2020, o ano atípico

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Hugo Oliveira

O ano de 2020 foi um ano atípico mas provavelmente o aviso mais sério e imediato para que a sociedade olhe para a sua forma de vida, reequacione tudo e volte a “respirar”.
Há décadas que os sinais de que algo está a mudar no mundo, são evidentes e não para melhor.
A atitude humana perante o planeta tem sido displicente e em muitos casos irresponsável, mais do que afirmar que o estamos o colocar em causa urge perceber que estamos sim a colocar em causa a espécie humana.
A forma abrupta como, não percebendo os sinais, temos contribuído as alterações climáticas foi-se alterando com o objetivo de travar o eventual colapso.
A maior parte dos governantes e líderes mundiais estão hoje mais sensíveis ao problema e não se trata de serem mais à direita ou esquerda do espetro político porque são vários os exemplos de campos opostos neste cenário que têm tido comportamentos abomináveis.
Cabe a cada um dos países, às regiões e aos municípios, ter políticas ambientais responsáveis que permitam reduzir a pegada ecológica e em conjunto construir um mundo sustentável, onde entre muitas outras a mobilidade sustentável, a manutenção do arvoredo urbano e a aposta na politica dos 3rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar, ocupam um lugar de destaque na primeira linha de ação numa economia circular.
Num ano onde a pandemia fez parar o Mundo, permitiu que o pensamento para além de se centrar no combate à covid-19, também se focasse na necessidade de fazer “reset” à nossa forma de vida.
Sem alarmismos ou teorias do caos, temos de refletir sobre a nova vida pós-covid e pré seja lá do que for, mas sem perder o foco na necessária alteração comportamental de todos em prol de todos.
Assim, o compromisso que cada um de nós deve ter para com a sociedade é de perceção das consequências das nossas ações ou omissões com forma das de orientação.
Que 2021 seja um ano de mudança no espirito humano e na conservação do nosso habitat mas no imediato que seja o fim desta pandemia e que nos seja permitido chorar as perdas, “lamber e sarar as feridas” para que recuperemos a nossa liberdade e a afetividade. ■ Hugo Oliveira deputado do PSD