeta das Caldas têm uma responsabilidade acrescida nestes tempos de mudança, em que os desafios se aproximam a um ritmo alucinante, mas em que é fundamental não vacilar perante o essencial.
Bom seria que todos aqueles que estão (ou querem estar) ligados a entidades com este peso na cidade e na região fossem também capazes de fazer este exercício de projetar o futuro, planear, dialogar e encontrar consensos. Infelizmente, parece que há coisas que não mudam: nesta época de constante transformação, continua a ser mais fácil destruir do que construir. É pena que assim seja, porque o fundamental seria, agora, como sempre, valorizar as instituições. ■