Que 2021 seja o ano da esperança

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Os finais de ano são dados a balanços e à proclamação de votos sobre o que ansiamos para o ano seguinte. Correspondem a uma daquelas convenções tácitas que nos coloca a todos na linha do tempo, com o espírito do recomeço e os bons auspícios dos tempos por vir.
No ano passado, a Gazeta das Caldas colocava-nos o desafio de podermos projetar o que queríamos para a próxima década. Nessa reflexão, destaco um dos pontos que foquei, o da modernização da linha do Oeste. Pois bem, tivemos, este ano, boas notícias no que ao investimento na ferrovia diz respeito: foi, finalmente, lançado o concurso para a obra de requalificação do troço Torres Vedras – Caldas da Rainha; foi inscrito no Plano Nacional de Investimentos a sua modernização no troço entre Caldas da Rainha e Louriçal, como, aliás, sempre defendemos; e, por fim, foi anunciada a nova linha de alta velocidade Porto – Lisboa, que terá paragem em Leiria e coloca, finalmente, a nossa região num patamar de competitividade a um nível difícil de imaginar há alguns anos. Para além dos ganhos económicos, não podemos esquecer o que representa, também, este investimento do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, com a consequente redução da pegada carbónica que vai proporcionar. São, por isso, boas notícias, e fica-se sem se perceber muito bem os protestos de alguns atores a respeito deste ponto. Estamos no bom caminho para que, na próxima década, possamos já usufruir de uma linha moderna, digna dos tempos que vivemos e geradora de novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento da nossa região.
Continuando nas formulações do ano passado, a comparticipação dos tratamentos termais pelo SNS terá continuidade este ano, e esperamos, com igual ansiedade, que possam, também, começar as obras para a construção do novo Hotel Termal que irá requalificar os Pavilhões do Parque. Esperamos, igualmente, que todo o investimento que tem de ser feito ocorra, para que Caldas volte a ser a capital do Termalismo que já foi noutros tempos.
Na Saúde, e para já, foi lançado concurso pela OESTECIM (que resulta do protocolo assinado com a ARS-LVT e CHO) para estudar o perfil assistencial de um novo Hospital do Oeste e também a sua localização. Esperemos, pois, pelos seus resultados, não perdendo de vista que, até termos um novo hospital, temos de garantir que as três unidades hospitalares que integram o Centro Hospitalar funcionam e respondem, de forma adequada, às necessidades da população que servem.
Estes foram os três temas mais locais pude acompanhar, entre outros, durante o ano que passou e que foquei, por esta mesma altura. Para o próximo ano, o que esperamos é que se concretizem através da sua execução, sem esquecer o enorme desafio que temos pela frente: ultrapassar a pandemia, recuperar da crise gerada pela mesma e retomar o curso do desenvolvimento que trilhávamos no primeiro trimestre deste ano e que foi abruptamente parado.
Para finalizar, desejo aos nossos leitores umas Boas Festas, fazendo votos para que o próximo ano vos traga todas as concretizações que anseiam. ■ Sara Velez deputada do PS