Já temos vacina! E agora?

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Rita Rodrigues Moreira
médica

O aparecimento da vacina contra a covid-19 parece ser a luz ao fundo do túnel para o retorno da tão desejada normalidade. Mas será que me devo vacinar? Habituamo-nos a falar em vacina, mas na verdade existem no mercado sete vacinas de diferentes farmacêuticas. Algumas ainda aguardam aprovação, pois apesar do processo estar mais célere mantém-se muito rigoroso. De uma forma geral, as vacinas consistem na administração de partes de um agente (que pode ser um vírus ou outro), para capacitar o sistema imunitário de agir de forma mais rápida e eficaz quando vier a contactar com o agente no estado completo, protegendo-o assim da infeção.
A vacina que agora chegou a Portugal chama-se Cominarty ® (BioNTech-Pfizer) e é uma vacina, administrada em duas doses, do tipo RNA mensageiro, que não causa covid-19, nem interfere no ADN da população. Os efeitos adversos registados foram ligeiros a moderados e desapareceram em poucos dias. Os mais comuns foram dor e inchaço no local da injeção, cansaço, dores musculares e articulares, dor de cabeça e febre, pelo que não devem ser motivo para não se proteger desta infeção potencialmente fatal.
Em Portugal, a vacina será gratuita, facultativa e inicialmente apenas será administrada aos grupos de maior risco, de forma a assegurar a melhor distribuição possível. Logo, deve aguardar, pois será contactado assim que for o momento de ser vacinado.
As vacinas são seguras e eficazes, mas não serão a cura milagrosa para a covid-19. Ainda assim, serão provavelmente a forma de conseguirmos uma diminuição definitiva do número de casos, hospitalizações e mortes. Portanto, por si e por todos, por favor vacine-se! ■