Elas aí estão, as autárquicas

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Jorge Sobral
militante do PS/Caldas da Rainha

Para quem estava à espera mais do mesmo, ficou surpreendido com uma candidatura independente, protagonizada, por um dos autarcas mais prestigiados no concelho e na região.
Falo de Vítor Marques, presidente da União de Freguesias Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório. É uma candidatura independente inesperada, pois esperava-se a sua participação nas listas do PSD. Embora não militante deste partido, vem garantindo há dois mandatos vitoria folgada.
As novidades acabaram por vir de quem menos se esperava. O capital político acumulado nestes dois últimos mandatos, faz desta candidatura independente uma preocupação maior e uma alteração no xadrez político caldense.
Resolvida a questão das candidaturas independentes, com nova legislação aprovada pela a Assembleia da República, estas candidaturas somam desde já uma pequena grande vitória. No entanto, no que se relaciona com o nosso distrito, as direções partidárias vão organizando reuniões on-line, nuns casos para abrir a discussão sobre os candidatos às Camaras, outros com o candidato já escolhido pelas suas direções, na procura das melhores estratégias, dos melhores programas a serem presentes ao eleitorado.
Nas Caldas da Rainha, há mais de um ano que está indicado o nome do candidato do PS, para a lista da dita camara. Repete alias o do mandato anterior.
Também não se esperava novidades por parte do PSD. Havendo ainda a possibilidade do atual presidente fazer mais um mandato este viu o seu nome aprovado pela estrutura concelhia do PSD.
Sabendo da existência de uma sede do Partido Chega, e do conhecimento que existe pelos jornais que este partido quer concorrer a todos os concelhos no Pais, Caldas da Rainha não irá ser exceção.
Com o aparecimento de mais uma candidatura da Direita, que papel vai ter o CDS. Nesta altura apresenta o seu candidato à camara, caldense conhecido, que tem a responsabilidade de não ver o seu partido engolido pelo Chega, ou ainda ser capaz de fugir da coligação desejada (?) com o PSD.
É muito possível que o próprio PSD, ao temer que muito do seu eleitorado à direita, fuja para o novo partido, receba de bom grado a ajuda do CDS.
Muitas incógnitas. No entanto, uma certeza adensa-se. Com o cansaço das populações relativamente aos partidos tradicionais e das formas de atuação, de que a abstenção se traduz na maior evidencia. A possibilidade do aparecimento de uma ou mais candidaturas independentes poderão confundir todos os prognósticos mais assertivos.
Quem está minimamente atento, percebe, quer nas redes sociais, quer nos poucos contactos ainda possíveis, que é crescente o desinteresse pela forma de fazer política tradicional, antes revendo-se na ação de cidadãos intervenientes no quotidiano das suas vidas.
Se este sentimento generalizado pela sociedade portuguesa, se faz sentir no concelho das Caldas, só o futuro o dirá. ■