O voto e as redes sociais

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As próximas eleições autárquicas podem transformar o mapa eleitoral da região. E se, há dias, o sempre bem informado Expresso incluía Peniche no “mapa de risco” de concelhos que podiam “virar” na ida às urnas a 26 de setembro, não custa a crer que haja mais municípios no Oeste Norte que possam, efetivamente, mudar de mãos. Têm a palavra, claro está, os eleitores.
Em democracia, a alternância é um valor imprescindível para o exercício da cidadania e para a regeneração das instituições.
Porém, no que ao poder local diz respeito, a alternância parece resultar mais do acumular de erros gravosos de gestão dos autarcas e da assumpção de setores fartos de caciquismo do que, propriamente, do grande mérito de quem desafia o poder instituído. Se desta vez será diferente é o que estaremos cá para ver.
Além disso, em teoria, o facto de os autarcas terem estado ao lado das populações neste ano e meio de pandemia pode favorecer aqueles que se recandidatam, o que só tornará ainda mais difícil a missão daqueles que visam destronar um presidente de Câmara ou de Junta em exercício.
Esta campanha eleitoral será, provavelmente, a mais exigente de sempre, sobretudo pela dificuldade de se realizar durante um período restritivo de circulação, o que condicionará a realização de eventos, comícios e até, quem sabe, debates. É certo que o digital permite chegar a muitos “utilizadores” e abre novas possibilidades para propagandear a mensagem. Mas há um ligeiro problema: é que quem, efetivamente, vota nem sempre sabe o que é isso de redes sociais… ■